


Na tarde de ontem (26), tornados atingiram regiões dos estados americanos do Nebraska e de Iowa, causando destruição em seu caminho. O alerta de tornados permanece neste sábado (27), que é considerado o dia mais perigoso, e deve continuar até amanhã (28). A área de risco vai do Nebraska ao Texas, incluindo Dallas, Austin, Oklahoma City, Kansas City e Wichita.
Equipes de resgate estavam procurando pessoas presas sob os escombros e demais feridos nas áreas atingidas, segundo as autoridades locais do Nebraska.
Segundo o Serviço Meteorológico Nacional americano, um grande tornado foi visto na cidade de Minden, causando destruição de estruturas e muitos detritos.
É possível que, durante as tempestades, ocorra chuva de granizo com o tamanho de bolas de tênis. Os ventos podem chegar a até 70 mph.

Um homem negro morreu em Ohio, nos Estados Unidos, após ser detido por policiais. Algemado e com as mãos atrás das costas, Frank Tyson, de 53 anos, foi imobilizado no chão e chegou a dizer repetidas vezes a frase: “não consigo respirar”. O caso, que ocorreu na quinta-feira da semana passada num bar de veteranos de guerra, porém, só foi divulgado nesta semana, depois que imagens da câmera corporal de um dos agentes envolvidos foram divulgadas pelo Departamento de Polícia de Canton.
No vídeo, a polícia responde à cena de um acidente de carro. Quando se aproximam, os agentes veem um poste derrubado e um veículo vazio com a porta do lado do motorista aberta e um airbag acionado. Em seguida, um homem passa numa van e diz à polícia que o responsável está em um bar naquela rua. Os agentes, então, se dirigem ao estabelecimento e, dentro do local, uma mulher pede que eles retirem Tyson de lá. Ele, por sua vez, derruba um banco do bar e diz para chamarem o xerife.
Os policiais, identificados como Beau Schoenegge e Camden Burch, tentam deter Tyson, que diz: “Estão tentando me matar”. Uma vez algemado, um dos oficiais parece colocar o joelho em cima do corpo do homem, que passa a repetir que não consegue respirar. O policial pede que ele se acalme e pare de lutar, e Tyson responde, mais uma vez: “Não consigo respirar, você está no meu pescoço”. Ao todo, conforme a NBC, o agente ficou com o joelho em Tyson por cerca de 30 segundos.
Pouco depois de o policial sair de cima dele, o homem diz novamente que não consegue respirar, e alguém responde: “Você está bem. Cale a boca”. Tyson fica imóvel por mais de 5 minutos, e os policiais conversam com as pessoas no local. Em dado momento, um agente diz: “Eu sempre quis estar em uma briga de bar, não sei se isso conta”. Quando eles voltam a atenção para Tyson, perguntam se ele se acalmou e se está respirando. Um policial verifica o pulso dele e realiza compressões torácicas.
Na sexta-feira (26), o Departamento de Polícia de Canton disse, em comunicado, que os policiais responderam a uma chamada de acidente de um único veículo às 20h15 (21h15 em Brasília) de quinta-feira. A nota pontua que “várias doses” de Narcan, medicamento utilizado para tratamento emergencial, foram administradas antes que os paramédicos do Corpo de Bombeiros da cidade chegassem e que Tyson fosse levado para o hospital, onde foi declarado morto às 21h18. Segundo as autoridades locais, a causa da morte dele ainda está em aberto.
Tyson tinha deixado a prisão menos de duas semanas antes de morrer. Ele cumpriu 24 anos de pena por um caso de sequestro e roubo, e teria, segundo a imprensa local, sido incluído em uma lista de violadores de liberdade condicional por não ter se reportado a um oficial de Justiça. As autoridades locais afirmaram que uma investigação independente, conduzida pelo Escritório de Investigação Criminal de Ohio, buscará determinar se o uso da força utilizada pelos agentes foi justificado.
Segundo a rede CBS, os dois policiais envolvidos foram postos em licença administrativa remunerada enquanto as análises estão em andamento. O prefeito de Canton, William Sherer II, disse que esteve com membros da família de Tyson “não apenas para permitir que eles vejam o que está sendo exposto ao público agora, mas para oferecer a eles as minhas condolências pessoalmente”. O chefe de polícia, John Gabbard, disse que estendeu suas “profundas condolências” àqueles próximos a Tyson.
George Floyd e Eric Garner
Esta não é a primeira vez que um caso do tipo ocorre. Em 2020, a morte de Heorge Floyd, um homem negro de 46 anos, ganhou repercussão mundial e gerou uma onda de protestos nos Estados Unidos. Floyd foi algemado por um policial e teve o pescoço prensado contra o chão por nove minutos. Em vídeos compartilhados à época, foi possível ver que ele pediu ajuda: “Por favor, eu não consigo respirar”. Mais tarde, uma autópsia concluiu que ele morreu por asfixia. Os quatro agentes envolvidos no caso foram condenados, e o policial Derek Chauvin foi sentenciado por assassinato em abril de 2021.

