


Uma brasileira de 21 anos foi encontrada morta nesta segunda-feira (20) na cidade de Danbury, no estado americano de Connecticut. Segundo a polícia local, a suspeita é que ela tenha sido assassinada pelo ex-companheiro, também brasileiro e que se suicidou na sequência.
O caso aconteceu em Danbury, cidade de 87 mil habitantes que fica a cerca de 110 km ao norte de Nova York. Melyssa Pereira da Costa, 21, e Dheraldy Caldeira, 29, eram naturais de Parauapebas (PA) e vivam há dois anos nos EUA.
Segundo a família dela, o casal se separou há duas semanas.
De acordo com o detetive Mark Williams, a suspeita da polícia é que Dheraldy matou a mulher com uma faca grande de cozinha, e se matou em seguida. "Como os dois mantinham um relacionamento doméstico, este é um exemplo do pior tipo de violência doméstica", afirma a polícia, em nota sobre o caso.
Agora a família faz uma vaquinha para arrecadar recursos para o traslado do corpo e também para trazer o filho de Melyssa para o Pará. A criança, que foi encontrada na cena do crime, está sob a tutela do estado americano até que o caso seja solucionado.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, o Consulado-Geral do Brasil em Hartford, tem conhecimento do caso, está em contato com as autoridades locais e permanece à disposição para prestar a assistência consular cabível à família.

Um ataque a tiros em um hospital psiquiátrico dos Estados Unidos deixou “múltiplas vítimas”, informou a polícia, no início da noite desta sexta-feira (17). Um suspeito morreu.
O caso aconteceu na cidade de Concord, de cerca de 44 mil habitantes, no estado americano de New Hampshire. Segundo o site do hospital, localizado na região central da cidade, é uma instituição psiquiátrica para o tratamento de pessoas com “doenças mentais agudas”.
Segundo as autoridades, uma pessoa foi baleada no saguão do hospital. Os policiais estão investigando a ocorrência neste momento e fazendo uma varredura no hospital.
“Novas atualizações serão divulgadas quando disponíveis”, escreveu o perfil oficial da polícia no X (antigo Twitter).
Cerca de 40 minutos após a polícia informar a ocorrência, o Departamento de Segurança de New Hampshire publicou que a situação no New Hampshire Hospital “foi contida”.
“O suspeito está morto”, concluiu o Departamento sem fornecer detalhes adicionais.

Um brasileiro de 32 anos e um amigo dele foram achados mortos num quarto de um cruzeiro em Los Angeles, nos Estados Unidos. A família de Túlio Lacerda, natural de Minas Gerais, abriu uma vaquinha online para custear o translado do corpo de volta ao Brasil. Ele e o amigo, identificado como Jason Aguirre, foram encontrados no chão da cabine do navio pela equipe de bordo, que havia estranhado a ausência dos turistas no momento de desembarque.
O caso ocorreu em 30 de outubro e foi reportado, em primeira mão, pelo "Diário de Teófilo Otoni". Amigos próximos do brasileiro, como Cristiano Pitol e Matheus Alves, confirmaram a morte nas redes sociais. Neila Gonçalves, tia de Túlio, contou ao portal Uol que a polícia local abriu uma investigação.
— A família está muito abalada, muito chocada. A gente ainda está meio sem acreditar. Muita tristeza. A família ainda não sabe a causa [da morte], e isso gera mais tristeza ainda aos amigos e familiares — afirmou ela. — Não dá para mensurar a nossa dor.
O cruzeiro partiu da Califórnia, passou pelo México e já havia retornado à costa americana quando as mortes foram constatadas. Dony Gonçalves, tia de Túlio Lacerda, afirmou ao "Diário de Teófilo Otoni" que a porta do quarto não estava arrombada e que socorristas ainda tentaram reanimar a dupla, sem sucesso.
— O que temos de informação é que os corpos foram achados horas depois deles terem falecido. Os corpos foram levados para um local, que aqui no Brasil chamamos de IML, lá não sei como dizem — disse Dony, que ressaltou a dificuldade de obter informações sobre o caso à distância. — Por meio de amigos, tivemos notícias preliminares que a causa da morte só sairá após o exame de necropsia, e que os corpos não apresentavam sinais de agressão ou violência, nem a porta do quarto deles estava arrombada.
A família disse que Túlio Lacerda se mudou em 2015 para os Estados Unidos. Ele havia conseguido o green card, o que o permitia viver e trabalhar no país. Chegou a servir ao Exército americano durante três anos, mas pediu baixa no começo deste ano.
Parentes do brasileiro estabeleceram a meta de US$ 30 mil numa vaquinha online para repatriar o corpo e pagar as despesas do funeral.

As autoridades norte-americanas estão antecipando uma nova fase da guerra de Israel com o Hamas nos próximos dias, na qual Israel diminuirá a escala da sua operação aérea e se concentrará numa operação terrestre mais táctica.
À medida que a ajuda humanitária continua na Faixa de Gaza, a administração de Joe Biden espera que a operação aérea de Israel tenha “uma diminuição do que vimos”, disse um alto funcionário da administração à CNN na sexta-feira (3).
A administração antecipou que haverá um “foco mais tático na operação terrestre” que visa limpar a vasta rede de complexos de túneis subterrâneos onde o Hamas opera, disse o funcionário.
Os EUA afirmaram que a administração tem sido “muito direta sobre as decisões em tempo de guerra e sendo deliberada e fazendo perguntas difíceis” nas discussões com Israel, mesmo que os militares israelenses tenham atraído críticas internacionais sobre o ataque ao Campo de Refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza.
Questionado sobre quando a administração Biden poderá sentir-se compelida a pedir um cessar-fogo – algo que até agora se recusou a fazer – o funcionário disse que dada a escala e a natureza dos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro, um cessar-fogo não era apropriado.
“Um grupo terrorista faz 200 reféns e mata 1.400 pessoas e está escondido sob túneis, incluindo os líderes – cessar-fogo não é realmente a palavra a ser usada”, disse o funcionário à CNN.
O responsável reiterou que os EUA estão apelando ativamente a Israel para que decrete as chamadas “pausas humanitárias” e que estão ressaltando a Israel que, embora tenha o direito de se defender, deve aderir às leis humanitárias internacionais.
Em última análise, “acho que um cessar-fogo depende de os israelenses se sentirem seguros em garantir que algo como isso não possa acontecer novamente”, acrescentou o responsável.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um projeto de lei provisório para evitar a paralisação do Governo do país. A medida acontece poucos momentos antes do prazo para que o financiamento para órgãos federais acabasse.
“Acabei de assinar uma lei para manter o governo aberto [funcional] durante 47 dias. Há muito tempo para aprovar projetos de lei de financiamento do governo para o próximo ano fiscal, e peço veementemente ao Congresso que comece a trabalhar imediatamente”, disse Biden em uma postagem no X (anteriormente conhecido como Twitter).
“O povo americano espera que o seu governo funcione. Vamos garantir que isso aconteça”, complementou. Na publicação também há uma foto do momento em que assinou o projeto.
O Senado aprovou a medida na noite do sábado (30), após ter havido aprovação na Câmara, de um projeto de lei bipartidário para estender o financiamento do governo, após dias de incerteza sobre se conseguiriam chegar a um acordo para evitar a paralisação.
A medida manterá o governo funcionando até 17 de novembro, e inclui financiamento para desastres naturais, mas não para a Ucrânia ou para a segurança das fronteiras, por exemplo. O projeto também inclui uma medida para manter operacional a Administração Federal de Aviação.

A falta de consenso entre democratas e republicanos sobre o orçamento dos próximos 12 meses mantém os Estados Unidos na expectativa de uma possível paralisação histórica dos serviços públicos.
No entanto, o presidente da Câmara dos Representantes (câmara baixa dos Estados Unidos), o republicano Kevin McCarthy, manifestou nesta sexta-feira (29/09) sua oposição à iniciativa governista.
O opositor Partido Republicano tem mostrado uma forte resistência em aceitar tanto o acordo provisório quanto o projeto principal, alegando discrepâncias em ao menos três aspectos principais: a manutenção de uma grande quantidade de recursos para ajudar a Ucrânia, o aumento das verbas para programas de bem-estar social e para ampliar os auxílios destinados às famílias pobres, além da falta de novos investimentos para controles de imigração na fronteira com o México.
Segundo McCarthy, o governo do democrata Joe Biden precisa apresentar um novo projeto, que exclua os gastos planejados para assistência a Kiev. A primeira proposta da Casa Branca incluía US$ 24 bilhões ao governo ucraniano. Diante da resistência republicana, a bancada governista no Senado apresentou uma redução de três quartos, o que significaria uma ajuda de US$ 6 bilhões, que também foi rechaçada pela oposição.
“Acho que se tivéssemos um projeto de lei sem a ajuda à Ucrânia provavelmente seríamos capazes de avançar”, alegou o congressista do Partido Republicano.
Consequências internas
Caso aconteça o chamado “shutdown”, os departamentos e agências estatais deverão ativar seus planos de contingência. Mesmo assim, serão forçados a tomar uma série de medidas, que incluem a paralisação de todos os projetos e atividades dentro de algumas horas, a suspensão (sem pagamento) de funcionários em licença, a suspensão do pagamento de todos os funcionários públicos e prestadores de serviços (estejam eles trabalhando ou não), a impossibilidade de assinar novos contratos de bens e serviços.
Na prática, as consequências desse cenário poderiam ser: atrasos em voos, fechamento de alguns museus e parques nacionais, fechamento de tribunais de imigração com demora no processamento dos casos, possível suspensão de obras de infraestrutura de transporte, interrupção das inspeções de segurança alimentar, interrupção do acesso ao programa de educação infantil a milhares de crianças de famílias de baixa renda, entre outros problemas cotidianos.
Por sua parte, a Casa Branca acusou o Partido Republicano de adotar uma postura “extremista” e de “fazer um jogo político visando as eleições de 2024, sem se importar com os efeitos na vida das pessoas”.
Consequências externas
Mas os Estados Unidos não serão o único país a sofrer com um possível “shutdown”. As consequências desse cenário para a economia mundial seriam também significativas.
Segundo a rede de televisão norte-americana CNN, um estudo da consultora EY prevê que o fechamento custaria cerca de US$ 6 bilhões de dólares por dia à economia do país, e levaria à redução do PIB no quarto trimestre de 2023.

