AO VIVO
Presidente Nicolás Maduro | Reprodução/Flickr

A reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela está repercutindo entre chefes de Estado e líderes políticos mundiais. O resultado foi anunciado na madrugada desta segunda-feira (29), pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Segundo o órgão, o líder recebeu 51,2% dos votos, ante 44,2% do candidato da oposição, Edmundo González.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, foi um dos primeiros a se manifestar. Pelas redes sociais, o chefe de Estado afirmou que o resultado é “difícil de acreditar” e que o país não irá reconhecer a vitória de Maduro até que a contagem de votos seja verificada.

O mesmo foi dito por Javier González-Olaechea, ministro das Relações Exteriores do Peru. Ele condenou “em todos os extremos” a soma de irregularidade com intenção de fraude por parte do governo da Venezuela, afirmando que o país não aceitará a violação da vontade do povo venezuelano. Embaixadores foram acionados para acompanhar o caso.

Em comunicado, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, rejeitou a vitória de Maduro. "Trabalharemos com os países democráticos de todo o continente e organizações internacionais para alcançar o respeito que o povo venezuelano merece", disse ele.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, demonstrou preocupação com o resultado, dizendo que a vitória de Maduro pode não refletir a vontade ou os votos do povo venezuelano. Ao pedir transparência na contagem dos votos, ele ressaltou que a comunidade internacional está "observando o caso de perto e responderá de acordo".

Luis Lacalle Pou, presidente do Uruguai, acusou o governo de manipular o resultado das eleições. “Eles iriam vencer independentemente dos resultados reais. O processo até ao dia das eleições e à contagem foi claramente falho. Não se pode reconhecer um triunfo se não confiarmos na forma e nos mecanismos utilizados”, disse.

O presidente da Cuba, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, comemorou a vitória de Maduro. O líder falou com o atual presidente por telefone e transmitiu “calorosas felicitações do partido e do povo cubano pela histórica vitória eleitoral alcançada”. Ele também reafirmou a solidariedade do governo de Cuba à Venezuela.

Governo e oposição divergem sobre resultado

O resultado das eleições também está dividindo opiniões na Venezuela. Apesar de o Conselho Eleitoral garantir a vitória de Maduro, com 80% das urnas apuradas, a oposição afirmou que testemunhas da eleição foram impedidas de acompanhar a contagem dos votos e que alguns centros de votação não estavam enviando os resultados.

"Os venezuelanos e o mundo inteiro sabem o que aconteceu aqui", disse Maria Corina, líder da oposição venezuelana. Ela declarou vitória a González, citando as pesquisas de boca de urna que apontavam uma vitória do político por 70%, contra 30% de Maduro.

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken -Amanda Andrade-Rhoades/Reuters

Os Estados Unidos têm sérias preocupações de que os resultados anunciados pela autoridade eleitoral da Venezuela, declarando que o presidente Nicolás Maduro conquistou um terceiro mandato, não refletem os votos do povo, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, nesta segunda-feira (29).

Poucos minutos depois de a autoridade dizer que Maduro havia vencido a eleição presidencial, Blinken interrompeu comentários em uma reunião de nações do Indo-Pacífico para abordar o assunto.

“Vimos o anúncio há pouco tempo pela comissão eleitoral venezuelana. Temos sérias preocupações de que o resultado anunciado não reflita a vontade ou os votos do povo venezuelano”, disse Blinken.

Blinken disse nesta segunda-feira que a comunidade internacional estava observando de perto e responderia adequadamente.

“É fundamental que cada voto seja contado de forma justa e transparente, que as autoridades eleitorais compartilhem informações imediatamente com a oposição e os observadores eleitorais, sem demora, e que as autoridades eleitorais publiquem a tabulação detalhada dos votos”, disse ele.

El Mayo' atua no narcotráfico há mais de 40 anos e é um dos grandes líderes do cartel de Sinaloa — Foto: BBC

Os Estados Unidos anunciaram que prenderam dois chefes do cartel mexicano de Sinaloa, na quinta-feira (25). Estão presos Ismael Zambada García, conhecido como "El Mayo", e um filho de Joaquín Guzmán, o "El Chapo". O Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse que o cartel de Sinaloa é uma das organizações de tráfico de drogas mais violentas e poderosas do mundo.

As prisões aconteceram na cidade de El Paso, no Texas. Segundo a agência Reuters, eles foram abordados pelas autoridades assim que pousaram com um avião particular.

O filho de El Chapo e El Mayo enfrentam uma série de acusações, incluindo tráfico de fentanil e produção de drogas. As prisões dos dois traficantes podem desencadear instabilidade ou até mesmo violência no México, segundo analistas.

Em fevereiro, promotores federais dos EUA acusaram El Mayo de conspiração para fabricar e distribuir fentanil. A droga é a principal causa de morte de americanos entre 18 e 45 anos, segundo as autoridades norte-americanas.

 

O ex-presidente Trump, após ser atingido por um tiro (Gene J. Puskar/AP Photo)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, na noite da quarta-feira (24), uma resolução para formar uma força-tarefa encarregada de investigar a tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump. O republicano estava em um comício na Pensilvânia, em 13 de julho, quando foi atingido por um tiro de raspão na orelha.

