


Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram neste sábado (21) um cessar-fogo e acesso humanitário irrestrito em toda a Faixa de Gaza, depois que 20 caminhões transportando um carregamento de ajuda chegaram ao enclave através da passagem de Rafah.
“Pedimos um cessar-fogo humanitário, juntamente com o acesso humanitário imediato e irrestrito em toda a Faixa de Gaza para permitir que os agentes humanitários cheguem aos civis necessitados, salvem vidas e evitem mais sofrimento humano”, disse comunicado conjunto do PNUD, OMS, Unicef, UNFPA e PMA. “Os fluxos de ajuda humanitária devem ser em escala e sustentados, e permitir que todos os habitantes de Gaza preservem sua dignidade.”
A ONU saudou a entrada de 20 caminhões com ajuda humanitária para os civis da Faixa de Gaza, mas destacou que o volume não é suficiente para aliviar a deterioração da situação humanitária. A região recebeu insumos como água, alimentos e medicamentos, mas não combustível.
Desde o início da guerra de Israel, em 7 de outubro, ao menos 4 mil palestinos morreram em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. Além disso, pelo menos 13,5 mil pessoas estão feridas na região.

Nesta terça-feira (17), após um hospital localizado na Faixa de Gaza ser atingido por um ataque que resultou na morte de mais de 200 pessoas, a Força de Defesa de Israel (IDF, no inglês), alegou que a Jihad Islâmica é a responsável pelo lançamento do foguete que atingiu o local. O grupo terrorista se pronunciou e negou o envolvimento, acusando Israel de ser o responsável pelo ocorrido.
“Análise dos sistemas operacionais das IDF indica que uma barragem de foguetes foi disparada por terroristas em Gaza, passando nas proximidades do hospital Al Ahli, em Gaza, no momento em que foi atingido”, escreveu o líder da oposição de Israel, Yair Lapid, em sua conta no X, antigo Twitter. “A inteligência de múltiplas fontes que temos em mãos indica que a Jihad Islâmica é responsável pelo lançamento fracassado do foguete que atingiu o hospital em Gaza”, continuou.
Lapid ainda disse que além de matar os israelenses, o grupo terrorista também mata pessoas do seu próprio povo. Depois da fala, a jihad se pronunciou, negando o envolvimento.
O contra-almirante Daniel Hagari, em entrevista, disse que existem muitos ataques aéreos, foguetes fracassados e relatórios falsos do Hamas. Ele ainda afirmou que a Força Aérea de Israel não tem hospitais como alvos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta quinta-feira (12) que ao menos 340 mil habitantes de Gaza tiveram que deixar as suas casas nos últimos dias, por causa de bombardeios lançados por Israel, após o ataque do Hamas no último sábado (7).
Um balanço divulgado nesta manhã pelo governo palestino indica que 1.417 pessoas morreram em Gaza desde o início dos ataques de Israel. Entre elas estão 447 crianças e 248 mulheres.
Em Israel, o número de mortos durante o ataque do grupo terrorista Hamas chega a 1.300. Entre as vítimas também há mulheres e menores de idade. Nesta semana, um oficial do exército israelense chegou a afirmar que até bebês foram mortos em kibutz atacado pelo Hamas.
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, postou em uma rede social fotos que seriam de bebês mortos e carbonizados pelos terroristas do Hamas. Ele disse que mostrou as imagens ao secretário de Estado americano, Antony Blinken, que visita Israel nesta quinta.
Em Gaza, os palestinos estão sem água, alimentos e eletricidade, após um "cerco completo" à Faixa de Gaza declarado pelo Ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, nesta semana.
“Sem eletricidade, os hospitais correm o risco de se transformarem em necrotérios”, afirmou o diretor regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Fabrizio Carboni, nesta quinta-feira (12).
“A miséria humana causada por esta escalada é abominável e imploro às partes que reduzam o sofrimento dos civis", acrescentou.
A situação humanitária em Gaza é “terrível”, acrescentou nesta quinta-feira (12), o vice-chefe de emergências do Programa Alimentar Mundial da ONU (PMA), Brian Lander.
Na contramão do pedido feito pela Cruz Vermelha, Israel disse que "não haverá exceções humanitárias" ao cerco à Faixa de Gaza até que todos os seus reféns sejam libertados.
Acredita-se que 150 pessoas foram levadas para a região de Gaza pelos terroristas do Hamas.
"Ajuda humanitária a Gaza? [...] Nenhum hidrante será aberto e nenhum caminhão de combustível entrará até que os reféns israelenses retornem para casa", postou o ministro da Energia de israelense, Israel Katz no Twitter.

O número de mortos, vítimas do conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas, subiu para cerca de 2.654 nesta quinta-feira (12). Segundo fontes médicas, mencionadas pela imprensa israelense, o total de mortos em Israel foi de 1.300, enquanto na Faixa de Gaza houve 1.354, de acordo com o Ministério da Saúde local. A guerra foi iniciada no último sábado (7).
Quanto ao número de feridos, 3.268 pessoas estão hospitalizadas em Israel, com 28 em estado crítico, 348 em estado grave e 581 em estado moderado. Já em Gaza, existe um total de 6.049 feridos. Na região da Cisjordânia, 31 pessoas foram mortas e 180 estão feridas.

Depois dos ataques do grupo islâmico Hamas a Israel, hoje (7), subiu para 482 o número de mortos no país e na Faixa de Gaza. Do número total, 250 mortes são de israelenses, enquanto 232 são de palestinos, em Gaza. Mais de 1,6 mil pessoas ficaram feridas.
Os ataques do Hamas tiveram início na manhã deste sábado e atingiram principalmente a parte sul do país. O ataque surpresa foi considerado um dos maiores sofridos por Israel nos últimos anos. De acordo com o grupo islâmico, a ação se tratou do início de uma grande operação para retomar o território.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que mantém contato com 90 brasileiras que vivem em Israel e na Faixa de Gaza. Leia mais sobre o assunto aqui.
