Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira (17), os dois suspeitos de planejar o sequestro do senador Sergio Moro foram encontrados mortos no banheiro e no pátio da penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Janeferson Aparecido Mariano, o Nefo, e Reginaldo Oliveira Souza, o Rê, eram réus na operação Sequaz, que investiga um plano para sequestrar Moro e outras autoridades.

A suspeita é de que os responsáveis pelas mortes, que se entregaram após os assassinatos, tenham ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os homicídios ocorreram depois da liberação dos presos para o banho de sol.

Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o PCC tinha olheiros pra monitorar a casa do ex-juiz, além de sua mulher,  deputada federal Rosângela Moro (União Brasil/SP) e seus filhos. Quando foi ministro da Justiça, Moro foi o responsável pela transferência de líderes da facção para penitenciárias federais.

Pelo menos 10 criminosos se revezavam no monitoramento à família Moro.

Forças de inteligência apuravam ameaças contra o senador desde janeiro do ano passado. Aliados do político informaram que as ameaças ocorriam desde que ele passou a integrar o Senado.