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‘Não vou fugir da raia’, diz Luciano Huck sobre vida política

Sem dizer se vai ou não investir de fato na vida política, Luciano Huck disse a Amaury Jr. que não abrirá mão de seu propósito de ajudar o Brasil a melhorar. A entrevista foi realizada durante o leilão beneficente promovido pelo Instituto Neymar Jr.

“O que eu venho falando, e talvez não tenha sido bem compreendido, mas eu acho que a minha geração tem que ocupar espaço de poder, no sentido de que já está na iniciativa privada e em vários lugares da sociedade civil, mas na política não”, disse o apresentador.

Huck viu seu nome se projetar entre os possíveis presidenciáveis nas eleições de 2018 após ter um texto publicado no jornal Folha de S. Paulo.

Amaury Jr. chegou a citar a previsão de uma vidente, que aconselha Huck a não misturar a vida artística com a pública. “Ela deve ter ligado para a minha mãe e para a Angélica”, brincou.

Ele disse que seu objetivo é contribuir para o crescimento do Brasil e ajudar a encontrar novos e bons nomes para as lideranças nacionais.

“Não que seja eu, muito pelo contrário, mas quero ajudar a encontrar essas novas lideranças, porque eu acho que o Brasil está em um cenário de terra arrasada. Eu acho que o único poder transformador é a política do poder público, então se a gente não cuidar dele para que tenha gente legal lá e que possa fazer a vida das pessoas melhorar, vamos ter uma geração perdida de anos e décadas no Brasil. Então é essa a intenção, se mobilizar e conseguir trazer gente legal para esse universo”, explicou.

Em sua avaliação, João Doria é um bom exemplo de pessoa pública que migrou para a política. “João já fez essa opção, ele já está dedicado à vida pública e servindo muito bem São Paulo. A força do microfone, a força que o meu programa tem, as redes sociais, eu acho que já é uma vitrine importante para colocar uma mensagem inspiradora, colocar bons exemplos e trazer gente nova. Não vou fugir da raia no sentido de contribuir para que a gente faça um país mais legal e mais justo”, finalizou.


Ministro abre nova investigação de Aécio

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (22) a abertura de uma nova investigação sobre o senador Aécio Neves afastado (PSDB-MG) por suposta prática de lavagem de dinheiro.

O novo inquérito foi pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação da JBS.

A nova investigação vai apurar se Aécio tentou ocultar a origem de R$ 2 milhões que teria recebido do empresário Joesley Batista. Segundo a PGR, a quantia era propina para que o senador atuasse em favor da JBS.

Após a abertura do novo inquérito, o advogado de Aécio, Alberto Toron, divulgou a seguinte nota: “A defesa do Senador Aécio Neves recebe a informação com naturalidade por se tratar de desdobramento da denúncia inicial. A investigação demonstrará que não se pode falar em lavagem ou propina, pois trata-se de dinheiro de origem lícita numa operação entre privados, portanto sem envolver recurso público ou qualquer contrapartida. Assim, não houve crime.”

Com o novo inquérito, Aécio passa a ser alvo de nove investigações no STF: cinco abertas a partir das delações da Odebrecht; duas abertas a partir das delações do senador cassado Delcídio do Amaral e duas abertas a partir das delações da JBS.

Aécio já foi denunciado por Janot com base nas delações da JBS por corrupção passiva e obstrução da Justiça.


Senador acusa Michel Temer de chantagem e cobra renúncia do presidente

Um dos três votos da base aliada que ajudaram a derrotar a reforma trabalhista em comissão do Senado, o senador Hélio José (PMDB-DF) afirmou nesta quarta-feira, 21, ter sido alvo de retaliação do governo com a demissão de dois indicados seus em órgãos do Executivo. Em um discurso de oposição, acusou o presidente Michel Temer de chantagem e cobrou sua renúncia.

“Nós não podemos permitir que o governo transforme votações em balcão de negócios. Esse governo está podre. Esse governo corrupto tinha que ter vergonha na cara e renunciar”, afirmou Hélio José.

O peemedebista surpreendeu ontem o governo ao votar contra o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Um texto alternativo, contra a reforma, foi aprovado por 10 votos a 9.

“A reforma trabalhista é equivocada. Vem precarizar ainda mais as relações de trabalho. É inadmissível, um governo mergulhado nesse emaranhado de corrupção, tome esse tipo de atitude de retaliação de quem quer fazer as coisas de forma adequada. É uma falta de consideração”, afirmou Hélio José. “Não dá para ser coagido, chantageado, por causa de posto no governo.”

