


Pelo menos 93 palestinos foram mortos em um ataque israelense a uma escola e mesquita em Gaza que abrigava pessoas deslocadas, de acordo com autoridades locais.
A Defesa Civil de Gaza disse que as pessoas estavam realizando orações ao amanhecer no complexo Al-Tabi’in, no bairro de Al-Daraj, na parte leste da Cidade de Gaza, quando o local foi atingido na noite deste sábado (10).
“Recuperamos pelo menos 90 pessoas que foram mortas”, disse o porta-voz Mahmoud Basal à CNN, acrescentando que “muitas delas estão dilaceradas, muitas ainda não foram identificadas”.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram à emissora que atingiram a escola, dizendo que sua força aérea “atingiu precisamente os terroristas do Hamas que operavam dentro de um centro de comando e controle do Hamas embutido” no prédio.
Os militares também disseram que antes do ataque aéreo, “várias medidas foram tomadas para mitigar o risco de ferir civis, incluindo o uso de munições precisas, vigilância aérea e informações de inteligência”.
O ataque deste sábado é o quinto em uma escola em Gaza pelo exército israelense desde o último domingo (4).

Em Deir Al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, três mísseis israelenses atingiram uma área próxima a uma mesquita, ferindo dezenas de pessoas na terça-feira (6), disseram autoridades de saúde.
Moradores disseram que os bombardeios de tanques israelenses continuaram durante a noite em Bureij, Al-Maghazi, Nuseirat e Deir Al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, onde dezenas de milhares de famílias deslocadas de todo o enclave buscaram refúgio temporário.
Combates violentos
Forças israelenses mataram 45 combatentes palestinos em Gaza no último dia, disseram os militares na terça-feira, após intensos combates nos quais o grupo militante Hamas disse ter destruído dois veículos blindados de transporte de pessoal durante uma emboscada perto da cidade de Rafah.

As Forças Israelenses recuperaram na quarta-feira (24) os corpos de cinco reféns mortos no ataque do Hamas em 7 de outubro e mantidos em Gaza desde então, disseram os militares israelenses.
Maya Goren, uma professora de jardim de infância de 56 anos, foi morta durante o ataque ao seu kibutz, Nir Oz, segundo a Rádio do Exército Israelense, uma das comunidades mais atingidas no ataque mortal no sul de Israel que desencadeou a guerra devastadora.
Os outros quatro reféns eram dois soldados da reserva e dois soldados recrutados mortos em combate durante o ataque de 7 de outubro, disseram os militares.
Os corpos foram recuperados na área de Khan Younis, no sul de Gaza, onde as forças israelenses lançaram novos ataques esta semana.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que o seu governo estava ativamente empenhado em esforços intensivos para libertar o restante dos reféns, e que ele estava confiante de que teriam sucesso.
Uma delegação israelense deve participar de negociações para garantir um cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns. As negociações – mediadas pelos Estados Unidos, Egito e Catar – devem acontecer na próxima semana, segundo disse uma autoridade israelense na quarta-feira.
O Hamas quer um acordo de cessar-fogo para pôr fim à guerra em Gaza, mas Netanyahu diz que a guerra não pode terminar antes de o Hamas ser derrotado.

Israel intensificou na terça-feira (16), seus ataques contra a Faixa de Gaza, onde três bombardeios, um deles contra uma escola que abrigava deslocados, deixaram dezenas de mortos, segundo as autoridades locais, após as críticas dos Estados Unidos pelo elevado número de vítimas civis em sua guerra contra o movimento islamista Hamas.
Mohammed al Mughair, funcionário da Defesa Civil, declarou que 48 pessoas morreram, elevando a cifra anterior, de 44, informada à tarde pelo porta-voz da organização, Mahmud Basal, no contexto do que ele havia descrito como "três massacres [ocorridos] em menos de uma hora".
Segundo o Exército de Israel, o Hamas "se aproveita das estruturas civis e da população como escudo humano". Em um intervalo de dez dias, pelo menos sete escolas, muitas delas administradas pela UNRWA, foram alvo de ataques das forças israelenses.
Horas antes, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Miller, afirmou que o número de vítimas civis no conflito "ainda é inaceitavelmente elevado".
Nesta sexta-feira (12), membros do Exército de Israel divulgaram vídeos mostrando drones e outras armas em uma área de Gaza onde funcionava a antiga sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, conhecida como UNRWA. O Exército disse que o local é um complexo de combate do Hamas.
“Encontramos um local sensível da organização Hamas dentro de uma UNRWA”, disse um soldado não identificado.
Além disso, um comunicado informou que os soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) encontraram um túnel do Hamas nas imediações da antiga UNRWA e uma produção de armas sob um prédio universitário.