O Kremlin disse nesta terça-feira que os tanques Abrams dos Estados Unidos entregues à Ucrânia não mudariam o curso da ofensiva e iriam "queimar" na linha de frente da guerra. "Tudo isso não pode de forma alguma afetar a essência da operação militar especial, seu resultado. Não existe panaceia, nenhuma arma única que possa mudar o equilíbrio de poder no campo de batalha" — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. — Eles também vão queimar.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta segunda-feira a chegada ao seu país dos primeiros tanques americanos Abrams, com os quais o seu exército espera dar um novo impulso à contraofensiva contra as tropas russas. "Boas notícias do (ministro da Defesa Rustem) Umerov. 'Os Abrams já estão na Ucrânia e estão se preparando para reforçar nossas brigadas'", disse Zelensky em comunicado nas redes sociais.
Considerado o principal tanque dos Estados Unidos, esse tipo de veículo altamente tecnológico é equipado com um canhão de 120 milímetros, projetado para destruir outros tanques. Com mais de 60 toneladas e construído para andar sobre esteiras, em vez de rodas, o Abrams suporta travessias em terrenos acidentados, intransitáveis para caminhões, por exemplo.
O casco desse tipo de veículo, que opera desde 1980, é revestido de blocos de blindagem sofisticados, destinados a oferecer um grau de proteção contra ataques diretos de tiros e mísseis inimigos. Nas versões modernas, há ainda camadas de armadura de urânio que garantem uma proteção maior para os soldados que estão na parte de dentro.
Washington resistia ao envio do equipamento, alegando que seus Abrams — os tanques mais modernos do arsenal americano — consomem muita gasolina, têm manutenção custosa e seria muito difícil abastecê-los no campo de batalha. Contudo, em janeiro, a imprensa americana noticiou que Washington havia se convencido de que os americanos precisariam ceder para convencer Berlim a autorizar o envio de tanques Leopards.
Segundo o presidente americano Joe Biden disse à época, os "tanques são evidência do nosso compromisso sólido e inabalável com a Ucrânia e da nossa confiança nas habilidades das forças ucranianas".
— Essa não é uma ameaça ofensiva à Rússia — disse Biden, ao lado do secretário de Defesa, Lloyd Austin, e do secretário de Estado, Antony Blinken. — Não há ameaça ofensiva à Rússia. Se as tropas russas retornarem para a Rússia, onde pertencem, essa guerra terminaria hoje.
Os 31 Abrams, equivalente a um batalhão ucraniano, seriam comprados diretamente do fabricante e mandados para Kiev. Fontes do governo enfatizaram ao Washington Post que o envio faz parte de uma estratégia a longo prazo para o Exército de Kiev, ao invés de algo imediato.
O transporte dos tanques até o campo de batalha pode ser complexo, e o treinamento para que os soldados ucranianos fiquem aptos a operá-los também deve levar algumas semanas.

Durante uma coletiva de imprensa após o seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados da Ucrânia estão em guerra direta com Moscou. A afirmação veio após a pergunta de um jornalista sobre o momento em que os EUA entraram no conflito.
“Você pode chamar isso do que quiser, mas eles estão diretamente em guerra conosco. Podemos chamar isto de guerra híbrida, mas isso não muda a realidade”, disse o ministro. “Eles estão efetivamente envolvidos em hostilidades conosco, usando os ucranianos como forragem”, afirmou.
Lavrov ainda disse que a América e outros países estão entregando quantidades cada vez maiores de armas a Kiev, enquanto satélites militares e aeronaves de inteligência dos países também são usados contra o território russo.
Os aliados da Ucrânia dizem que estão ajudando a defender o país de uma invasão não provocada e de uma tentativa de tomada de território por parte dos russos.

Um menino de 10 anos e sua irmã de 11 anos fugiram depois que a mãe proibiu o uso de aparelhos eletrônicos. O caso ocorreu no estado da Califórnia (EUA), informou a polícia da cidade de Alachua.
As autoridades avistaram o carro, um sedã, na Interestadual 75, perto de Gainesville, no norte da Flórida, um pouco antes das 4h de quinta-feira (22).
A mãe das crianças havia relatado o roubo e o desaparecimento de seus filhos quatro horas antes, em North Port, uma cidade no sudoeste da Flórida.
Os policiais, pensando que se tratava de ladrões de carros, sacaram as armas e ordenaram que as pessoas que estavam dentro do carro saíssem.
“Para sua surpresa, os policiais observaram um motorista do sexo masculino de 10 anos saindo do veículo junto com sua irmã de 11 anos”, disse o departamento em comunicado.
As crianças disseram aos policiais que a menina estava chateada porque a mãe havia tirado seus aparelhos eletrônicos por mau comportamento, então o menino a levou de carro para a Califórnia.
As crianças foram entrevistadas por detetives, que disseram não haver indícios de que tenham sido maltratadas pela mãe ou por qualquer outra pessoa da casa.
A mãe se recusou a prestar queixa e as crianças foram entregues a ela. Os nomes da mãe e dos filhos não foram divulgados.

A Costa Leste dos Estados Unidos deve ter um fim de semana chuvoso em decorrência da passagem de uma tempestade tropical sobre o Oceano Atlântico. Estão sob alerta os estados da Carolina do Sul, Carolina do Norte, Virgínia e Maryland.