Os indicados de Hélio José exonerados hoje foram Vicente Ferreira, que deixou a Diretoria Planejamento e Avaliação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), e Nilo Gonsalves, exonerado do cargo de superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU-DF).

“Acho que o governo está para o que der e vier. Eles enlouqueceram. Pegar um senador da República e retaliar com duas indicaçõezinhas não é justo. Não é um governo correto.”

Posição. Segundo Hélio José, sua posição contrária à reforma já havia sido externada a parlamentares do seu partido. Ele admite a influência do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), em seu voto. O ex-presidente do Senado tema adotado posições críticas às reformas propostas pelo governo.

Questionado se houve alguma ameaça de que poderia perder cargos antes da votação na CAS, o senador afirmou que o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), havia o alertado para não votar contra a proposta. Ele disse, no entanto, que não havia conversado com o correligionário após a votação de ontem.


STF decide nesta terça-feira (20) se aceita pedido de prisão de Aécio Neves

Os cinco ministros que compõem a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidirão nesta terça-feira (20) se aceitam ou não o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja preso. Caso a decisão da maioria seja pela prisão preventiva do parlamentar, o tucano poderá ser o segundo senador preso durante o exercício do mandato desde a redemocratização, um ano e meio depois de o STF também ter autorizado a detenção de outro senador: Delcídio do Amaral (sem partido-MS), em novembro de 2015.
Para que Aécio seja preso, porém, não basta a decisão do Supremo. O pedido, feito pela PGR e então aprovado pelo STF, ainda precisa ser referendado pelo Senado Federal, segundo estabelece a Constituição Federal.
Os senadores teriam até 24 horas para fazer uma sessão extraordinária no plenário da Casa e, assim, decidir se aceitam ou não a decisão do STF. Aécio só poderá ser preso se a maioria simples dos senadores decidir pela prisão.
Na mesma sessão, os ministros da Primeira Turma também vão votar se Aécio deve continuar afastado das suas atividades no Senado. Se eles negarem o pedido da defesa do tucano, o Senado terá que respeitar essa decisão.
Crime em flagrante ou perigo às investigações? O centro do julgamento
O artigo 53, inciso 2, da Constituição Federal de 1988 proíbe que parlamentares sejam presos durante o exercício do mandato eletivo, com a exceção de que sejam pegos em flagrante praticando crime inafiançável. É a chamada imunidade parlamentar. E esse é uma das polêmicas do julgamento desta terça.
A defesa de Aécio sustenta que o senador não cometeu nenhum crime em flagrante. A PGR, por sua vez, no pedido de prisão, alegou que manter o senador solto pode atrapalhar as investigações.
“No caso de Delcídio já tinha sido um absurdo a prisão, tanto que o próprio relator do caso o soltou depois. A prisão tinha sido baseada em uma verdadeira ginástica interpretativa”, acredita Fernando Araneo, advogado especialista em direito penal empresarial. E Interpretação é tudo no direito”, diz Fernando Castelo Branvo, advogado criminalista.
Para o advogado criminalista Jair Jaloreto, porém, existe respaldo jurídico para que o STF peça a prisão preventiva de Aécio. “A lei é a mesma para qualquer cidadão comum, a diferença é que no caso do parlamentar, tendo um desses pressupostos [que justificam a prisão preventiva], isso é decidido pelo STF”, diz.
Segundo Jaloreto, o Código do Processo Penal diz que a prisão preventiva se justifica caso “haja risco para a investigação, se houver a prova do ilícito, indício de que a pessoa acusada é a autora do crime, se houver dúvida se a pessoa vai se evadir do país, risco de destruição de provas, ameaça a testemunhas, prática de atos para obstruir a investigação”.
Prisão seria equivocada, dizem especialistas
Os especialistas ouvidos pelo UOL afirmaram que não há elementos que justifiquem a prisão preventiva do senador.
Para Fernando Castelo Branco, coordenador da pós-graduação em direito penal econômico da Faculdade de Direito do IDP São Paulo, embora seja completamente possível que um ministro tenha o mesmo entendimento que Janot e vote pela prisão de Aécio e outro divirja, entendendo que não há risco para a investigação já em curso no STF, é preciso ter cautela pois ainda não há um cenário bem delineado em relação às acusações contra Aécio Neves.
“Me parecem absolutamente exacerbados [os argumentos que fundamentam a prisão]. Ele já está suspenso das suas funções públicas, que é o que poderia ser um fator de força”, acredita Branco.
Segundo ele, o judiciário não pode ser influenciado pelo clamor público. “Só espero que os ministros tenham o necessário bom senso, porque é uma decisão sobre cerceamento da liberdade humana, de uma pessoa eleita pelo voto popular”, afirmou.
Apesar de achar que não há elementos necessários para uma prisão preventiva, Branco acredita que o placar de 3 a 2 para a manutenção da prisão da irmã de Aécio, na semana passada, indica que ele pode sim vir a ser preso.
“Em tese, Andrea e Frederico [primo de Aécio também preso] eram operadores a mando do senador. Sob essa ótica, custa acreditar que [Luiz] Fux, Rosa [Weber] e [Luís Roberto] Barroso [que votaram pela manutenção da prisão] votem para que Aécio não seja preso”, analisou.
Já Jaloreto diz que a manutenção da preventiva de Andrea não significa que a de Aécio pode vir como consequência. “Cada qual responde pelos seus atos”.
Além disso, ele acredita que não há elementos novos que justifiquem uma prisão preventiva. Em 18 de maio, o ministro Edson Fachin, então relator da ação – agora ela está sob relatoria de Marco Aurélio Mello -, negou o primeiro pedido da PGR para prender Aécio. “O STF já negou liminarmente. Publicamente não houve nada diferente desde que houve a negativa da liminar, se não ele já estaria preso”, diz.
Para Fernando Araneo, advogado especialista em direito penal empresarial, não há nenhuma interpretação capaz de justificar a prisão preventiva. “A Constituição veta, não tem interpretação que se possa fazer”, diz. “Aqui não é a decisão sobre o afastamento que está em jogo. Só a liberdade dele”.
Durante entrevista ao UOL, ele citou uma decisão do ministro Celso de Mello que revogou a prisão preventiva de um deputado alagoano, em 2009, acusado de homicídio, por causa da prerrogativa de foro.
Para a PGR, Aécio poderia interferir nas investigações
No pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que se Aécio continuar solto existe o risco de que ele aja para interferir nas investigações. Ao pedir a prisão, Janot defendeu que, devido à alta gravidade do delito e o risco de reiteração, a prisão preventiva é “imprescindível para a garantia da ordem pública”
Segundo a PGR (Procuradoria-geral da República), Aécio se valeu da condição de parlamentar para pedir, junto com a irmã Andrea Neves, R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos sócios da JBS, supostamente para pagar os honorários do advogado que defende o tucano nos processos que ele responde no âmbito da Operação Lava Jato. Joesley fechou acordo de delação premiada após gravar secretamente a conversa.
Além disso, Janot afirma que, em outras gravações, o senador “deixou clara a sua intenção de interferir” para que a investigação sobre irregularidades na licitação da Cidade Administrativa de Minas Gerais ficasse com “um delegado específico” na corporação, ao fazer uma série de contatos com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.
A gravação feita por Joesley e o conteúdo das delações de executivos da JBS basearam a abertura de um inquérito contra o senador no STF. Nele, Aécio Neves é acusado dos crimes de corrupção passiva e obstrução da justiça. Também são alvo da mesma investigação a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros.
Na semana passada, Janot reforçou o pedido de prisão por entender que Aécio continua exercendo funções políticas, apesar de ter sido afastado das funções pelo STF. O procurador-geral da República citou uma postagem no Facebook feita por Aécio no dia 30 de maio, em que o senador afastado aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, escreveu Aécio na legenda.

