Nenê- Foto: Gabriel Tadiotto/Juventude

Capitão do Juventude, o meia Nenê revelou que iniciou um movimento com os capitães das outras 19 equipes da Série A para a paralisação do Campeonato Brasileiro por conta da tragédia climática no Rio Grande do Sul. A CBF anunciou o adiamento dos jogos dos times gaúchos, incluindo Grêmio e Inter até 27 de maio.

A iniciativa do experiente jogador de 42 anos foi revelada em meio a uma entrevista ao canal TNT . Na ocasião, Nenê afirmou que havia feito um primeiro contato a partir de um grupo de WhatsApp criado antes do início da Série A do Campeonato Brasileiro.

“Fiz um texto e mandei no grupo de capitães dos clubes da Série A. Antes do campeonato, tivemos uma reunião com a CBF, envolvendo todos. E agora tentei dar esse start. Temos uma força muito grande e, se a gente se unir, podemos fazer algo para ajudar. Vamos buscar essa mesma direção. Eu imaginei que a CBF iria paralisar o campeonato. Como teve a reunião e não houve esse consenso, tentei, a partir disso, falar com os capitães e mudar a rota. Tem cidades que ainda estão sendo inundadas agora, caso de Pelotas. Não tem clima nenhum” – afirmou o jogador do Juventude.

Conforme o repórter Eduardo Gabardo, da Rádio Gaúcha, após a manifestação de Nenê, grande parte dos capitães das outras equipes prestaram solidariedade. Porém, até o momento, a iniciativa não foi adiante para fixar uma posição dos jogadores, como a elaboração de qualquer documento oficial pedindo a paralisação da competição.

“Já tivemos conversa com alguns jogadores e disseram que eles não estão na nossa pele, digamos assim, que não estão perto da situação, vivendo realmente isso. Então, com certeza, o que a gente puder estar direcionando, e alguns já estão de acordo ou tentam fazer alguma coisa para que possamos ajustar isso daí, tentar a paralisação, pois eles estariam conosco” – relatou Nenê.

“A vida vai além do futebol e não estou com clima nenhum para jogar e treinar. Por mais que a gente faça muitas coisas para ajudar, estão vindo doações do Brasil inteiro, nos sentimos impotentes” – destacou Nenê.