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Matthew Miller | Imagem: reprodução

Durante uma coletiva de imprensa no Departamento de Estado americano, o porta-voz do governo dos Estados Unidos, Matthew Miller, disse que o país discorda da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comparou os ataques realizados na Faixa de Gaza ao holocausto.

“Obviamente, nós discordamos desses comentários. Fomos bastante claros que não acreditamos que um genocídio ocorreu em Gaza. Queremos ver o conflito encerrado quando for possível. Queremos ver aumento de ajuda humanitária para civis em Gaza. Mas não concordamos com esses comentários”, disse Miller, em resposta à pergunta de um jornalista que o questionou sobre se o assunto seria tema das conversas entre Lula e o secretário de Estado Antony Blinken.

O encontro entre o presidente brasileiro e o secretário americano acontecerá amanhã (21), mas Blinken desembarca hoje no Brasil. Leia mais sobre o assunto aqui.

Antony Blinken | Foto: Raw Pixel

Na noite desta terça-feira (20), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, desembarca no Brasil para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve ocorrer amanhã (21). Entre as pautas do secretário com Lula, está uma discussão sobre questões bilaterais e globais entre Brasil e EUA. Há também a expectativa de que tratem do conflito entre Israel e Hamas, já que Blinken atua na negociação entre países para fazer cessar a guerra.

Além disso, o secretário ainda deve participar de reuniões do G20, que reúne as maiores economias do mundo e é, neste ano, presidido pelo Brasil.

O governo americano informou que Blinken deve ressaltar o apoio dos EUA à presidência do Brasil no G20 e à parceria Brasil-Estados Unidos pelos direitos dos trabalhadores. Além disso, o secretário também deve apoiar a realização da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20 no Rio de Janeiro e a cooperação na transição para a energia limpa. 

As comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e EUA também devem ser enfatizadas pelo secretário.

Depois do Brasil, Blinken deve seguir para Buenos Aires, onde se encontrará com o presidente Javier Milei.

Foto: Departamento de Saúde do Alasca

A primeira morte oficial causada pelo vírus Alaskapox foi identificada recentemente pelas autoridades do Alasca. O vírus foi descoberto em 2015 e também é conhecido como varíola do Alasca. Desde sua descoberta, sete infecções foram registradas, segundo o Departamento de Saúde do estado, mas apenas uma morte, que ocorreu em janeiro.

“Este é o primeiro caso de infecção grave por varíola do Alasca que resulta em hospitalização e morte”, disse o mencionado departamento em um comunicado emitido na última semana.

As informações são de que a vítima que foi a óbito tinha um sistema imune debilitado por um tratamento de câncer, o que contribuiu para a gravidade da doença. A enfermidade costuma ser leve. O vírus normalmente é encontrado em populações de pequenos mamíferos do Alasca, como ratazanas e musaranhos de dorso vermelho, assim como outros roedores, como os esquilos vermelhos.

Segundo as autoridades, o homem que morreu cuidava de um gato de rua que caçava pequenos mamíferos. O Departamento de Saúde informou que os arranhões do gato foram uma “possível fonte” de infecção. “Um evento traumático geralmente introduz infecção de animal de estimação para humano”, explicou o epidemiologista estadual e chefe da Seção de Epidemiologia do Departamento de Saúde do Alasca, Dr. Joe McLaughlin,

O que se sabe sobre o vírus?

O Alaskapox pertence ao gênero orthopoxvirus, que inclui outros vírus mais conhecidos, como a varíola comum e a varíola do macaco. Segundo McLaughlin, a varíola do Alasca é um vírus do “velho mundo”, normalmente encontrado na África, na Ásia e na Europa.

“É muito possível que este vírus esteja presente no Alasca há centenas, senão milhares, de anos”, afirmou.

Com a identificação dos novos casos, o médico explica que isso pode ocorrer porque antes os profissionais da saúde e o público não consideravam o vírus uma possibilidade. “É possível que os casos tenham ocorrido antes de 2015 [quando ocorreu o primeiro caso da doença] e fossem apenas subclínicos ou levemente clínicos e simplesmente não tenham sido diagnosticados”, disse.

