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Faixa de Gaza sofre com ataques israelenses •REUTERS/Ayman Al Hassi

Pelo menos 22 pessoas foram mortas pelo bombardeio israelense na cidade de Jabalya, no norte de Gaza, de acordo com equipes de emergência neste sábado (12).

Os corpos foram transferidos para o hospital Al-Ahli Baptist, de acordo com o chefe dos serviços de emergência no norte de Gaza, Fares Afana.

Afana disse que além dos mortos, também havia feridos e “vários desaparecidos ainda sob os escombros”.

A agência de notícias oficial palestina Wafa relatou que vários ataques aéreos atingiram um bairro densamente povoado em Jabalia durante a noite, destruindo completamente várias casas.

O Wafa relatou pelo menos 30 feridos e 14 desaparecidos, citando equipes de emergência.

Os esforços de resgate ainda estão em andamento.

Presidente Lula- Reprodução SBT News

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (25), a escalada de ataques de Israel no Oriente Médio. Além de condenar os conflitos mais recentes no Líbano, o presidente mencionou ofensivas na Cisjordânia e afirmou que o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, promove um genocídio na Faixa de Gaza.

A declaração do presidente foi durante entrevista coletiva na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova York após terminar seus compromissos com as autoridades presentes na Assembleia Geral. "Eu, sinceramente, acho que os países que dão sustentação ao discurso do primeiro ministro Netanyahu precisam começar a fazer esforço maior para que este genocídio pare. [...] Portanto, eu condeno de forma veemente esse comportamento do governo de Israel. Tenho certeza que a maioria do povo de Israel não concorda com esse genocídio", disse o presidente.

Lula também afirmou que a ONU perdeu força nos últimos anos e não consegue evitar conflitos. Ele mencionou ainda no começo da entrevista coletiva que a organização, quando criada, teve força suficiente para criar o estado de Israel, mas hoje não consegue instituir a criação de um estado da Palestina.

Conflito entre Rússia e Ucrânia

Durante a coletiva, Lula ainda falou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo o presidente, a solução para o conflito se dará pela diplomacia, e não pela imposição militar. Ele também respondeu a questionamentos de Volodymyr Zelensky, que levantou dúvidas da intenção do Brasil de construir um acordo de paz. Na avaliação do ucraniano, Lula está do lado da Rússia e de seu presidente, Vladimir Putin.

"Acho que ele só falou o óbvio. Se ele tem que defender a soberania é obrigação dele, se ele tem que ser contra ocupação territorial é obrigação dele. O que ele não está conseguindo fazer é a paz. E que estamos propondo não é fazer a paz por eles, o que estamos é chamando a atenção para que eles levem em consideração que somente a paz vai garantir que a Ucrânia sobreviva enquanto país soberano e a Rússia sobreviva", disse o presidente.

Bombardeios isralense em Gaza deixaram dezenas de mortos e feridos | Reprodução/Associated Press

Bombardeios israelenses deixaram ao menos 14 mortos na Faixa de Gaza neste sábado (14). As ações se concentraram, principalmente, no centro e no sul da cidade. Entre os mortos, mais de dez eram da mesma família, entre mulheres e crianças.

As bombas foram lançadas durante a madrugada. Uma delas foi registrada próxima a 01h - quando em Brasília, eram 19h. A ação se deu próximo a uma escola.

Desde o início da guerra, em outubro do ano passado, mais de 41 mil palestinos morreram por ataques israelenses, segundo as autoridades de saúde em Gaza. Apenas nas últimas 24 horas, a estimativa é de que 34 pessoas morreram e outras 96 ficaram feridas.

Outras operações militares israelenses continuam em Gaza e na Cisjordânia.

