AO VIVO
Foto: Ronaldo Silva/Ato Press/Estadão conteúdo

O Exército identificou os militares suspeitos de facilitarem o furto de 21 metralhadoras do quartel militar de Barueri (SP). Segundo foi apurado pelo portal g1, serão responsabilizados e cumprirão punições disciplinares todos os militares que tinham a função de fiscalização ou controle.

Os suspeitos já estão em posse dos formulários de apuração de transgressão para a realização de sua defesa. Além disso, outras buscas estão sendo feitas, para apurar, responsabilizar e punir devidamente os envolvidos, além de recuperar as armas.

Segundo foi investigado pela Polícia Civil (PC) do Rio de Janeiro, parte do armamento foi oferecido à maior facção criminosa do estado. Cada metralhadora custava R$ 180 mil.

A investigação do Exército ainda apura a participação de três militares envolvidos na separação das armas no galpão de descarte, no transporte no carro em um local já definido, e no deslocamento até a entrega.

Entre as armas desaparecidas estão 13 metralhadoras .50 e oito fuzis-metralhadoras de calibre 7.62.

Imagem: ilustração | Foto: luckybusiness

Na madrugada da última terça-feira (17), por volta da 1h, um indivíduo invadiu uma casa localizada próximo ao Pastel Ideal, no bairro Primavera, em Arapiraca, e furtou alguns pacotes de fraldas e uma caixinha de som da marca JBL. Após o crime, o suspeito fugiu do local. Suas ações foram registradas por câmeras de videomonitoramento.

Uma guarnição de Força Tarefa do 3° Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada e se dirigiu à residência furtada. A vítima contou o que havia acontecido e foi orientada pelos militares a procurar a Central de Polícia, para registrar um boletim de ocorrência.

Os agentes ainda realizaram rondas na região, mas o suspeito não foi encontrado.

Guilherme Derrite | Foto: Gabriel Silva/Ato Press/Estadão Conteúdo

De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PL), o furto de 21 metralhadoras do Arsenal da Base Militar de Barueri (SP) pode ter consequências graves, uma vez que 13 das armas têm capacidade para derrubar um avião. Derrite ainda disse que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) se esforçará para auxiliar nas buscas pelo armamento.

“Nós, da segurança de São Paulo, não vamos medir esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas que isso pode gerar a favor do crime e contra segurança da população”, afirmou o secretário.

Além das 13 metralhadoras antiaéreas, as armas subtraídas incluem oito metralhadoras de calibre 7.62. Segundo o Comando Militar do Sudeste, as armas eram inservíveis, estando em processo de manutenção no setor responsável por iniciar o processo de destruição de armamentos que não podem mais ser reparados.

A descoberta do furto ocorreu durante uma inspeção realizada no Arsenal.

Exército investiga o caso

Oficialmente, nenhum boletim de ocorrência (BO) foi registrado pelo Exército, que tem conduzido uma investigação interna para apurar o caso. Ao todo, cerca de 480 militares estão aquartelados em Barueri, para prestar depoimentos sobre o ocorrido.

Apesar de nenhum BO ter sido registrado, a Polícia Civil (PC) e a Polícia Militar (PM) estão realizando buscas para encontrar o armamento e os responsáveis pelo crime.

Metralhadoras calibre .50, como a que aparecem na foto acima já foram apreendidas antes pela polícia. Arma costuma ser usada por quadrilhas de criminosos em ataques a caixas eletrônicos — Foto: reprodução/TV Globo

 

furto das 21 metralhadoras de um quartel em Barueri, na Grande São Paulo, nesta semana, já é o maior desvio de armas registrado pelo Exército brasileiro desde 2009, quando o Instituto Sou da Paz começou a fazer esse tipo de levantamento. Treze das armas levadas têm poder de fogo para derrubar aeronaves.

Após o desparecimento das 13 metralhadoras calibre .50 e outras 8 metralhadoras calibre 7,62 , confirmado numa vistoria na última terça-feira (10), cerca de 480 militares do Arsenal de Guerra em Barueri foram obrigados por seus superiores hierárquicos a ficarem 'aquartelados'.