Sintomas

Entre os sintomas apresentados pelos infectados estão lesões cutâneas, que parecem uma picada de aranha, gânglios linfáticos inchados, dores musculares e, em alguns casos, febre.

“Se houver algum tipo de sintoma único ou em série que siga esse tipo de definição de caso e você não tiver nenhuma outra causa conhecida ou não houver nenhuma doença conhecida que esteja contribuindo para esses sintomas, então você definitivamente deve consultar seu médico e fazer uma avaliação adicional e alguns exames”, disse a epidemiologista do Serviço de Inteligência Epidêmica dos Centros de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos, Drª. Julia Rogers.

Pessoas com o sistema imunológico mais frágil podem apresentar sintomas mais graves.

Vladimir Putin | Foto: Sputnik/Vladimir Astapkovich/Kremlin via Reuters

Nesta terça-feira (13), a Rússia afirmou que Moscou dará uma resposta “muito dura” se os Estados Unidos e a União Europeia apreenderem centenas de bilhões de dólares em ativos russos. Isso ocorre porque, desde que Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, os EUA e seus aliados proibiram transações com o Banco Central e o Ministério das Finanças da Rússia, causando o bloqueio de US$ 300 bilhões em ativos russos no Ocidente.

Ontem (12), a União Europeia adotou uma lei de reservar os lucros obtidos com os ativos congelados do Banco Central russo, visando usar o dinheiro para financiar a reconstrução da Ucrânia.

“Isso é roubo: é a apropriação de algo que não pertence a você”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, à rádio Sputnik, informou a TASS. “Considerando que o nosso país qualificou isto como roubo, a atitude será em relação aos ladrões”, afirmou Zakharova.

A Rússia disse que se a sua propriedade for apreendida, em resposta irá confiscar ativos dos EUA, da Europa e outros países.

Tyler Chase | Foto cedida pelo Tyler ao New York Times

O jovem americano Tyler Chase (22) teve uma trajetória complicada: começou a usar metanfetaminas na adolescência e, depois que sua mãe morreu, em 2020, ele se afundou nas drogas e passou a cometer crimes, vindo a ser preso em janeiro de 2023. Ele foi liberado para uma instalação de moradia temporária em Portland, Oregon, com a condição de concluir um programa para tratar seus vícios. Em outubro do mesmo ano, depois de sete meses sóbrio e procurando trabalho, ele soube do seu próprio atestado de óbito.

“Obviamente, você não pode realmente se candidatar para vagas quando está morto”, disse Chase em uma entrevista.

Durante seus anos como usuário de drogas, Tyler Chase passou a viver como sem-teto, com laços familiares rompidos. Além disso, uma burocracia foi responsável por documentar sua morte sem impressões digitais ou a necessidade de qualquer parente próximo quando o corpo foi cremado.

O jovem soube do seu atestado de óbito depois que seu cartão de benefícios não funcionou em uma loja de conveniência. Além disso, uma urna com as cinzas que foram apontadas como dele havia sido entregue à sua família. 

Foi em dezembro de 2023 que um policial do Departamento de Polícia de Portland apareceu na moradia temporária de Chase e quis saber por que estavam buscando os documentos de um homem dado como morto pelas autoridades. Na noite seguinte, o principal investigador do Escritório Examinador Médico do Condado de Multnomah visitou o jovem e explicou seu erro.

O que ocorreu é que meses antes, um morador masculino do centro de recuperação foi encontrado morto e com a carteira de Chase, que havia sido perdida. Além disso, o cadáver também estava em posse da carteira de motorista temporária do jovem.

A família, que havia tido contato com Chase pela última vez no enterro de sua mãe, não ficou surpresa quando recebeu a informação de que ele havia morrido por overdose de drogas. Antes do Natal de 2023, entretanto, a prima do jovem, Latasha Rosales (35), recebeu uma ligação informando que seu familiar estava vivo.

Chase passou o Natal com Rosales e seus filhos e acabou sendo contratado por uma organização que ajuda os sem-teto em Portland.

O coronel Bernardo Romão Corrêa Neto, foi preso na madrugada deste domingo (11)-
Reprodução/Facebook

 

O coronel do Exército Brasileiro Bernardo Romão Corrêa Neto, um dos alvos da megaoperação Tempus Veritatis, foi preso pela Polícia Federal (PF) neste domingo (11/2) ao chegar de viagem aos Estados Unidos. O militar já tinha se entregado à polícia nos EUA, mas havia um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele.

Ao chegar ao Brasil, foi detido pela PF, que o entregou à polícia do Exército.

Ele está preso no Batalhão da Guarda Presidencial e já passou por audiência de custódia às 11h. Romão Corrêa Neto é apontado como um dos integrantes do núcleo que tentou dar um suposto golpe de Estado no país e anular o resultado das eleições de 2022.

O militar cumpria missão do Exército nos Estados Unidos, na cidade de Washington D.C., até junho de 2025. No entanto, teve que voltar após o mandado de prisão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à prisão e ao retorno do militar ao Brasil com base em evidências da participação dele em atividades relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado, à época em que era assistente do Comandante Militar do Sul.

Interceptações telefônicas no aparelho do ex-ajudante de ordem de Jair Bolsonaro (PL) Mauro César Cid revelaram que Bernardo intermediou uma reunião para selecionar oficiais com habilidades militares específicas, em novembro de 2022; redigiu uma carta de pressão destinada ao então comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes; e atuou como um homem de confiança em tarefas fora do Palácio da Alvorada.

A investigação identificou que Bernardo agia como homem de confiança de Mauro Cid e executava tarefas que o então ajudante de ordens da Presidência da República não conseguiria desempenhar.

Aliados de Bolsonaro são alvo da Tempus Veritatis

Bernardo Romão é um dos cinco aliados de Jair Bolsonaro que acabaram presos pela Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (8/2).

Valdemar Costa Neto, Rafael Martins de Oliveira, Filipe Garcia Martins Pereira e Marcelo Costa Câmara também foram detidos. Eles são investigados por participação no suposto plano de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi liberado na noite de sábado (10/2) pelo ministro Alexandre de Moraes. A liberdade provisória foi concedida após parecer da PGR, que considerou a idade de Valdemar, de 74 anos. Os demais seguem presos, com o flagrante convertido em preventiva.

A cantora Simony em seu depoimento no Instagram — Foto: Reprodução

A cantora Simony postou em suas redes um vídeo no qual realta que ela e seus quatro filhos foram impedidos de embarcar em um voo que os traria dos Estados Unidos para o Brasil na noite de sexta-feira (9). Nervosa com a situação, ela teria sofrido um desmaio na sequência. De acordo com Simony, a família teve o embarque impedido por se negar a despachar suas bagagens de mão.

A artista de 47 anos, que se tornou famosa nos anos 1980 ao fazer parte do grupo infantil Turma do Balão Mágico, viajou para Orlando, na Flórida, com seus quatro filhos, Ryan Eduardo, Aysha, Pyetra e Anthony.

A família ia voltar ao Brasil em um voo da companhia aérea Delta. Em um vídeo de quase 10 minutos, gravado ainda em Orlando, ela conta que vai voltar de American Airlines neste sábado, com passagens compradas por ela mesma. "Eles (os funcionários da companhia Delta) não ajudaram em nada", diz Simony. "Simplesmente nos botaram para fora (do aeroporto)."

Ao final, a cantora diz que vai processar a Delta. "É muito triste: a gente vem para passear com a família e acontece isso", lamenta no vídeo.

Captura de tela de um vídeo, geolocalizado pela CNN na cidade de Qaim, no Iraque, mostra as consequências dos ataques dos EUA na área, de acordo com os militares iraquianos -  Obtido pela CNN

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou, neste sábado (3), os ataques aéreos dos EUA durante a noite de sexta-feira (2) no Iraque e na Síria, chamando-os de “violações da soberania e da integridade territorial” dos dois países.

Na primeira manifestação de Teerã sobre os ataques dos EUA, o porta-voz do ministério, Nasser Kanaani, disse em um comunicado que eles representavam “outro erro aventureiro e estratégico dos Estados Unidos que resultará apenas no aumento da tensão e na instabilidade na região”.

Os militares dos EUA lançaram ataques aéreos contra mais de 85 alvos ligados à Guarda Revolucionária do Irã e às milícias que esta apoia, em retaliação ao ataque de drone do fim de semana passado na Jordânia, que matou três soldados americanos.

Embora os ataques não tenham visado locais dentro do Irã, assinalaram uma nova escalada do conflito no Oriente Médio devido à guerra de quase quatro meses de Israel contra o Hamas em Gaza.

Kanaani disse que os ataques dos EUA foram concebidos “para ofuscar os crimes do regime sionista em Gaza”. Ele não indicou se o Irã tomaria alguma medida em resposta.

Ele instou o Conselho de Segurança da ONU a prevenir “ataques ilegais e unilaterais dos EUA na região”.

Antes dos ataques retaliatórios dos EUA nesta sexta-feira, o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, disse que o Irã não iniciaria uma guerra, mas que “responderia fortemente a qualquer um que tentasse intimidá-lo”.

Kanaani disse que “a causa raiz das tensões e crises no Oriente Médio é a ocupação de Israel e o genocídio dos palestinos com o apoio ilimitado da América”.

 

Mohammed Hamoud/Getty Images

Forças militares dos EUA derrubaram 10 drones de ataque e uma estação de controle terrestre, que supostamente pertenciam aos rebeldes houthis.  A ação contra o grupo apoiado pelo Irã aconteceu no Iêmen.

Os ataques foram confirmados na manhã desta quinta-feira (1º/2). De acordo com a mensagem dos militares, os alvos “representavam uma ameaça iminente aos navios mercantes e aos navios da Marinha dos EUA na região”.

Antes, os militares afirmaram que o porta-aviões USS Carney havia destruído um míssil disparado pelos houthis e três drones iranianos. Na quarta-feira (31/1), um míssil terra-ar também acabou abatido.

Os ataques, realizados em solidariedade com os habitantes de Gaza, perturbam o tráfego marítimo nessa região fundamental para o comércio global.

 

Resposta dos EUA e da Grã-Bretanha

As forças dos EUA e da Grã-Bretanha responderam atacando os houthis, que desde então declararam os interesses dos EUA e da Grã-Bretanha como alvos legítimos.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reuniu-se com o seu homólogo britânico, o secretário da Defesa Grant Shapps, para discutir a situação no Mar Vermelho e a “ação internacional para responsabilizar os houthis pelos seus ataques ilegais e imprudentes a navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden”.

Os EUA criaram uma força-tarefa naval multinacional para ajudar a proteger o transporte marítimo do Mar Vermelho dos repetidos ataques dos houthis às movimentadas vias navegáveis, que transportam até 12% do comércio global.

 

Foto: Denis Balibouse/Reuters

Na última sexta-feira (26), a Agência das Nações Unidas de Assistência e Trabalho (UNRWA) demitiu vários funcionários depois de Israel os acusar de estarem envolvidos nos ataques do grupo terrorista Hamas, no dia 7 de outubro de 2023. Depois do ocorrido, Estados Unidos, Austrália, Itália e Canadá pararam temporariamente de financiar a agência de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) que opera em Gaza.

“O Canadá condena o ataque de 7 de outubro a Israel. Estou profundamente preocupado com as alegações relacionadas a alguns funcionários da UNRWA”, escreveu o ministro do Desenvolvimento Internacional do Canadá, Ahmed Hussen, no X, antigo Twitter. “Eu instruí a Global Affairs Canada para pausar todo o financiamento adicional para a UNRWA enquanto aguarda o resultado da investigação”, afirmou.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também disse que suspendeu o financiamento para agência, mas ressaltou que está comprometido em “fornecer assistência humanitária à população palestina e proteger a segurança de Israel”.

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