


Na noite de ontem (11), o governo gaúcho divulgou os critérios para distribuir os valores do Pix “SOS Rio Grande do Sul” entre a população afetada pelos temporais que têm atingido o estado.
Basicamente, podem receber os valores aqueles que estão desabrigados ou desalojados como consequência dos temporais; aqueles que ficaram desabrigados ou desalojados, mas já retornaram para suas casas; os que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF); os que não foram contemplados pelo programa Volta por Cima, do governo do RS; todos os que têm renda de até três salários mínimos.
O cadastramento será feito diretamente nos municípios, através de uma equipe composta por representantes do governo do RS e entidades parceiras. Além disso, também será criada uma plataforma digital para agilizar o processo.
O comitê que gere os valores doados pelo Pix definiu que cada família contemplada receberá R$ 2 mil. Caso ainda haja saldo ao fim das doações, as pessoas poderão receber outro depósito. A distribuição começará pelas áreas mais afetadas e que já tenham condições de iniciar os processos de recuperação e reconstrução, conforme avaliação do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do governo estadual.
O RS também confirmou a compra de 30 mil cobertores pelo valor de R$ 660 mil. A previsão de chegada dos itens em Porto Alegre é entre segunda-feira (13) e terça-feira (14).
O Pix “SOS Rio Grande do Sul” não pertence ao governo estadual, mas a uma associação de bancos que integram o Comitê Gestor. Para o chefe da Casa Civil do RS, Artur Lemos, isso diminui a burocracia.
“Se entrasse no caixa do governo, se tornaria um recurso público e teria uma série de exigências a cumprir na hora de investir. Como sai de uma conta de uma entidade privada, o beneficiado poderá comprar material de construção, medicamentos ou alimentos quando não estiver mais em assistência direta. E não há exigência de quem recebeu comprovar a destinação do recurso”, disse Lemos.

Nesta terça-feira (16), uma pedreira clandestina com pessoas trabalhando em situação análoga à escravidão foi encontrada em Taquara (RS), durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil gaúcha, as vítimas recebiam entorpecentes como pagamento e estavam em situação de vulnerabilidade. Três pessoas foram resgatadas.
A operação, chamada de Pó de Pedra II, foi deflagrada hoje, após seis meses de investigação. Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, o objetivo é desmantelar uma quadrilha que realiza tráfico de drogas e paga os trabalhadores com entorpecentes.
A pedreira era utilizada para extração, venda e transporte de pedras, no interior do município do Rio Grande do Sul. Cinco dos sete alvos da operação têm relação direta com essas atividades. Seis pessoas foram presas.
A primeira parte da Pó de Pedra foi deflagrada em 4 de dezembro de 2023. Na ocasião, uma mulher foi presa em flagrante com uma quantidade de drogas. Outro indivíduo, foragido, também foi detido.

Na última quarta-feira (10), foi a óbito o humorista Beto Gabriel Sdrigotti (67), que interpretava Tibúrcio, o gaúcho de A Praça é Nossa. O artista foi vítima de uma parada cardiorrespiratória. O velório de Sdrigotti acontece hoje (11), no Parque Jardim das Flores, em Joinville (SC), sua cidade natal.
Além de humorista, Beto Gabriel foi radialista e participou de programas transmitidos na região do seu município, em Santa Catarina. O produtor da NDFM, César Junior, afirmou que o humorista era um grande talento.
“O talento de Beto Gabriel estava no humor. Criou personagens marcantes para os palcos, estúdios de rádio e TV”, disse Junior, que também mencionou a participação do amigo em transmissões esportivas. “Dando pitadas de bom humor durante os jogos do JEC, derrubando, às vezes, o narrador com suas piadas”.
