Foto: Reprodução

Vinte e dois 22 operários morreram e outros oito ficaram feridos num incêndio que destruiu uma fábrica de baterias de lítio na Coreia do Sul- na segunda-feira (24). As vítimas eram migrantes chineses.

O incêndio começou depois que as baterias explodiram enquanto os trabalhadores as examinavam e embalavam no segundo andar da fábrica na cidade de Hwaseong, ao sul de Seul.

Entre os mortos, estavam 18 chineses, dois sul-coreanos e um laosiano, informou o oficial local dos bombeiros, Kim Jin-Young, em uma coletiva transmitida pela televisão. Ele mencionou que a nacionalidade de um dos mortos não pôde ser imediatamente verificada.

Nas últimas décadas, muitas pessoas da China, incluindo coreanos étnicos, migraram para a Coreia do Sul em busca de trabalho. Assim como outros migrantes estrangeiros de nações do sudeste asiático, eles frequentemente acabam em fábricas ou em trabalhos fisicamente exigentes e mal pagos, evitados pelos sul-coreanos mais abastados.

Porta-aviões Theodore Roosevelt | Foto: Song Kyung-Seok/Pool via Reuters

Neste sábado (22), um porta-aviões americano com propulsão nuclear chegou à cidade sul-coreana de Busan. O “Theodore Roosevelt”, como é chamada a embarcação, deve participar de exercícios militares em conjunto ao Japão e à Coreia do Sul, segundo as autoridades da Marinha americana.

As atividades realizadas envolverão exercícios de guerra marítimos, anti-submarinos e de defesa aérea. “A intenção é melhorar a interoperabilidade entre nossas Marinhas e garantir que estejamos prontos para responder a qualquer crise ou contingência”, disse o contra-almirante americano Christopher Alexander, comandante do Carrier Strike Group Nine.

O Theodore Roosevelt servirá como o navio de comando dos exercícios.

Em agosto de 2023, os líderes dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão concordaram em realizar treinamentos militares anuais, visando projetar unidade diante do poder cada vez maior da China e de ameaças nucleares da Coreia do Norte.

Um membro da Guarda Costeira da Coreia do Sul patrulha uma praia em Gangneung em janeiro deste ano — Foto: YONHAP/AFP

Os militares da Coreia do Sul confirmaram nesta sexta-feira (21) que dispararam tiros de advertência depois que soldados norte-coreanos cruzaram brevemente a fronteira fortemente fortificada, na terceira incursão até agora neste mês. O Norte, com armas nucleares, tem reforçado a fronteira nos últimos meses, criando estradas táticas e colocando mais minas terrestres, resultando em "vítimas" entre as suas tropas devido a explosões acidentais, segundo Seul.

“Vários soldados norte-coreanos que trabalhavam dentro da DMZ, na linha de frente central, cruzaram a Linha de Demarcação Militar. Após transmissões de alerta e disparos de alerta de nossos militares, os soldados norte-coreanos recuaram em direção ao norte”, declarou o Estado-Maior Conjunto, acrescentando que o incidente ocorreu na quinta-feira por volta das 11h, horário local (23h em Brasília).

Incidentes semelhantes ocorreram em 9 de junho e na terça-feira desta semana, e os militares de Seul disseram que ambos os ataques pareciam acidentais. As relações entre as duas Coreias estão em um dos momentos mais difíceis dos últimos anos.

O líder do secreto país comunista asiático, Kim Jong Un, recebeu esta semana o líder russo, Vladimir Putin, e assinou um acordo de defesa mútua que irritou Seul. O Sul, um grande exportador de armas, disse em resposta que irá “reconsiderar” uma política de longa data que o impediu de fornecer armas diretamente à Ucrânia.