Em decisão monocrática, o ministro Edson Fachin já havia negado a prisão preventiva, mas a PGR insistiu na questão, que vai agora ser decidida por cinco ministros. A investigação foi posteriormente distribuída ao ministro Marco Aurélio Mello, da 1ª Turma do STF, por não ter relação com as investigações da Operação Lava Jato, sob responsabilidade de Fachin no Supremo.
O que diz a defesa de Aécio
O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, tem afirmado que a defesa do senador “refuta integralmente” o teor da denúncia e que há uma “inexplicável pressa” da PGR em apresentar a acusação, oferecida antes de o senador ser ouvido para prestar esclarecimentos. A defesa tem dito ainda que a conversa entre Aécio e Joesley trata do oferecimento da compra de um imóvel da família do senador, negada pelo empresário da JBS que, em troca, teria oferecido um empréstimo pessoal a Aécio. Toron diz que o diálogo não indica suspeitas de nenhum crime e que os próprios delatores da JBS afirmam não ter sido beneficiados pela atuação de Aécio no Senado.
Na última sexta-feira (16), a defesa de Aécio pediu ao STF que adiasse o julgamento desta terça e que levasse o caso ao plenário, não apenas à Primeira Turma. No mesmo dia, horas depois, o ministro Marco Aurélio Mello rejeitou os dois pedidos.