Na última quinta-feira (25), a empresa chinesa responsável pelo TikTok, a ByteDance, fez seu primeiro pronunciamento oficial após o presidente Joe Biden ter aprovado a lei que pode banir o aplicativo dos EUA. A companhia negou ter planos para vender o TikTok.
“Os relatos da mídia estrangeira de que a ByteDance está explorando a venda do TikTok são falsos”, disse em um comunicado onde estavam anexadas capturas de tela da Information, que havia feito a afirmação de que a chinesa já estava planejando vender o app.
Na última quarta-feira (24), o CEO da TikTok, Shou Chew, disse que a empresa levaria o caso aos tribunais para permanecer funcionando nos Estados Unidos. “Fique tranquilo, não vamos a lugar nenhum”, disse ele.

Nesta sexta-feira (26), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestou um depoimento de 2h20 a investigadores do FBI e da Polícia Federal (PF) brasileira. A ação foi realizada através de uma videoconferência, que teve início às 11h. Durante sua fala, Cid deu novos detalhes sobre as joias sauditas recebidas de presente pelo governo brasileiro e que teve uma parte vendida nos EUA.
Essa foi a primeira vez que os federais americanos participaram de uma oitiva com Mauro Cid. Durante o depoimento, o militar forneceu horários, endereços e dias da chamada “operação resgate” das joias.
Um novo depoimento de Cid não está descartado.
Uma equipe da PF brasileira viajou aos Estados Unidos para colher evidências sobre o caso das joias sauditas e da fraude em cartões de vacina envolvendo o entorno de Bolsonaro. Na América, os agentes devem conseguir imagens e documentos que ajudem na conclusão do inquérito sobre ambos os episódios investigados.
Os comerciantes das lojas onde as joias foram vendidas e recompradas também devem ser ouvidos.

Centenas de estudantes universitários foram presos nos Estados Unidos, durante protestos pró-Palestina entre a quarta (24) e a quinta-feira (25). E eles prometem que mais manifestações com críticas a Israel continuarão acontecendo no país.
Na Universidade do Sul da Califórnia, a polícia prendeu 93 pessoas, depois de tentar dispersar os manifestantes. A instituição afirmou que os protestos se transformaram em vandalismo e confrontos.
Já no Emerson College, mais 108 pessoas acabaram detidas. A polícia de Boston disse que nenhum manifestante ficou ferido e os presos serão processados no Tribunal Municipal de Boston. Quatro policiais sofreram ferimentos.
Os protestos pró-Palestina começaram na Universidade de Columbia, em Nova York, em 17 de abril. Desde então, tem se espalhado por todo o país e até fora: há um acampamento na Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apelou aos judeus e não judeus para se oporem aos protestos. E comparou as manifestações dos estudantes ao antissemitismo visto na Alemanha nazista na década de 1930.

Nesta quinta-feira (25), o Hamas reafirmou que só fará qualquer acordo para libertar reféns quando Israel acabar com a guerra em Gaza. Além disso, o membro sênior do grupo terrorista, Sami Abu Zuhri, disse à Reuters que os Estados Unidos precisam forçar o estado israelense a acabar com as agressões.
“A bola agora está no campo norte-americano”, afirmou Zuhri.
A declaração ocorreu após o Brasil, os EUA e mais 16 países pedirem para que o Hamas liberte reféns que estão sendo mantidos em Gaza há mais de 200 dias. Os 18 países envolvidos têm cidadãos detidos pelo grupo terrorista. Acredita-se que pelo menos 129 reféns, dos 253 feitos inicialmente, ainda estejam sendo mantidos.
Além dos dois mencionados, assinaram a declaração a Áustria, a Bulgária, o Canadá, a Colômbia, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Hungria, a Polônia, Portugal, a Romênia, a Sérvia, a Espanha, a Tailândia e o Reino Unido.

Após ser aprovado no Senado americano, o projeto de lei que pode levar à proibição do TikTok nos Estados Unidos foi sancionado pelo presidente Joe Biden, nesta quarta-feira (24). Agora, a empresa chinesa ByteDance, responsável pelo TikTok, tem 270 dias para vender o aplicativo para outro proprietário, que não deve ter ligação com a China, se quiser permanecer operando nos EUA.
Caso a ByteDance não consiga um novo dono para o app, o TikTok será proibido nas lojas de aplicativos americanos e nos serviços de hospedagem na Internet, restringindo novos downloads do aplicativo e a interação com seu conteúdo.
Como resposta a isso, a empresa chinesa está ameaçando se opor à lei com uma ação legal. O CEO da ByteDance, Shou Chew, disse aos usuários que eles deveriam ficar tranquilos e que o aplicativo não iria a lugar nenhum. Além disso, a nova lei também foi chamada de “inconstitucional”.
Caso o governo dos EUA seja levado aos tribunais, existe a possibilidade da revogação da lei. “O precedente de longa data da Suprema Corte protege o direito dos americanos da Primeira Emenda de acessar informações, ideias e mídia do exterior”, disse a diretora de políticas do Instituto Knight da Primeira Emenda da Universidade de Columbia, Nadine Farid Johnson. “Ao banir o TikTok, o projeto de lei infringiria esse direito, e sem recompensa real. A China e outros adversários estrangeiros ainda podem comprar dados sensíveis dos americanos a corretores de dados no mercado aberto”, explicou.

O Senado dos Estados Unidos aprovou na terça-feira (23) uma legislação que pode levar à proibição nacional do TikTok. O projeto foi aprovado como parte de um amplo pacote de ajuda externa destinado a apoiar Israel e Ucrânia. Agora, ela vai para a mesa do presidente Joe Biden.
Se ele assinar o projeto de lei, como se espera que faça, o TikTok será forçado a encontrar um novo proprietário dentro de meses ou será totalmente banido dos Estados Unidos.
O que faz o projeto de lei?
O projeto aprovado ontem, é uma versão atualizada de um texto que os parlamentares da Câmara aprovaram em março.
Ele dá à controladora chinesa do TikTok, a ByteDance, 270 dias para vender o aplicativo. Não fazer isso levaria a consequências significativas: o TikTok seria proibido nas lojas de aplicativos dos EUA e nos “serviços de hospedagem na Internet” que o suportam.
Isso restringiria efetivamente novos downloads do aplicativo e a interação com seu conteúdo. Se assinado nesta semana, o prazo para a venda acabaria em janeiro de 2025.
De acordo com a legislação, no entanto, Biden poderia estender o prazo por mais 90 dias se determinar que houve progresso em direção à venda, dando ao TikTok potencialmente até um ano antes de enfrentar um banimento.
Biden assinará o projeto de lei?
Como o projeto de lei faz parte do pacote de ajuda externa que Biden apoiou publicamente, espera-se que ele o assine, e rapidamente.
Biden também apoiou oficialmente a legislação anterior sobre o TikTok, então há poucos motivos para pensar que ele faria oposição à versão mais recente.
Como o projeto está em um pacote sobre ajuda externa?
O projeto anterior sobre o TikTok foi aprovado pela Câmara, mas ficou paralisado no Senado.
Agrupar o projeto de lei com a ajuda externa – uma das principais prioridades dos EUA – acelerou o projeto de lei sobre o aplicativo e aumentou a probabilidade de sua aprovação.
O que a aprovação significa para os usuários nos EUA?
Se e quando Biden sancionar o projeto de lei, o prazo de 270 dias para o TikTok encontrar um comprador será iniciado.
Se não puder deixar de ser controlado pela ByteDance, os usuários do aplicativo poderão, hipoteticamente, perder o acesso em janeiro.
Mas isso ainda é um grande “se”. Por enquanto, os fãs do TikTok nos EUA podem continuar usando o aplicativo como antes, embora possam começar a ver mais criadores – ou a própria empresa – se manifestando no aplicativo para se opor à legislação.

A estilista de moda, Nancy González, foi condenada a 18 meses prisão nos Estados Unidos por contrabando de bolsas de pele de jacaré, vindos da Colômbia. A designer foi acusada de conspiração e contrabando por importar ilegalmente bolsas de grife feitas com pele de jacaré e píton- entre fevereiro de 2016 e abril de 2019. Outras duas pessoas ligadas a ela também foram acusadas.
A sentença, emitida por um tribunal da Flórida, detalha que Nancy González e um de seus assessores, Mauricio Rodríguez Giraldo, receberam condenações de prisão por 18 e 22 meses respectivamente.
Depois de cumprir sua pena, Nancy González ficará em liberdade supervisionada por três anos e Rodríguez Giraldo por um ano.
Outro envolvido no caso, John Camilo Aguilar Jaramillo, declarou-se culpado no dia 8 de abril e será sentenciado no dia 27 de junho, segundo o documento.
“As espécies de jacarés estão protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), da qual tanto os Estados Unidos como a Colômbia são signatários”, afirma o comunicado do Departamento de Justiça, que também identifica González como a fundadora da companhia de bolsas de luxo Gzuniga.
“Não toleraremos o contrabando ilegal”, disse o secretário de Justiça americano Todd Kim, citado no comunicado.
Nancy González é uma figura notável no mundo da moda na Colômbia e nos Estados Unidos. O caso causou surpresa entre seus colegas e a opinião pública.

Amanhã (23), o Senado Federal dos Estados Unidos deve analisar o projeto de lei que pode banir o TikTok do país caso a empresa não encontre um comprador de confiança dos americanos. No último sábado (20), a Câmara aprovou uma nova versão da lei, que recebeu 360 votos a favor e apenas 58 contra.
O presidente Joe Biden já falou que apoia o projeto e que assinará a lei, se ela for aprovada.
Em caso de aprovação pelo Senado e sanção por Biden, a ByteDance, responsável pelo aplicativo, terá o prazo de um ano para encontrar um comprador. O novo dono não poderá ter relação com a empresa chinesa.
Se nenhum comprador for encontrado, o TikTok pode ser banido.