Balões enviados da Coreia do Norte carregando lixo até a Coreia do Sul- Imagem: Yonhap News Television/ Ministério de Defesa da Coreia do Sul

Ativistas sul-coreanos enviaram balões carregando K-pop e K-dramas em pen drives para seu vizinho do norte nesta quinta-feira (6), dias depois de balões norte-coreanos de lixo e “sujeira” flutuarem na direção oposta.

O grupo ativista Lutadores por uma Coreia do Norte Livre (FFNK) lançou os balões gigantes nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira ( horário local), com vídeos mostrando-os flutuando, alguns arrastando cartazes gigantes visíveis de longe, enquanto outros carregavam pacotes plásticos menores.

Dentro dos pacotes havia 200 mil folhetos condenando o líder norte-coreano Kim Jong-Un, 5 mil pendrives contendo vídeos musicais e programas de televisão sul-coreanos e 2 mil notas de um dólar, segundo a FFNK.

O líder da FFNK, Park Sang-hak, um desertor norte-coreano que fugiu para o Sul anos atrás, descreveu os materiais que enviaram como “cartas de verdade e liberdade”.

Resposta

Em maio, a Coreia do Norte respondeu enviando os seus próprios balões gigantes para o sul – contendo lixo, terra, pedaços de papel e plástico, e o que as autoridades sul-coreanas descreveram como “sujeira”.

Pyongyang afirmou ter enviado um total de 3.500 balões transportando 15 toneladas de lixo para o seu vizinho, segundo a mídia estatal KCNA, citando o vice-ministro da Defesa da Coreia do Norte, Kim Kang Il.

Os incidentes pioraram as relações tensas entre os dois países.

Coreia do Sul com lixo espalhado nas ruas, enviado supostamente pela Coreia do Norte — Foto: Ministério da Defesa da Coreia do Sul/AFP

A Coreia do Norte voltou a enviar balões cheios de lixo para a Coreia do Sul no sábado (1º), disse o Exército sul-coreano, um dia depois de Seul ter avisado que tomaria medidas.

Nesta semana, o país afirmou ter enviado cerca de 260 balões com sacos de lixo - que incluíam baterias usadas, pontas de cigarro e fezes.

As autoridades de Seul descreveram a ação como "baixa" e o Ministério da Unificação da Coreia do Sul alertou que o governo tomaria medidas se Pyongyang não parasse com as suas provocações "irracionais".

A Coreia do Norte está "mais uma vez enviando balões que transportam destroços em direção ao Sul", disse o remetente em uma mensagem aos repórteres. Também aconselhou as pessoas a não tocarem nos balões caso os vissem e a avisarem as autoridades.

As autoridades da cidade de Seul também enviaram um comunicado aos moradores neste sábado, alertando sobre um "objeto não identificado que se acredita serem folhetos de propaganda norte-coreanos".

Esta semana, a Coreia do Norte disse que estes "presentes sinceros" são uma retaliação aos balões que o Sul envia com propaganda contra o líder norte-coreano Kim Jong Un.

Esses balões são geralmente lançados por ativistas sul-coreanos.

O ministro da Defesa sul-coreano, Shin Won-sik, disse que enviar balões com lixo é um "comportamento inimaginavelmente mesquinho" e que considera os balões enviados ao Norte por ativistas como "ajuda humanitária".

Kim Jong-un | Foto: Reuters

Nesta segunda-feira (27), a Coreia do Norte fracassou em sua tentativa de colocar um satélite de reconhecimento militar em órbita. O foguete recém-desenvolvido explodiu durante o voo. Segundo uma análise inicial, a causa do ocorrido está relacionada a um motor de foguete de combustível líquido desenvolvido recentemente.

O lançamento foi feito em direção ao sul. Caso tivesse obtido êxito, o governo norte-coreano teria dois satélites espiões em órbita. O primeiro foi lançado em novembro de 2023.

Antes do anúncio, feito pelo vice-diretor-geral da Administração Nacional de Tecnologia Aeroespacial da Coreia do Norte , o Japão e o governo sul-coreano já tinham dito que o lançamento parecia ter fracassado.

“Esses lançamentos violam as resoluções relevantes do Conselho de Segurança [da Organização das Nações Unidas] e são um assunto sério, que diz respeito à segurança do nosso povo”, declarou o secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshimasa Hayashi.

Kim Jong-un | Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Na última segunda-feira (20), a Coreia do Sul anunciou que estava bloqueando o acesso a versões da canção “Friendly Father” (Pai Amigável), que exalta o ditador norte-coreano Kim Jong-un como “um grande líder e um pai amigável”. A música é uma propaganda da Coreia do Norte e viralizou no TikTok. Apesar da proibição, algumas versões da música no YouTube ainda estavam disponíveis aos sul-coreanos nesta quarta-feira (22).

Ao todo, a Comissão de Padrões de Comunicações da Coreia decidiu bloquear 29 vídeos da Friendly Father, seguindo um pedido do Serviço Nacional de Inteligência de Seul. A Lei de Segurança Nacional do país bloqueia o acesso a sites e meios de comunicação norte-coreanos, restringindo a exposição ao governo de Kim Jong-un e penalizando comportamentos que promovam a nação vizinha.

“O vídeo é um conteúdo típico ligado à guerra psicológica contra a Coreia do Sul, uma vez que foi publicado num canal operado para se conectar com o mundo exterior e focado principalmente em idolatrar e glorificar unilateralmente Kim”, explicou o órgão regulador de Seul.

Apesar disso, a acadêmica da Universidade de Cambridge, Alexandra Leonzini, que conduz pesquisas sobre a música norte-coreana, considera que o sucesso da música não é a Geração Z declarando um súbito apoio ao governo vizinho. “Eles estão rindo do regime e não com o regime”, declarou.

Nova estratégia?

A professora visitante de estudos da Coreia do Norte na Universidade Dongguk, Ha Seung-hee, notou que antes os videoclipes de propaganda da Coreia do Norte mostravam a natureza e algum cenário, mas agora isso mudou. “A Coreia do Norte não pretendia, mas, quer tenha sido o algoritmo ou qualquer outra coisa, o vídeo chamou a atenção. E assim que Pyongyang descobrir que é eficaz, poderá criar novos conteúdos através deste método”, afirmou.

No vídeo da música viral, os norte-coreanos aparecem cantando a canção com entusiasmo, afirmando que seu ditador cuida deles “com carinho”. Ela foi lançada em abril, durante um concerto noturno que marcou a conclusão de um projeto habitacional da capital Pyongyang, segundo a Agência Central de Notícias Coreana.

Mais de 90% das canções da Coreia do Norte são sobre idolatrar Kim.

Kim Jong-Un não hesitaria em 'aniquilar' vizinho do Sul, diz agência estatal da Coreia do Norte — Foto: KCNA via KNS / AFP

A agência de inteligência da Coreia do Sul disse nesta sexta-feira (3) que Pyongyang planeja ataques "terroristas" contra seus funcionários e cidadãos no exterior, um dia depois de o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul ter aumentado o nível de alerta em cinco missões diplomáticas.

O Serviço Nacional de Inteligência confirmou ter “detectado numerosos indícios de que a Coreia do Norte está preparando ataques terroristas” contra seu pessoal diplomático e seus cidadãos “em vários países, como a China, ou no Sudeste Asiático e no Oriente Médio”.

“A Coreia do Norte enviou agentes para esses países para expandir a vigilância das embaixadas sul-coreanas e também realiza atividades específicas, como a busca de cidadãos sul-coreanos como possíveis alvos terroristas”, acrescentou.

Na quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano aumentou o nível de alerta terrorista em cinco missões diplomáticas: as embaixadas no Camboja, Laos e Vietnam, além dos consulados em Vladivostok, na Rússia; e Shenyang, na China. Nesses cinco locais, tanto Seul como Pyongyang têm embaixadas ou consulados.