Os cinco ministros que compõem a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidirão nesta terça-feira (20) se aceitam ou não o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja preso. Caso a decisão da maioria seja pela prisão preventiva do parlamentar, o tucano poderá ser o segundo senador preso durante o exercício do mandato desde a redemocratização, um ano e meio depois de o STF também ter autorizado a detenção de outro senador: Delcídio do Amaral (sem partido-MS), em novembro de 2015.
Para que Aécio seja preso, porém, não basta a decisão do Supremo. O pedido, feito pela PGR e então aprovado pelo STF, ainda precisa ser referendado pelo Senado Federal, segundo estabelece a Constituição Federal.
Os senadores teriam até 24 horas para fazer uma sessão extraordinária no plenário da Casa e, assim, decidir se aceitam ou não a decisão do STF. Aécio só poderá ser preso se a maioria simples dos senadores decidir pela prisão.
Na mesma sessão, os ministros da Primeira Turma também vão votar se Aécio deve continuar afastado das suas atividades no Senado. Se eles negarem o pedido da defesa do tucano, o Senado terá que respeitar essa decisão.
Crime em flagrante ou perigo às investigações? O centro do julgamento
O artigo 53, inciso 2, da Constituição Federal de 1988 proíbe que parlamentares sejam presos durante o exercício do mandato eletivo, com a exceção de que sejam pegos em flagrante praticando crime inafiançável. É a chamada imunidade parlamentar. E esse é uma das polêmicas do julgamento desta terça.
A defesa de Aécio sustenta que o senador não cometeu nenhum crime em flagrante. A PGR, por sua vez, no pedido de prisão, alegou que manter o senador solto pode atrapalhar as investigações.
“No caso de Delcídio já tinha sido um absurdo a prisão, tanto que o próprio relator do caso o soltou depois. A prisão tinha sido baseada em uma verdadeira ginástica interpretativa”, acredita Fernando Araneo, advogado especialista em direito penal empresarial. E Interpretação é tudo no direito”, diz Fernando Castelo Branvo, advogado criminalista.
Para o advogado criminalista Jair Jaloreto, porém, existe respaldo jurídico para que o STF peça a prisão preventiva de Aécio. “A lei é a mesma para qualquer cidadão comum, a diferença é que no caso do parlamentar, tendo um desses pressupostos [que justificam a prisão preventiva], isso é decidido pelo STF”, diz.
Segundo Jaloreto, o Código do Processo Penal diz que a prisão preventiva se justifica caso “haja risco para a investigação, se houver a prova do ilícito, indício de que a pessoa acusada é a autora do crime, se houver dúvida se a pessoa vai se evadir do país, risco de destruição de provas, ameaça a testemunhas, prática de atos para obstruir a investigação”.
Prisão seria equivocada, dizem especialistas
Os especialistas ouvidos pelo UOL afirmaram que não há elementos que justifiquem a prisão preventiva do senador.
Para Fernando Castelo Branco, coordenador da pós-graduação em direito penal econômico da Faculdade de Direito do IDP São Paulo, embora seja completamente possível que um ministro tenha o mesmo entendimento que Janot e vote pela prisão de Aécio e outro divirja, entendendo que não há risco para a investigação já em curso no STF, é preciso ter cautela pois ainda não há um cenário bem delineado em relação às acusações contra Aécio Neves.
“Me parecem absolutamente exacerbados [os argumentos que fundamentam a prisão]. Ele já está suspenso das suas funções públicas, que é o que poderia ser um fator de força”, acredita Branco.
Segundo ele, o judiciário não pode ser influenciado pelo clamor público. “Só espero que os ministros tenham o necessário bom senso, porque é uma decisão sobre cerceamento da liberdade humana, de uma pessoa eleita pelo voto popular”, afirmou.
Apesar de achar que não há elementos necessários para uma prisão preventiva, Branco acredita que o placar de 3 a 2 para a manutenção da prisão da irmã de Aécio, na semana passada, indica que ele pode sim vir a ser preso.
“Em tese, Andrea e Frederico [primo de Aécio também preso] eram operadores a mando do senador. Sob essa ótica, custa acreditar que [Luiz] Fux, Rosa [Weber] e [Luís Roberto] Barroso [que votaram pela manutenção da prisão] votem para que Aécio não seja preso”, analisou.
Já Jaloreto diz que a manutenção da preventiva de Andrea não significa que a de Aécio pode vir como consequência. “Cada qual responde pelos seus atos”.
Além disso, ele acredita que não há elementos novos que justifiquem uma prisão preventiva. Em 18 de maio, o ministro Edson Fachin, então relator da ação – agora ela está sob relatoria de Marco Aurélio Mello -, negou o primeiro pedido da PGR para prender Aécio. “O STF já negou liminarmente. Publicamente não houve nada diferente desde que houve a negativa da liminar, se não ele já estaria preso”, diz.
Para Fernando Araneo, advogado especialista em direito penal empresarial, não há nenhuma interpretação capaz de justificar a prisão preventiva. “A Constituição veta, não tem interpretação que se possa fazer”, diz. “Aqui não é a decisão sobre o afastamento que está em jogo. Só a liberdade dele”.
Durante entrevista ao UOL, ele citou uma decisão do ministro Celso de Mello que revogou a prisão preventiva de um deputado alagoano, em 2009, acusado de homicídio, por causa da prerrogativa de foro.
Para a PGR, Aécio poderia interferir nas investigações
No pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que se Aécio continuar solto existe o risco de que ele aja para interferir nas investigações. Ao pedir a prisão, Janot defendeu que, devido à alta gravidade do delito e o risco de reiteração, a prisão preventiva é “imprescindível para a garantia da ordem pública”
Segundo a PGR (Procuradoria-geral da República), Aécio se valeu da condição de parlamentar para pedir, junto com a irmã Andrea Neves, R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos sócios da JBS, supostamente para pagar os honorários do advogado que defende o tucano nos processos que ele responde no âmbito da Operação Lava Jato. Joesley fechou acordo de delação premiada após gravar secretamente a conversa.
Além disso, Janot afirma que, em outras gravações, o senador “deixou clara a sua intenção de interferir” para que a investigação sobre irregularidades na licitação da Cidade Administrativa de Minas Gerais ficasse com “um delegado específico” na corporação, ao fazer uma série de contatos com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.
A gravação feita por Joesley e o conteúdo das delações de executivos da JBS basearam a abertura de um inquérito contra o senador no STF. Nele, Aécio Neves é acusado dos crimes de corrupção passiva e obstrução da justiça. Também são alvo da mesma investigação a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros.
Na semana passada, Janot reforçou o pedido de prisão por entender que Aécio continua exercendo funções políticas, apesar de ter sido afastado das funções pelo STF. O procurador-geral da República citou uma postagem no Facebook feita por Aécio no dia 30 de maio, em que o senador afastado aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, escreveu Aécio na legenda.

Em decisão monocrática, o ministro Edson Fachin já havia negado a prisão preventiva, mas a PGR insistiu na questão, que vai agora ser decidida por cinco ministros. A investigação foi posteriormente distribuída ao ministro Marco Aurélio Mello, da 1ª Turma do STF, por não ter relação com as investigações da Operação Lava Jato, sob responsabilidade de Fachin no Supremo.
O que diz a defesa de Aécio
O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, tem afirmado que a defesa do senador “refuta integralmente” o teor da denúncia e que há uma “inexplicável pressa” da PGR em apresentar a acusação, oferecida antes de o senador ser ouvido para prestar esclarecimentos. A defesa tem dito ainda que a conversa entre Aécio e Joesley trata do oferecimento da compra de um imóvel da família do senador, negada pelo empresário da JBS que, em troca, teria oferecido um empréstimo pessoal a Aécio. Toron diz que o diálogo não indica suspeitas de nenhum crime e que os próprios delatores da JBS afirmam não ter sido beneficiados pela atuação de Aécio no Senado.
Na última sexta-feira (16), a defesa de Aécio pediu ao STF que adiasse o julgamento desta terça e que levasse o caso ao plenário, não apenas à Primeira Turma. No mesmo dia, horas depois, o ministro Marco Aurélio Mello rejeitou os dois pedidos.


Temer faz viagem oficial e Rodrigo Maia assume Presidência

O presidente Michel Temer embarcou na tarde desta segunda-feira (19) para a Europa, onde vai participar, ao longo da semana, de reuniões com autoridades da Rússia e da Noruega. Na ausência do chefe do Executivo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai assumir a Presidência da República.

