O caminhoneiro Wesley Alisson Pereira da Silva, de 30 anos, morreu no acidente envolvendo um caminhão que tombou e pegou fogo na AL-115, em Igaci, na tarde da última terça-feira (4). Em entrevista ao repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM, o pai da vítima, conhecido como Zezinho do Ônibus, relatou o sofrimento da família e a expectativa de aguardar mais de 20 dias pela realização de exames de DNA e liberação dos restos mortais.
Bastante emocionado, Zezinho contou que esteve com o filho na segunda-feira anterior ao acidente. Wesley havia passado pela casa da família, em Palmeira dos Índios, antes de seguir viagem para Pernambuco, onde faria a entrega de uma carga transportada de São Paulo.
Segundo o pai, o caminhoneiro gostava da profissão, mas já havia comentado sobre a possibilidade de deixar as viagens longas no fim do ano e voltar a trabalhar como motorista de aplicativo. Wesley residia havia cerca de dois anos em Arapiraca e era descrito pela família como um homem trabalhador, alegre e querido.
Zezinho também relatou que soube do acidente por meio de vídeos que circulavam nas redes sociais. Inicialmente, não imaginou que o filho estivesse envolvido. Depois de tentar contato por mensagem e não receber resposta, recebeu a confirmação da morte por meio de outro familiar.
Além da perda, a família enfrenta a dificuldade de não poder se despedir do caminhoneiro neste momento. Wesley deixou dois filhos, um menino de 10 anos e uma menina.
Durante a entrevista, o pai manifestou tristeza com a previsão de que a liberação dos restos mortais dependa da realização de exames de DNA, com prazo estimado em mais de 20 dias. Ele pediu conforto a Deus para enfrentar a perda do filho.