A Coreia do Norte mantém relações diplomáticas com mais de 150 países, segundo o Ministério da Unificação do Sul, mas o número de missões estrangeiras operacionais foi reduzido desde a década de 1990, devido a limitações financeiras.

No ano passado, Pyongyang fechou várias missões diplomáticas em locais como Angola, Uganda, Espanha e Hong Kong, uma decisão que Seul atribuiu à má situação econômica do seu vizinho.

Médicos sul-coreanos realizam manifestação em massa contra a política médica do governo                           Reuters

 

Mais de 30.000 manifestantes, disseram os organizadores, reuniram-se em Seul neste domingo (3) para organizar uma manifestação em massa e protestar contra um plano do governo para aumentar as admissões nas escolas de medicina.

O governo sul-coreano planeja aumentar as admissões em escolas de medicina em 2.000 a partir de 2025 para remediar o que considera ser uma escassez de médicos numa das sociedades que envelhecem mais rapidamente do mundo.

Milhares de jovens médicos pararam de trabalhar nos principais hospitais este mês, sobrecarregando os departamentos de emergência. As autoridades aumentaram a pressão para encerrar a paralisação, com a polícia sul-coreana lançando uma operação contra funcionários da Associação Médica Coreana.

O governo havia dado a quinta-feira (29) como prazo para os médicos retornarem ou enfrentariam penalidades, mas dados do Ministério da Saúde mostraram que mais de dois terços dos médicos estagiários, ou quase 9.000, ignoraram o chamado para retornar ao trabalho.

Cachorro preso | Foto: reprodução

Hoje (9), o parlamento da Coreia do Sul aprovou um projeto de lei que proíbe a distribuição e venda de alimentos que tenham sido elaborados ou processados com ingredientes caninos. Com isso, o PL visa acabar com a criação e o abate de cães para consumo, prática que era tradicional em alguns países asiáticos.

O projeto de lei foi apoiado de maneira bipartidária em todo o quadro político sul-coreano, e foi respaldado inclusive pela primeira-dama Kim Keon Hee, que é dona de vários cachorros e visitou uma organização de proteção animal durante uma visita à Holanda, em dezembro de 2023. Agora, a decisão final de aprovação está nas mãos do presidente Yoon Suk Yeol.

Se aprovado pelo presidente, qualquer pessoa que abater um cachorro para comer pode ser punida com até três anos de prisão ou com uma multa de até 30 milhões de won coreanos, que equivalem a cerca de R$ 112 mil.

Aqueles que consumirem a carne não estarão sujeitos a punição, mas quem criar cães para comer ou que, de maneira consciente, adquira, transporte, armazene ou venda alimentos feitos com cães, pode receber uma multa e até ser preso.

Atualmente, a Coreia do Sul tem, aproximadamente, 1.100 fazendas de cachorros operando para fins alimentares. Cerca de meio milhão de cães são criados nesses locais, segundo o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país.

Com a aprovação do PL, os proprietários dessas fazendas, assim como os donos de restaurante de carne de cachorro e outros trabalhadores do mesmo ramo terão um período de três anos para fechar ou mudar de negócio. Para que isso ocorra, os governos locais serão obrigados a apoiar a transição “estável” para outros negócios.

Estatísticas

Houve uma diminuição no número de sul-coreanos que consomem carne de cachorro. Em 2022, uma pesquisa feita pela Gallup Coreia mostrou que 64% dos entrevistados eram contra o consumo desse tipo de alimento. Naquele mesmo ano, apenas 8% das pessoas entrevistadas comeram carne de cachorro, enquanto em 2015 foram 27%.

Entre os anos de 2005 e 2014, o número de restaurantes sul-coreanos na capital Seul caiu 40%, em decorrência da diminuição da procura. Em paralelo a isso, a adoção de cães como animais de estimação cresceu.

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