


Um furacão de categoria 4 atingiu Carriacou, ilha caribenha que fica no território de Granada, nesta segunda-feira (1º/7). O primeiro-ministro de Granada, Dickon Mitchell, decretou estado de emergência no país e nas ilhas Carriacou e Petite Martinique. O aviso está em vigor desde domingo (30/6) e segue por sete dias até segunda ordem.
Houve “relatos generalizados de destruição e devastação em Carriacou e Petite Martinique”, disse o Primeiro-Ministro de Granada, Dickon Mitchell, em uma coletiva de imprensa na segunda-feira. “Em meia hora, Carriacou foi arrasada.”
“Você tem que observar a ferocidade e a força do furacão e, portanto, ainda não estamos fora de perigo”, disse ele.
Pelo menos uma morte foi relatada em São Vicente e Granadinas, no Caribe, onde centenas de casas e prédios foram danificados, anunciou o Primeiro Ministro Ralph Gonsalves na noite de segunda-feira, observando que pode haver mais fatalidades. Partes de São Vicente e Granadinas ficaram sem água ou eletricidade na noite de segunda-feira, disse Gonsalves.
Em Barbados, o furacão Beryl, que agora se afasta da ilha, causou estragos no Complexo de Pesca Bridgetown.
Centro Nacional de Furacões (NHC), dos Estados Unidos, classificou o fenômeno como extremamente perigoso com ventos catastróficos e tempestades com risco de vida.
Um alerta de furacão foi emitido para a Jamaica nas próximas horas. No X, o primeiro-ministro Andrew Holness pediu que todos os jamaicanos “levem o furacão a sério”.


A chegada do furacão Idalia à Flórida, nos Estados Unidos, pode afetar milhões de pessoas na região. A expectativa é que ele avance e chegue na costa na manhã de quarta-feira (30), com ventos de pelo menos 179 quilómetros por hora.
Em alguns locais, já há residências sendo evacuadas. Estados como a Geórgia e a Carolina do Sul estão sob alerta de tempestade.
A possibilidade é de que o furacão Idalia atinja a categoria 3 na escala de vento Saffir-Simpson, que possuí 5 níveis. Se a expectativa se concretizar, o fenômeno será considerado um grande furacão.
A ameaça que o fenômeno representa é o crescimento de uma parede de água no mar que pode atingir de 2,44 até 3,66 metros de altura, podendo inundar muitas áreas da costa da Flórida, segundo autoridades. As enchentes podem demorar dias para diminuírem.
As autoridades estão se esforçando para retirar moradores da região antes de anoitecer. Pelo menos 23 condados publicaram ordens de evacuação nas redes sociais. Em 12 deles, a medida foi colocada como obrigatória, especialmente para aqueles que vivem em zonas costeiras e propensas a inundação. Dezenas de abrigos já foram abertos e aguardam a chegada dos residentes.
Mesmo aqueles moradores que não estão sob ordem de evacuação sofrerão com os impactos provocados pelo fenômeno. O fechamento de serviços gerais e cortes de energia já estão previstos. Alguns distritos escolares cancelaram as aulas desde segunda-feira. Operações no Aeroporto Nacional de Tampa também foram suspensas.
O governador da Flórida, Ron deSantis, declarou estado de emergência para 46 condados. Cerca de 5.500 soldados foram mobilizados e trabalhadores das redes elétricas já estão acionados para restaurar a energia.
