
Esquadrão antibombas do BOPE é acionado para detonar artefato encontrado no Farol, em Maceió — Foto: Reprodução
Em quinze dias, foram registradas em Maceió duas explosões de bombas caseiras, com amputação de mãos de duas pessoas, e um chamado para detonação de um artefato semelhante a uma bomba. A Polícia Civil investiga se os casos foram isolados ou se têm relação entre si. Nos próximos dias, uma comissão de delegados pode ser formada para apurar os crimes.
A primeira bomba foi encontrada dentro de uma lixeira na Rua Dr. Costa Leite, no centro de Maceió, no dia 10 de novembro. A segunda bomba explodiu em um canteiro que fica na parte externa do Hospital Geral do Estado (HGE), no dia 21 de novembro. Nesta sexta-feira (25), um artefato semelhante a uma bomba de fabricação caseira foi encontrado em uma rua no bairro do Farol. O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi acionado para detonar o objeto com segurança e encaminhá-lo para a perícia, que deve apontar se havia ou não material explosivo dentro.
Na primeira explosão, um catador de materiais recicláveis estava recolhendo latinhas de refrigerantes quando uma delas explodiu na sua mão. Uma bomba de fabricação caseira havia sido deixada no local. Na segunda explosão, um funcionário de uma empresa terceirizada de serviços gerais do HGE estava limpando um canteiro de plantas na área externa do hospital quando a bomba explodiu. No caso do artefato, ele foi encontrado em um canteiro de plantas por funcionários na calçada de um depósito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Dentro da latinha de refrigerante, que explodiu na não de Jorge Quirino, a perita criminal Adriana Sarmento, do Instituto de Criminalística, conseguiu recolher objetos como parafusos e bolas de gude. Na bomba que explodiu na área externa do HGE, e que deixou três pessoas feridas, também foram encontrados vestígios de bolas de gude. Perícia também recolheu materiais para periciar explosivo. Policiais do esquadrão antibombas disseram que o material encontrado nesta sexta-feira foi feito com garrafa plástica, mas sem carga explosiva. Possivelmente, um simulacro. O material também vai ser periciada pela Polícia Científica.
O catador de materiais recicláveis, Jorge Quirino, de 50 anos, teve ferimentos no rosto, braços e tórax. Ele ficou dias internados no HGE e precisou ter a mão esquerda amputada. Na segunda explosão, dois funcionários de serviços gerais do HGE sofreram arranhões superficiais. Já um terceiro funcionário passou por cirurgia e teve a mão direita amputada. Até esta sexta (25), ele permanecia internado e o seu estado de saúde é considerado estável. Na ocorrência desta sexta-feira, não houve feridos. O artefato foi detonado por policiais do Bope antes que alguém se ferisse.
Até esta sexta (25), ninguém tinha sido preso. A Polícia Civil já começou a ouvir depoimentos de parentes das vítimas e de testemunhas. Já foram solicitadas as imagens de câmeras de segurança dos locais onde as bombas foram encontradas para identificar os responsáveis por descartá-las.