A corporação não trata a medida como uma prisão, mas do lado de fora, familiares dos 'aquartelados' ouvidos neste sábado (14) pela reportagem reclamaram que não têm notícias dos militares. Até a última atualização desta reportagem nenhum suspeito pelo sumiço do armamento foi identificado ou detido. E nenhuma das armas havia sido recuperada.
O Sou da Paz é uma entidade sem fins lucrativos que faz análises entre armas e segurança pública. De acordo com a ONG, antes do sumiço das metralhadoras em Barueri, o maior registro de desvio de armas dentro de um quartel até então tinha ocorrido há 14 anos no batalhão do Exército em Caçapava, no interior paulista.

O que diz o Exército

Apesar de ter confirmado o furto das 21 armas em Barueri, o Exército alegou que elas são "inservíveis", ou seja: não funcionavam, e passariam por manutenção. Além disso, a corporação informou que irá apurar internamente o que ocorreu por meio de um inquérito policial militar.

O desparecimento das armas ocorreu na mesma semana que o comandante do Exército no Brasil. general Tomás Ribeiro Paiva, visitou quartéis do estado de São Paulo. Ele não esteve em Barueri, onde ocorreu o furto das metralhadoras.

Fontes da reportagem avaliam se o sumiço do armamento ocorreu por alguma falha da segurança do Arsenal de Guerra ou se tem algum militar envolvido no furto.

Veja abaixo a íntegra da nota do Comando Militar do Sudeste (CMSE) sobre o caso do furto do armamento em Barueri:

"O Comando Militar do Sudeste informa que, no dia 10 de outubro de 2023, em uma inspeção do Arsenal de Guerra de São Paulo, foi verificada uma discrepância no controle de 13(treze) metralhadoras calibre.50 e 8 (oito) de calibre 7,62, armamentos inservíveis que foram recolhidos para manutenção. Imediatamente, foram tomadas todas as providências administrativas com o objetivo de apurar as circunstâncias do fato, sendo instaurado um Inquérito Policial Militar.

Toda tropa está aquartelada de prontidão (cerca de 480 militares), conforme previsões legais, para poder contribuir para as ações necessárias no curso da investigação. Os militares estão sendo ouvidos para que possamos identificar dados relevantes para a investigação.

Os armamentos são inservíveis e estavam no Arsenal que é uma unidade técnica de manutenção, responsável também para iniciar o processo desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada".

O que diz a Segurança Pública

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado internamente pelo Exército e que as polícias auxiliam na procura das armas.

Veja abaixo o que a pasta comentou:

"A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lamenta o furto das 13 armas antiaéreas (metralhadoras calibre .50) da Organização Militar do Exército Brasileiro, localizada em Barueri, Grande São Paulo e informa que, até o momento, a Polícia Civil não foi procurada para registro da ocorrência.

Tendo em vista o evidente risco de desdobramentos para a segurança da população, as polícias Civil e Militar empreendem massivos esforços no sentido da localização do material subtraído e da identificação e prisão dos autores do crime."

g1 também pediu posicionamento ao Ministério da Defesa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Imagem: ilustração

Na manhã da última quinta-feira (12), uma mulher teve o celular furtado e insinuou que os membros do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), do 10° Batalhão de Polícia Militar (BPM), cometeram o crime, no Conj. Brisa do Lago, em Arapiraca. Os militares foram até a casa da vítima para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas não encontraram o suspeito.

De acordo com o registro do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), as guarnições do Pelopes chegaram a casa e precisaram entrar no local quebrando o cadeado do portão com um alicate. Na residência, foi verificado que não havia ninguém e que o suspeito havia saído pouco antes da chegada das equipes policiais.

Minutos depois, a proprietária da casa e seu filho chegaram. Os militares solicitaram o documento pessoal da mulher e ela, ao entrar em um dos quartos, disse que o seu celular havia desaparecido. Os agentes fizeram uma varredura na área, para identificar se havia alguém, mas não revistaram minuciosamente os cômodos. Posteriormente, a mulher explicou que deixou o aparelho em uma gaveta do guarda-roupa e insinuou que os policiais haviam cometido o furto.