O exército israelense anunciou uma “pausa tática” na atividade militar ao longo de uma rota no sul de Gaza para permitir a distribuição de ajuda, mas ressaltou que não haveria interrupção nos combates em e ao redor de Rafah, também no sul.
Nesta segunda-feira (10), o Exército de Israel divulgou o vídeo com o momento em que reféns foram resgatados com vida de uma casa localizada na Faixa de Gaza, no último sábado (8). Nas imagens, é possível ouvir o som de disparos e os policiais perguntando os nomes dos reféns.
A Reuters confirmou que os reféns do vídeo são Shlomi Ziv, Andrey Kozlov e Almog Meir Jan. Os três foram transportados por um helicóptero da Força Aérea Israelense.
Leia mais sobre o episódio do resgate aqui.

Neste sábado (8), o Hamas informou que ainda tem sob cativeiro a maioria dos reféns capturados no dia 7 de outubro do ano passado. O grupo terrorista também disse que poderia aumentar o número, ameaçando sequestrar mais pessoas para deixar sob refém.
À Reuters, um oficial do Hamas disse que a libertação dos reféns agora, depois de nove meses de guerra, seria um “sinal de que eles falharam, e não uma conquista”.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) resgataram quatro reféns e deixaram um total de 210 mortos e outros 400 feridos, segundo foi informado pelas autoridades de Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que seu país não cede ao terrorismo e está trabalhando para que todos os reféns sejam resgatados.
“Estamos empenhados em fazê-lo também no futuro. Não desistiremos até completarmos a missão e devolvermos para casa todos os reféns – tanto os vivos como os mortos”, disse Netanyahu.

Neste sábado (8), autoridades de Gaza informaram que 210 pessoas morreram em decorrência da operação israelense que resgatou quatro reféns nas áreas de Nuseirat, Deir al-Balah e al-Zawaideh, na região central de Gaza. Outras 400 pessoas ficaram feridas.
De acordo com a CNN, os mortos e feridos foram levados ao Hospital Al-Awda, em Nuseirat, e ao Hospital dos Mártires Al-Aqsa, em Deir al-Balah. Um porta-voz deste último informou que o número de pessoas feridas era tão alto que chegava a ser difícil confirmar o número exato.

As forças israelenses (IDF) resgataram quatro reféns vivos da Faixa de Gaza central neste sábado (8), disseram os militares.
Os quatro reféns, três homens e uma mulher, foram sequestrados do festival de música Nova, em 7 de outubro, e levados a um hospital para exames médicos, ainda segundo os militares.
Os resgates ocorreram em dois locais separados na área de al-Nuseirat.
Eles foram identificados como:
Noa Argamani, de 25 anos;
Almog Meir Jan, de 21 anos;
Andrey Kozlov, de 27 anos;
Shlomi Ziv, de 40 anos.
O resgate de reféns feitos durante os ataques do Hamas em 7 de outubro continua sendo um dos principais objetivos da campanha militar israelense em Gaza.
Essa é a terceira operação bem-sucedida. Na primeira operação, o cabo da IDF Ori Megidish foi resgatado em outubro do ano passado do norte da Faixa de Gaza. Em uma segunda operação, em 12 de fevereiro deste ano, Fernando Marman e Louis Har foram resgatados do sul de Rafah.