Ao longo da última semana, foram registradas ações em uma casa residencial de um campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza. A ação deixou três mortos. Outros sete faleceram após ataques no bairro Zeitoun.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram em um comunicado que "desmantelaram" a Brigada Rafah do Hamas na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Os militares declararam que suas tropas mataram mais de 2.000 "militantes" em Rafah, incluindo Mahmoud Hamdan, comandante do Batalhão Tel al-Sultan do Hamas na cidade.

Eles acrescentaram que suas operações destruíram aproximadamente 13 quilômetros de túneis enterrados sob Rafah e cerca de 80 por cento das rotas de túneis subterrâneos ao longo do Corredor Filadélfia na fronteira Gaza-Egito.

Faixa de Gaza | Reprodução de VT SBT Brasil/AP News

Ao menos 40 pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas após Israel lançar uma série de bombardeios contra uma zona humanitária em Muwasi, no sul da Faixa de Gaza, na manhã desta terça-feira (10). Segundo autoridades palestinas, o ataque atingiu acampamentos com centenas de civis, sendo considerado o mais mortal até agora na região.

A Defesa Civil foi enviada ao local e informou que o número de mortos pode aumentar, já que as operações de busca continuam. O cenário é de destruição, com pessoas presas sobre os escombros e famílias inteiras mortas dentro de tendas.

Pelas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque, dizendo que o bombardeio teve como alvo um centro de operações de combatentes do grupo terrorista Hamas, que estava camuflado na zona humanitária. Os militares afirmaram que, antes do ataque, “muitas medidas foram tomadas para reduzir a chance de ferir civis”.

"Este é outro exemplo do uso sistemático pelas organizações terroristas na Faixa de Gaza da população e da infraestrutura civil, incluindo o espaço humanitário, com o objetivo de realizar atos terroristas contra o Estado de Israel”, disseram.

O Hamas divulgou um comunicado negando que havia combatentes presentes na área humanitária e classificou as afirmações de Israel como “mentiras descaradas”. "A resistência negou várias vezes que qualquer um de seus membros exista em reuniões civis ou use esses locais para fins militares”, escreveu o grupo terrorista.

A guerra entre Hamas e Israel, iniciada em outubro de 2023, já deixou mais de 40 mil mortos na Faixa de Gaza. O aumento constante do número de óbitos está fazendo com que os Estados Unidos, o Egito e o Catar intensifiquem as mediações das negociações para um acordo de cessar-fogo. A trégua, no entanto, segue sem data de previsão.

Abdel-Rahman Abu El-Jedian, de 10 meses, ficou parcialmente paralisado por uma cepa mutante do vírus | Reprodução/OMS

Começou neste sábado (31) a campanha para vacinar crianças em Gaza contra a poliomielite e prevenir a propagação do vírus da paralisia infantil, informou o Ministério da Saúde local. A iniciativa inicia em um momento em que palestinos ainda se recuperam de ofensivas militares de Israel.

Acordo que prevê algumas horas de trégua na guerra por dia para a vacinação foi firmado com mediação da Organização Mundial da Saúde (OMS) depois de um caso da doença ter sido identificado em Gaza.

Um pequeno número de crianças em Gaza recebeu doses um dia antes da distribuição em larga escala da vacina e da pausa planejada nos combates acordada. Jornalistas da Associated Press (AP) viram dez crianças recebendo doses no hospital Nasser em Khan Younis.

Campanha de vacinação vai até 9 de setembro

Israel informou que a campanha de vacinação segue até 9 de setembro, com trêguas de oito horas por dia. A expectativa é que Israel pause algumas operações em Gaza para permitir que agentes de saúde administrem as vacinas. A meta é vacinar 640 mil crianças palestinas.

A campanha de vacinação acontece depois que o primeiro caso de pólio em 25 anos em Gaza foi descoberto em agosto. Os médicos concluíram que um bebê de 10 meses ficou parcialmente paralisado por uma cepa mutante do vírus após não ter sido vacinado. A maioria das pessoas que contraem a doença não apresenta sintomas, e aquelas que apresentam geralmente se recuperam em uma semana ou mais. Mas não há cura.