A mulher foi levada para a Delegacia Regional de Polícia (DRP) da cidade, onde foi registrado um boletim de ocorrência por furto. Os policiais não foram citados no procedimento.

Agentes da PRF e do Canil do 3° BPM | Foto: 3° BPM

Por volta das 15h50 de hoje (9), membros do Canil do 3° Batalhão de Polícia Militar (BPM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), abordaram um veículo com queixa de furto ou roubo, no quilômetro 205 da BR-101, em São Sebastião. O condutor teve um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado em seu desfavor.

Segundo informações da polícia, os policiais abordaram o veículo, um Renault Sandero de cor cinza, com placa OYV2C76, conduzido por um homem de 38 anos, e verificaram a existência da queixa. O motorista alegou que o carro é da empresa para a qual trabalha e que não sabia detalhes da regularização dele.

O homem e o carro foram levados para o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo, onde foi registrado um TCO por receptação culposa.

Foto: ilustração

Dois homens foram capturados por policiais militares após serem flagrados em posse de uma substância análoga à cocaína e com um veículo furtado. O caso foi registrado por volta das 11h50 de ontem (8), nas imediações da Praça da Independência, no Centro de Palmeira dos Índios.

De acordo com o registro do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), uma guarnição da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) avistou os suspeitos em uma motocicleta, andando na contramão da rua. Ao abordar os indivíduos, os militares encontraram o entorpecente. Populares da área também informaram que a moto havia sido furtada momentos antes.

Os policiais seguiram até o local onde a moto tinha sido furtada e o seu proprietário confirmou o crime, dizendo que o veículo estava na frente de sua casa quando os suspeitos o subtraíram.

Os indivíduos foram levados para a Central de Polícia de Arapiraca, para a realização dos procedimentos cabíveis.

Carnes furtadas | Foto: PCAL

No último domingo (24), um espanhol de 50 anos foi preso em flagrante por furtar quatro cortes de carne nobre de churrasco, com valor estimado em R$ 300, de um supermercado localizado na Ponta Verde, em Maceió. De acordo com as informações policiais, o suspeito alegou estar em Maceió há oito dias e disse estar em situação de rua.

Um segurança do supermercado foi o responsável por abordar o espanhol na saída do estabelecimento. O furto também foi comprovado através de registros fotográficos.

A Polícia Militar (PM) levou o homem até a Central de Flagrantes, onde ele foi autuado pelo Delegado Rodrigo Sarmento. O caso será apurado pelo 2° Distrito Policial da Pajuçara (2° DP).

Imagem: reprodução

Por volta das 15h de ontem (22), uma moto Honda CG 150 Titan, de placa PEK 7H60, foi furtada ao lado da Maternidade Santa Olímpia, no bairro São Cristóvão, em Palmeira dos Índios. O suspeito teria conversado com a vítima e, segundo informações, chegou a pedir a moto emprestada, tendo o pedido negado. O dono da motocicleta saiu para resolver problemas pessoais e, ao retornar, não encontrou o veículo.

Toda a ação foi flagrada por câmeras de videomonitoramento da região. Com as imagens, a Polícia Civil (PC), a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal conseguiram chegar até o autor do crime.

Veja o vídeo do momento do furto logo abaixo.

Foto: ilustração

Na manhã de ontem (6), foi registrado um furto a uma oficina de conserto de joias localizada no bairro Brasília, em Arapiraca. As circunstâncias do ocorrido não foram informadas. Ao todo, R$ 8.500 em produtos foram levados, além de R$ 800 em espécie.

De acordo com o registro do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a vítima informou que, ao abrir o estabelecimento pela manhã, percebeu que o teto estava danificado e que haviam sido subtraídos relógios banhados a ouro e prata, brincos, várias correntes, anéis e pulseiras.

Membros do 3° Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionadas e realizaram rondas nas proximidades, mas não obtiveram êxito em localizar o responsável pelo crime. A vítima foi orientada a ir até a Central de Polícia de Arapiraca para confeccionar um boletim de ocorrência.

Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
COMERCIAL:
(82) 99621-8806
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram