O Brasil se aproxima de um daqueles momentos em que a história parece colocar uma nação diante do próprio espelho.
No próximo dia 25 de outubro, milhões de brasileiros retornarão às urnas para decidir quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.
De um lado, o atual presidente, que busca a renovação de seu mandato. Do outro, um candidato que apresenta um projeto alternativo de governo, acompanhado por um vice-presidente oriundo de Alagoas, a histórica Terra dos Marechais.
Eis uma coincidência que merece reflexão!
Alagoas, que deu ao Brasil o Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República e primeiro presidente do país, volta a participar diretamente de uma disputa pela condução dos destinos nacionais.
Mas a história não se escreve apenas com nomes, cargos ou sobrenomes. Escreve-se, sobretudo, com atitudes, princípios e responsabilidades.
O que está em julgamento político não é apenas a continuidade ou a mudança de um governo. É a confiança do cidadão na República que o representa.
O Executivo precisa compreender os limites do poder. O Legislativo precisa honrar sua missão de representar e fiscalizar. O Judiciário precisa assegurar independência, imparcialidade e respeito à Constituição.
Nenhum dos Três Poderes está acima da lei. Nenhum governante é maior que a República. Nenhuma autoridade pode confundir o exercício de uma função pública com a propriedade das instituições.
A corrupção precisa ser enfrentada sem seletividade, com provas, investigação, justiça e responsabilização. A transparência não pode ser apenas discurso de campanha. E a ética não pode mudar conforme a conveniência de quem governa ou de quem faz oposição.
Porque a honestidade não tem partido. A justiça não tem dono. E a liberdade não pode ter lado.
O Brasil precisa reencontrar aquilo que deveria ser permanente na vida pública, a dignidade humana, o respeito à família, o amor à pátria, a valorização da vida e a liberdade de pensamento, expressão e crença.
Para milhões de brasileiros, a fé em um Deus Onisciente, Onipotente e Onipresente é fundamento espiritual de sua existência. Para uma República democrática, respeitar essa fé significa também garantir a liberdade daqueles que professam outras crenças ou não seguem uma religião.
A grandeza de uma nação não está em fazer todos pensarem da mesma maneira, mas em assegurar que todos possam viver com dignidade, direitos e respeito.
O Brasil não precisa de salvadores da pátria. Precisa de instituições que funcionem, leis que sejam cumpridas e governantes que prestem contas ao povo.
O voto não é um cheque em branco. É uma delegação temporária de poder, acompanhada do direito permanente de cobrar, fiscalizar e discordar.
E quando as urnas forem fechadas, haverá um vencedor e um derrotado. Mas não poderá haver brasileiros de primeira e segunda categoria.
Quem vencer terá o dever de governar para todos. Quem perder continuará fazendo parte da democracia. E o povo permanecerá como verdadeiro titular da soberania nacional.
SE LIGA AÍ, ALAGOAS!
SE LIGA AÍ, BRASIL!
A Terra dos Marechais conhece o peso da história. E o Brasil precisa compreender o peso de suas escolhas.
A República não pertence à direita nem à esquerda. Não pertence ao presidente, ao Congresso ou aos tribunais. Pertence ao povo brasileiro!
Presidentes passam. Mandatos terminam. Ideologias disputam espaço. Governos entram e saem.
Mas a Constituição, a democracia, a dignidade e a liberdade precisam permanecer.
Porque o maior patrimônio de uma nação não é o poder de seus governantes, mas a liberdade de seu povo!
Por: Helvio Peixoto.


