
Tarcísio de Freitas- Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comemorou nesta quarta-feira (19/11) a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados em votação realizada na noite anterior, enquanto o governo federal manteve as críticas à iniciativa por meio do presidente Lula e do ministro Fernando Haddad (Fazenda).
O texto foi relatado por seu secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), que após o resultado, fez agradecimento a Tarcísio em longa reverência ao chefe durante um pronunciamento.
“Aqueles que votaram contra resolveram enfrentar o tema pela lente da ideologia, mas o Brasil resolveu enfrentar o tema pela lente da realidade. Resolveu enfrentar o seu maior inimigo: o crime organizado. Como resultado, temos novos tipos penais, o endurecimento drástico de penas, a retirada de benefícios, o fortalecimento da execução penal e a possibilidade maior de asfixia financeira”, disse o governador em vídeo publicado nas redes sociais.
O placar da aprovação foi de 370 votos favoráveis e 110 contrários. Da centro-esquerda, 26 deputados, incluindo Tabata Amaral (SP), votaram a favor do texto carimbado por Derrite. Agora, o texto segue para o Senado.
No pronunciamento de ontem, o relator chamou Tarcísio de “gestor idealista, competente, inteligente”. “Eu agradeço muito a oportunidade de poder trabalhar ao longo desses três anos com um gestor idealista, competente, inteligente, da qualidade do governador Tarcísio de Freitas, que também, em alguns momentos foi atacado, até no plenário, dizendo que estaríamos politizando”, disse ele após a votação.
Da mesma forma, hoje o governador agradeceu ao “trabalho diligente de Derrite”, bem como ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e concluiu com uma mensagem nacionalizada: “A segurança pública voltou ao centro do debate nacional, e quem não entendeu isso, não entendeu o Brasil”.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao projeto nas redes sociais. Lula afirmou que a proposta enfraquece o combate ao crime organizado e “só favorece quem quer escapar da lei”.