O projeto foi encabeçado pelo deputado Mike Kelly, cuja cidade natal, Butler, foi o local do tiroteio. Kelly estava no comício com sua esposa e outros membros da família.

Segundo o texto, a força-tarefa bipartidária será composta por 13 membros da Câmara, devendo incluir sete republicanos e seis democratas. O grupo deverá determinar as falhas que permitiram o ataque e desenvolver recomendações para evitar futuros lapsos de segurança. O relatório final será apresentado até 13 de dezembro.

Relembre o atentado

A tentativa de assassinato contra Trump ocorreu no dia 13 de julho. Na data, o republicano discursava em um comício na cidade de Butler, na Pensilvânia, quando foi alvo de tiros. Ele foi atingido de raspão na orelha e, logo em seguida, escoltado por agentes do Serviço Secreto norte-americano.

O atirador, identificado como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi morto após os disparos. Ele estava posicionado no telhado de um prédio nas redondezas do comício, a cerca de 150 metros do palco onde Trump discursava. Um fuzil AR-15 foi recuperado junto ao corpo do agressor. A polícia segue investigando a motivação do crime.

Manifestantes se reuniram no Congresso | Reprodução/Jewish Voice for Peace

visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aos Estados Unidos está provocando uma série de protestos no país. Na segunda-feira (22), os manifestantes se reuniram em frente ao hotel do premiê, enquanto ontem-terça-feira (23), os protestos foram dentro do Congresso. Os grupos criticam as ações de Israel na Faixa de Gaza.

Essa é a primeira viagem de Netanyahu para o exterior desde o início da guerra com o Hamas, em outubro do ano passado. O objetivo é garantir o apoio militar do governo norte-americano, que, apesar de apoiar Israel no conflito, vem criticando o alto número de civis mortos nas operações. Até o momento, foram registrados 39 mil óbitos.

Organizado pela Jewish Voice for Peace, manifestantes vestindo camisetas vermelhas que diziam "Não em nosso nome" ocuparam o prédio do Congresso, levantando cartazes com os dizeres “Pare de armar Israel” e cantando "Deixe Gaza viver".

Vários protestos estão planejados para esta quarta-feira (24), quando Netanyahu deve discursar no Congresso. Em meio ao cenário, a polícia aumentou significativamente a segurança no entorno do prédio do Capitólio e fechou ruas próximas ao local.

Kamala Harris | Divulgação/Casa Branca

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, conseguiu apoio suficiente de delegados democratas para se tornar a candidata do partido à Presidência. Segundo contagem da Associated Press, até segunda-feira (23), 2.668 delegados concordaram com a indicação de Kamala às eleições, número superior aos 1.976 votos necessários. Os delegados são pessoas que representam a vontade do Partido Democrata de cada estado durante as primárias.

Pelas redes sociais, Kamala agradeceu o apoio do partido. “Estou orgulhosa de ter conquistado o apoio necessário para me tornar a candidata do nosso partido. Nos próximos meses, viajarei por todo o país conversando com os americanos sobre tudo que está em jogo. Tenho toda a intenção de unir a nossa nação e derrotar Donald Trump”, disse.

Apesar de receber o apoio majoritário, a vice-presidente ainda não é a nova candidata democrata em substituição a Joe Biden, que desistiu da eleição. Isso porque os delegados votarão novamente, de forma virtual, para escolher o indicado entre 1 e 7 de agosto. A oficialização do candidato democrata será feita na Convenção Nacional do partido, marcada para ocorrer entre 19 e 22 de agosto.

A expectativa, no entanto, é que Kamala supere o número de delegados necessários, uma vez que os principais nomes que poderiam concorrer com ela já declararam apoio à sua indicação.  Se Kamala vencer a indicação democrata para presidente e depois ganhar a eleição, ela se tornará a primeira mulher a ganhar a presidência dos Estados Unidos.

 

Benjamin Netanyahu -Hockstein/Reuters

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (22) que Israel será o aliado mais forte dos EUA no Oriente Médio, independentemente de quem for eleito presidente em novembro.

Netanyahu se prepara para viajar aos EUA nesta semana, sob pressão para acabar com a guerra em Gaza, tanto dos israelenses que querem que os reféns sejam trazidos de volta quanto de um governo americano cada vez mais focado na eleição presidencial.

Falando com repórteres antes de voar para Washington, o premiê disse que agradeceria ao presidente Joe Biden – que encerrou sua tentativa de reeleição nos EUA neste domingo (21) – por tudo o que ele fez por Israel.

Os líderes também discutirão questões como a libertação de reféns mantidos em Gaza e a derrota do Hamas, disse ele.

Agenda

Uma reunião de Netanyahu com Biden está provisoriamente planejada para terça-feira (23), caso o presidente tenha se recuperado da Covid-19. Netanyahu deve discursar no Congresso dos EUA na quarta-feira (24).

Cotado para a corrida presidencial- Foto: Reprodução SBT News

Com a saída do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, da corrida eleitoral, o partido democrata terá de escolher um novo nome para enfrentar o ex-presidente Donald Trump nas eleições em novembro. A lista conta com o nomes de governadores, como o da Califórnia, Gavin Newsom, e a do Michigan, Gretchen Whitmer.

Kamala Harris

Atual vice-presidente, Kamala Harris é a principal cotada para concorrer no lugar de Biden e conta com o apoio do atual líder. Se eleita, ela se tornaria a primeira mulher a comandar o país, em uma candidatura que poderia demonstrar a continuidade do governo Biden.  Entre os desafios para que seja confirmada, pesa a popularidade dela como candidata e a falta de aparecimento como vice ao longo da atual gestão. Há ainda a combinação ente ela e um outro nome para vice na chapa.

Gavin Newsom

Outra opção para o partido seria a indicação de Gavin Newsom, atual governador da California. O estado é o mais rico dos Estados Unidos. Ele já anunciou apoio a outros governadores em campanhas fora do estado, mas é aliado de Biden, e pode optar por seguir a recomendação do presidente.

Gretchen Whitmer

A governadora do estado do Michigan, Gretchen Whitmer, foi cotada para ser a vice-presidente de Biden nas eleições de 2020 e teve grande apoio dentro do partido democrata. Sua trajetória política conta com passagens pelo Congresso norte-americano, com mandatos como deputada e senadora. Um ponto a seu favor é a popularidade que tem no estado, que é considerado pêndulo nas eleições, por ter mudanças de apoio entre o lado democrata e republicano.

J. B. Pritzker

O atual governador de Illinois, J. B. Pritzker, tem ganhado popularidade por políticas ligadas ao campo progressista no estado. Entre projetos defendidos por ele está o atendimento médico à mulheres que desejam interromper a gravidez e o controle de armas.

Dean Phillips

Deputado, Dean Phillips, se candidatou para representar o partido democrata durante primárias no início do ano, sem conseguir grande apoio. À época, ele afirmou que Biden não conseguiria derrotar Trump.

Donald Trump em convenção do partido republicano em 18 de julho de 2024 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Em sua primeira fala após ser alvo de um atentado, o ex-presidente Donald Trump afirmou em a divisão nos Estados Unidos precisa ser curada. No entanto, depois de adotar um tom moderado na primeira parte discurso, o republicano atacou os democratas em diversas oportunidades e disse, sem citar provas, que a imigração provocou aumento na criminalidade.

Ele também evitou citar o nome de Joe Biden, se referindo a ele como "atual administração".

Trump já foi oficializado como candidato do Partido Republicano na eleição presidencial marcada para novembro. O vice na chapa será J.D.Vance, atual senador por Ohio.

Durante o discurso, Trump relembrou o atentado que sofreu na Pensilvânia, no sábado (13). Ele afirmou que está será a única vez que comentará o assunto, por ser "muito doloroso". Agradeceu ao povo norte-americano pelo apoio dado após o ataque e afirmou que ficou a menos de um centímetro da morte.

Trump relatou que estava falando sobre um gráfico de imigração, quando se virou. Em seguida, ele ouviu um barulho de tiro e viu sangue ao levar a mão à orelha.  "Se eu não tivesse virado a cabeça naquele momento, aquele assassino teria atingido o seu alvo. E nós não estaríamos juntos aqui hoje. [...] Tive Deus do meu lado-" afirmou.

Em seguida, Trump levantou o capacete do bombeiro Corey Comperatore, que morreu no ataque, e fez uma homenagem. O republicano anunciou ajuda financeira à família.

Guerra na Ucrânia e no Oriente Médio

Trump disse que o planeta está se encaminhando para a Terceira Guerra Mundial e prometeu acabar com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

O ex-presidente disse que vai trazer paz e estabilidade para o mundo e afirmou que nenhum conflito foi iniciado durante a gestão dele.

Além disso, o republicano criticou gestões anteriores, incluindo a do republicano George W. Bush. Ele afirmou que, nos mandatos passados, a Rússia promoveu invasões em outros países.

Trump também classificou a retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão, durante o governo Biden, como "desastrosa".

Joe Biden durante coletiva de imprensa | Foto: Reuters

Nesta quarta-feira (17), a Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, testou positivo para covid-19. Segundo o comunicado oficial, Biden é vacinado e está com sintomas leves, como coriza, tosse e mal-estar.

“Ele se sentiu bem em seu primeiro evento do dia, mas como não estava se sentindo melhor, o teste para covid-19 foi realizado e os resultados foram positivos para o vírus da covid-19”, disse o médico de Biden.

A nota do governo ainda diz que o presidente vai voltar para Delaware e ficará em isolamento. Ele também poderá realizar “todas as suas funções plenamente”.

Biden participaria de uma conferência em Las Vegas, mas foi impedido após receber o diagnóstico da doença. “Eu estava falando ao telefone com o presidente Biden. E ele compartilhou sua profunda decepção por não poder se juntar a nós nesta tarde. O presidente esteve em muitos eventos, como todos sabemos, e ele acabou de testar positivo para covid”, disse a presidente e CEO da UnidosUS, Janet Murguía.

Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
COMERCIAL:
(82) 99621-8806
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram