
Caso Rhaniel: mãe, padrasto e tio são julgados pela morte do menino nesta sexta-feira
A mãe, o padrasto e o irmão do padrasto do menino Rhaniel Pedro, 10 anos, encontrado morto em uma calçada o bairro do Clima Bom, vão a júri popular nesta sexta-feira (2). O julgamento será conduzido pelo juiz José Braga Neto e ocorre no Fórum da Capital, no Barro Duro.
O júri estava marcado para o dia 16 de novembro, mas o promotor do caso, Tácito Yuri estava com Covid. O defensor público designado para o caso, Arhur Loureiro, também estava com a doença. O juiz entendeu que não havia tempo hábil para passar o caso para outro promotor.
O advogado Raimundo Palmeira, que faz a defesa de dois dos acusados, disse que está com Covid e que solicitou ao juiz o adiamento do júri, mas, segundo ele, o pedido foi negado.
Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, de 10 anos, foi encontrado morto em uma calçada no bairro em que morava. À época, a versão apresentada pela família à polícia foi de que ele tinha desaparecido um dia antes, ao sair de casa para ir ao reforço escolar.
Durante as investigações sobre a morte do menino, a Polícia Civil prendeu o padrasto dele, Vítor Serafim de Oliveira pelo estupro de uma prima de Rhaniel, uma menina de 12 anos.
Meses após a prisão de Vítor de Oliveira, a polícia prendeu a mãe de Rhaniel, Ana Patrícia da Silva Laurentino Lourenço, e o irmão de Vítor, Wagner de Oliveira Serafim, pelo assassinato do menino.
Os três acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Eles negam os crimes.
Para os investigadores, Rhaniel foi assassinado por espancamento e depois um objeto foi introduzido no ânus da vítima morta para que a polícia acreditasse que se tratava de um crime sexual. Um preservativo foi encontrado no local onde estava o corpo, mas nele tinha apenas material genético de Rhaniel.