A viagem de Temer ocorre em meio a um momento de turbulência política no governo. Desde que vieram a público as delações de executivos da JBS, que apontam o presidente como beneficiário de propina da empresa, Temer tem tentado negar as denúncias e, ao mesmo tempo, evitar a fuga de partidos aliados da base do governo.

Em conversas com aliados e assessores na semana passada, o peemedebista chegou a cogitar o cancelamento dos compromissos na Europa para permanecer no Brasil, de acordo com informações da colunista do G1 Andréia Sadi.

Há uma expectativa de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente nos próximos dias uma denúncia contra o presidente por envolvimento em crimes como corrupção passiva e obstrução à Justiça. Temer analisava se valeria a pena ou não deixar o país no momento em que a denúncia está para ser apresentada.

No último fim de semana, a situação ganhou um novo ingrediente, quando, em entrevista à revista Época, o dono do grupo J&F, Joesley Batista, disse que Temer é chefe “da maior e mais perigosa organização criminosa” do Brasil.

O presidente rebateu a acusação e, em nota, o Palácio do Planalto disse que o empresário é “bandido notório” e “desfia mentiras”. A nota informava que nesta segunda-feira Temer ingressaria com ações na Justiça contra Joesley.

No início da tarde desta segunda, a defesa de Temer protocolou na Justiça uma queixa-crime por calúnia, injúria e difamação contra o dono do grupo J&F.

Pouco antes de embarcar, o presidente divulgou um vídeo no Twitter no qual destacou a importância de sua viagem ao continente europeu para tentar ampliar o mercado brasileiro e aproveitou para mandar um recado para Joesley Batista. Segundo o peemedebista, criminosos “não sairão impunes” e serão responsabilizados pelos atos ilícitos que praticaram.

“Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para outros tentando fugir da punição. Aviso aos criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos. […] Vocês sabem que não pratico retaliações. Por tradição e formação, acredito na Justiça. Sempre respeitei a independência dos poderes. É assim que continuarei agindo”, disse Temer.

Agenda na Rússia

Em Moscou, Temer tem agenda marcada com o presidente russo Vladimir Putin, o Primeiro-Ministro Dmitry Medvedev, a Presidente do Conselho da Federação, Valentina Matvienko, e o Presidente da Duma de Estado, Vyacheslav Volodin.

A previsão é de que os dois países assinem acordos bilaterais em temas como promoção de comércio e investimentos, intercâmbio cultural e consultas políticas. O Brasil aposta na diversificação das exportações do mercado nacional para o país europeu.

“A Rússia é um país-chave para o desenho e a configuração da ordem internacional. O diálogo estratégico entre os dois países é parte da defesa da diplomacia brasileira por uma ordem internacional mais multipolar”, diz o comunicado divulgado na sexta.

Também está previsto um jantar com investidores russos para falar “sobre as reformas que modernizam a economia brasileira, sobre marcos regulatórios mais racionais e previsíveis e sobre as oportunidades de negócios daí decorrentes”, segundo a nota.

Noruega

Em Oslo, Temer se reunirá com o rei norueguês Harald V, a Primeira-Ministra Erna Solberg e o presidente do parlamento local, Olemic Thommessen. Por lá, o foco será a agenda ambiental, cujo Brasil tem na Noruega um dos principais parceiros.

“O Presidente Michel Temer enfatizará o engajamento brasileiro no cumprimento do Acordo de Paris e ressaltará o significado que o Brasil atribui à participação da Noruega no Fundo Amazônia”, diz a nota do Palácio do Planalto sobre a viagem.

Outro foco do interesse brasileiro é a ampliação do comércio com o país europeu. Temer tem a missão de renovar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

A primeira rodada de negociações entre o Mercosul e o EFTA ocorreu no mês de junho em Buenos Aires. O EFTA inclui, além da Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça. A Noruega é o oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil.


Prefeito de Craíbas é internado com suspeita de infarto

Ediel Leite sendo atendido pela equipe de suporte avançado do SAMU na UE do Agreste (foto: SAMU)

 

Após sofrer um mau súbito, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19), o prefeito de Craíbas, Ediel Leite (PMDB) foi socorrido e levado até o Centro Hospitalar Manoel André (Chama), na cidade de Arapiraca, com suspeita de infarto do miocárdio.

Ediel Leite, de 46 anos de idade, foi avaliado por uma junta médica, que decidiu encaminhar o prefeito até o Hospital do Coração (HCor), em Maceió.

Segundo apurou a reportagem do portal Tribuna Hoje, o quadro de saúde do prefeito Ediel Leite é considerado estável, mas inspira cuidados médicos.


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