
Mãe, padrasto e tio serão julgados nesta segunda pela morte de Rhaniel
Serão julgados nesta segunda-feira (12) a Ana Patrícia, Victor Oliveira e Wagner Oliveira, mãe, padrasto e tio do menino Rhaniel Pedro, encontrado morto em uma calçada no Clima Bom. A defesa dos três alega inocência e falta de provas o caso. O júri popular é conduzido pelo juiz Braga Neto e ocorre no Fórum da Capital.
O júri popular dos acusados chegou a ser adiado duas vezes. Inicialmente, o júri seria no dia 16 de novembro, mas o promotor do caso, Tácito Yuri estava com Covid. O defensor público designado para o caso, Arhur Loureiro, também estava com a doença e então o juiz entendeu que não havia tempo hábil para passar o caso para outro promotor. No dia 2 de dezembro, quando o julgamento deveria acontecer, o advogado de defesa Raimundo Palmeira também estava com Covid, o que fez o júri ser adiado de novo.
"Meus clientes são inocentes. Sustentamos a tese da fragilidade das provas. As provas genéticas não são conclusivas e não colocam o Wagner e nem o Vitor na cena do crime. Além da falta de testemunhas. Então há muitas falhas na investigação", disse o advogado de defesa de Victor e Wagner, Gabriel Sena.
A defesa de Ana Patrícia também alega inocência.
Os três acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Eles negam os crimes.
Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, de 10 anos, foi encontrado morto em uma calçada no bairro em que morava, no Clima Bom. À época, a versão apresentada pela família à polícia foi de que ele tinha desaparecido um dia antes, ao sair de casa para ir ao reforço escolar.
Durante as investigações sobre a morte do menino, a Polícia Civil prendeu o padrasto dele, Vítor Serafim de Oliveira pelo estupro de uma prima de Rhaniel, uma menina de 12 anos.
Meses após a prisão de Vítor de Oliveira, a polícia prendeu a mãe de Rhaniel, Ana Patrícia da Silva Laurentino Lourenço, e o irmão de Vítor, Wagner de Oliveira Serafim, pelo assassinato do menino.
Os três acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.
Para os investigadores, Rhaniel foi assassinado por espancamento e depois um objeto foi introduzido no ânus da vítima morta para que a polícia acreditasse que se tratava de um crime sexual. Um preservativo foi encontrado no local onde estava o corpo, mas nele tinha apenas material genético de Rhaniel.
