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Imagem mostra Topografia sendo realizada no Campus III- Foto: Assessoria

A comunidade acadêmica de Palmeira dos Índios vivencia a expectativa quanto a construção do novo prédio do Campus III da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Estão sendo realizadas reuniões com o setor de engenharia da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e a construtora DBN, que será responsável pelas obras em Arapiraca e Palmeira.

Na manhã desta quinta-feira (25), o Portal Rádio Sampaio apurou junto a assessoria da UNEAL que, em Palmeira, ainda estão resolvidas algumas questões relacionadas ao projeto- que utilizará um terreno ao lado do atual prédio.

Modernização

Conforme já foi destacado em entrevistas recentes pelo reitor Odilon Máximo e o vice-reitor Anderson Barros- as obras têm como objetivo principal a ampliação e modernização da infraestrutura dos campi.

Essas construções fazem parte de um pacote de investimentos anunciado pelo governador Paulo Dantas, que também inclui a oferta de bolsas assistenciais para estudantes, para garantir a permanência dos alunos na universidade.

De acordo com informação publicada recentemente pela assessoria da UNEAL, uma das características desses novos prédios é o uso da construção modular. Este método de construção envolve a fabricação de módulos fora do canteiro de obras e a montagem posterior no local- podendo reduzir o tempo total do projeto, minimizando também os impactos ambientais que costumam atrasar as construções tradicionais.

"Estamos empenhados em acelerar o processo de construção dos novos prédios em Arapiraca, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos. É um compromisso sério que estamos assumindo, buscando assegurar a celeridade e eficiência das obras, com o objetivo de proporcionar à comunidade universitária da Uneal espaços modernos e adequados para o ensino, pesquisa e extensão", afirmou Anderson Barros em declaração ao site oficial da Universidade Estadual de Alagoas.

 

Gestores da Uneal discutem investimentos- Foto: Assessoria

O reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Odilon Máximo, e o vice-reitor, Anderson Barros, participaram de duas reuniões em Maceió- para discutir e planejar ações e investimentos para a instituição.

Na primeira reunião, realizada na Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), os gestores se encontraram com o secretário Silvio Bulhões, o superintendente Pedro Ivo e o diretor executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) da Fapeal, João Vicente Lima.

Também participaram do encontro o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Rubens Pessoa, e o coordenador de pesquisa, Abel Lira. Durante a reunião, foram discutidas parcerias e estratégias para fortalecer a pesquisa e a inovação na Uneal.

Em seguida, Odilon Máximo e Anderson Barros, acompanhados pela arquiteta da Uneal, Moana Bastos, se reuniram com a secretária estadual de Educação, Roseane Vasconcelos ( que é natural de Palmeira dos Índios), e a equipe responsável pelo projeto de construção dos novos campi da Uneal.

Durante a reunião foram discutidos detalhes sobre ampliação do campus I, em Arapiraca, do campus III, em Palmeira dos Índios, e a construção de um novo prédio do campus IV, em São Miguel dos Campos.

De acordo com a assessoria da Uneal, as discussões aconteceram na sexta-feira (28). O  reitor Odilon Máximo enfatizou a importância dessas iniciativas: "Essas ações são essenciais para a expansão e modernização da nossa universidade, proporcionando melhores condições de ensino e pesquisa." Já o vice-reitor Anderson Barros destacou o compromisso com o desenvolvimento da instituição: "Estamos trabalhando para garantir que a Uneal continue a crescer e a oferecer cada vez mais uma educação de qualidade para nossos alunos."

No dia 23 de junho, em palmeira dos Índios, o governador Paulo Dantas percorreu os três municípios beneficiados, assinando as ordens de serviço para as obras dos novos campi e autorizando a realização do concurso público que vai beneficiar os seis campi da instituição.

Foto: montagem de fotos/divulgação

Denúncias de mau uso de recursos públicos estão levando prefeituras aos tribunais. O que ocorre é que os Municípios estão dispostos a pagar altos cachês a artistas para fazerem shows. Segundo o publicitário especialista em marketing político, Renato Pereira, esse tipo de evento tende a ser mais comum neste ano de eleições, porque ajuda a popularizar os gestores e dribla a lei eleitoral, que proíbe apresentações em eventos de campanha.

“Eles promovem o atual gestor debaixo de uma capa de estímulo ao comércio e turismo da cidade. Fora que aumentam a desigualdade de forças entre quem tem o controle da máquina e os demais opositores, já que se os outros candidatos realizassem um evento desse tipo, seriam punidos pela lei eleitoral”, afirma Pereira.

Apenas este ano, três apresentações foram alvo de batalhas judiciais, envolvendo apresentações dos cantores Alexandre Pires, Léo Santana e Gusttavo Lima. As apresentações estavam orçadas entre R$ 250 mil e R$ 1,3 milhão.

Casos específicos

O show de Léo Santana estava programado para acontecer em Embu das Artes (SP), em comemoração ao aniversário da cidade, no dia 18 de fevereiro. O evento ficou suspenso por dois dias e foi liberado apenas horas antes de começar, após recurso da prefeitura.

O então vereador Abidan Henrique (PSB) foi o responsável pelo pedido de cancelamento do show. O político foi cassado 12 dias após conseguir uma liminar na Justiça para embargar a apresentação. A cassação foi aprovada pela Câmara, por causa de outro episódio envolvendo contratação de artistas em 2023, quando ele chamou de “ratos” os vereadores que não queriam debater o problema.

Abidan Henrique denunciou à Justiça a falta de transparência e irregularidade na forma de pagamento de Léo Santana, que foi feito antes do show ocorrer.

Outro caso ocorreu em Três Rios (RJ), com o Ministério Público (MP) investigando se houve superfaturamento nos cachês pagos a artistas que cantaram no carnaval, como Cláudia Leitte, Alexandre Pires e Belo. Os cachês dos artistas giravam em torno de, respectivamente, R$ 500 mil, R$ 480 mil e R$ 250 mil.

“Pela impossibilidade de comprovação de tal denúncia antes do início do carnaval, não foi possível nenhuma medida para impedir a realização do evento, mas serão apuradas todas as despesas, sem exceções, ainda que a Câmara de Vereadores tenha aprovado tudo por unanimidade, como efetivamente o fez”, diz um trecho do comunicado enviado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Na Bahia, o MP do estado conseguiu a suspensão do show do cantor Gusttavo Lima na cidade de Campo Alegre de Lourdes, que aconteceria no dia 9 de fevereiro. Cerca de R$ 1,3 milhão seria desembolsado para pagar o cantor. A contratação do artista foi feita durante um período em que o Município decretou emergência por causa da seca na região, o que chamou a atenção do MP.

“No caso de Campo Alegre de Lourdes, identificamos uma ausência de políticas públicas essenciais nos mais variados setores e fomos taxativos em pedir a devolução integral dos valores do cachê para os cofres públicos”, disse a promotora Thays Rabelo, titular da ação.

Por fim, houve também a suspensão dos shows das duplas Fernando e Sorocaba, Jads e Jadson, e Antony e Gabriel, orçados em mais de R$ 500 mil, na cidade de Euclides da Cunha Paulista (SP). Os cachês tinham um valor igual ao orçamento de Cultura do Município.

“O intuito não é deixar a população sem entretenimento. Minha maior preocupação foi ver a situação da cidade, que tinha um déficit orçamentário e onde os direitos básicos da população, como saúde e educação, não eram respeitados. Os gastos de dinheiro público precisam ser razoáveis”, disse o promotor André Luengo.

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