Trabalhadores da saúde em Gaza vêm alertando há meses sobre o potencial de um surto de pólio. A crise humanitária no território se aprofundou durante a guerra, que estourou em 7 de outubro de 2023.

Contagem alta de mortos e feridos

O Ministério da Saúde de Gaza disse que os hospitais da região receberam 89 mortos no sábado (31), sendo 26 vítimas de um bombardeio israelense durante a noite. Outras 205 pessoas ficaram feridas. Essa é uma das maiores contagens diárias de baixas dos últimos meses.

Partes da Cisjordânia permaneceram sob tensão, alvo da campanha militar israelense mais mortal desde o início da guerra.

A entidade Médicos Sem Fronteiras disse em comunicado estar "alarmada" com a escala e a intensidade da incursão de Israel e afirmou que as forças israelenses "obstruíram o acesso às instalações de saúde e atacaram ambulâncias".

Sebastian Barros/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images

A Colômbia vai suspender oficialmente a exportação de carvão para Israel a partir de amanhã, quarta-feira (22). O decreto assinado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, é um protesto contra as ações militares do governo do premiê Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza.

Com a decisão, Israel poderá adquirir carvão da Colômbia apenas em acordos já negociados.

O decreto traz que de acordo com a Carta das Nações Unidas, são deveres de todas as nações manter a paz e a segurança mundial, e para esse fim “tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e reduzir ameaças à paz.

“O decreto confirma a proibição da exportação de carvão para Israel em decorrência da dura guerra que vigora naquele país e do rompimento das relações diplomáticas do governo colombiano com o país do Oriente Médio”, diz o texto.

No X, Gustavo Petro postou o decreto e afirmou, “Com o carvão colombiano eles (os israelenses) fazem bombas para matar crianças na Palestina.

 

Brandon Bell/Getty Images

A Convenção Democrata, que apresentará formalmente Kamala Harris como candidata a presidente dos Estados Unidos- e Tim Walz como vice, começou na segunda-feira (19) e terminará na quinta-feira (22). Um dos temas mais polêmicos e esperados que serão tratados ao longo dos quatro dias é a guerra entre Israel e Hamas . Do lado de fora do evento, milhares de manifestantes pró-Palestina protestam contra a guerra em Gaza.

O Partido Democrata vem enfrentando dificuldades de unificação do discurso quando o tema é Gaza. A parte mais conservadora do partido se mantém pró-Israel, enquanto os mais progressistas se posicionam como pró-Palestina.

Segundo a plataforma da convenção, a mensagem tradicional do partido se manterá. Apoio a Israel, condenação ao ataque de 7 de outubro pelo Hamas e defesa de “um acordo de cessar-fogo imediato e duradouro”, que devolverá os reféns ainda mantidos pelo grupo terrorista. Além disso, será abordado “o deslocamento e a morte de tantas pessoas inocentes em Gaza”.

Diante disso, milhares de manifestantes pró-Palestina estão chegando a Chicago, além de cerca de 30 delegados que representam os eleitores das primárias democratas que se opuseram a Joe Biden, principalmente em protesto contra Gaza.

A guerra entre Israel X Hamas é o tema que mais gera preocupação ao partido durante as convenções e promove grandes expectativas sobre como Kamala Harris o abordará.

Prisões

Segundo o Departamento de Polícia de Chicago (CPD, na sigla em inglês), já foram realizadas duas prisões de manifestantes pró-Palestina. Uma mulher de 23 anos e um homem de 28 anos.

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu na sexta-feira (16) uma pausa humanitária entre Israel e Hamas, que estão em guerra desde outubro do ano passado, para vacinar crianças contra a poliomielite na Faixa de Gaza.

Em comunicado, António Guterres afirmou que a ONU está preparada para vacinar mais de 640 mil crianças palestinas, de até 10 anos, contra a doença contagiosa.

De acordo com o secretário-geral da ONU, 1,6 milhão de doses da vacina foram liberadas pela Organisação Mundial da Saúde (OMS) . A expectativa é de que a campanha seja lançada entre o fim deste mês e o início de setembro.

“A poliomielite não se importa com linhas divisórias — e a poliomielite não espera. Prevenir e conter a propagação da poliomielite exigirá um esforço enorme, coordenado e urgente”, reforçou Guterres ao pedir a pausa humanitária.

A proposta também foi defendida pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

A tentativa de cessar-fogo por causa da poliomielite ocorre em meio a outro esforço diplomático, que tenta encontrar uma solução para o conflito que se arrasta por mais de 10 meses.

Redes Sociais/ Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

Os gêmeos Asser e Ayssel, um menino e uma menina, com apenas quatro dias de vida, foram mortos durante um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza- enquanto seu pai, Mohamed Abuel-Qomasan, registrava o nascimento dos filhos no cartório.

O bombardeio, ocorrido na terça-feira (13) também vitimou a mãe das crianças e esposa de Mohamed Abuel e sua sogra, avó materna dos recém-nascidos.  Os primeiros filhos do casal nasceram no dia 10 de agosto. Mohamed Abuel-Qomasan tinha ido registrar os bebês em um escritório do governo local localizado em um hospital.

Porém, enquanto estava lá, vizinhos ligaram para dizer que a casa onde ele estava abrigado com a família, perto da cidade central de Deir al-Balah, havia sido bombardeada. Quando voltou com os documentos a família já estava morta.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, ao menos 115 recém nascidos foram mortos no território desde o início da guerra entre Israel e Hamas. No total, quase 40 mil pessoas foram mortas em ataques israelenses no território, desde 7 de outubro.

O exército israelense alega que tenta evitar ferir civis palestinos e culpa o Hamas pelas mortes porque os militantes operam em áreas residenciais densas.

Apesar disso, desde 4 de julho, as forças israeleneses já atacaram pelo menos 21 escolas onde palestinos estavam abrigados. De acordo com a ONU, centenas de pessoas morreram na ação, muitas delas crianças. Israel alega que os espaços estavam sendo usados por agentes do Hamas.

 A Federação Árabe Palestina do Brasil compartilhou o registro do momento em que o homem retorna ao abrigo.

Redes Sociais/ Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERS

Israel expandiu as ordens de evacuação em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, neste domingo (11), forçando dezenas de milhares de residentes palestinos e famílias deslocadas a partir no escuro, enquanto as explosões dos bombardeios de tanques reverberavam ao seu redor.

Os militares israelenses disseram estar atacando militantes do grupo Hamas – que administrava Gaza antes da guerra – que usavam essas áreas para realizar ataques e disparar foguetes.

No sábado (10), um ataque aéreo israelense a uma escola onde palestinos deslocados estavam abrigados na Cidade de Gaza- matou pelo menos 90 pessoas, segundo o serviço de defesa civil, provocando protestos internacionais.

Os militares israelenses disseram ter atacado um posto de comando de militantes do Hamas e da Jihad Islâmica, uma alegação que os dois grupos rejeitaram como pretexto, e mataram 19 militantes.

Forçados a sair

A maior parte dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados das suas casas, segundo as Nações Unidas, enquanto a sua estreita faixa de terra foi em grande parte reduzida a um deserto de escombros.

Autoridades palestinas e das Nações Unidas dizem que não há áreas seguras no enclave.

As áreas designadas como zonas humanitárias, como Al-Mawasi, no oeste de Khan Younis, para onde os residentes estavam a ser enviados, foram bombardeadas várias vezes pelas forças israelitas.

Dezenas de milhares de pessoas deixaram as suas casas e abrigos a meio da noite, rumando para oeste em direção a Mawasi e para norte em direção a Deir Al-Balah, já sobrelotada com centenas de milhares de pessoas deslocadas.

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