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Bolsonaro diz que safra brasileira chegará a 300 milhões de toneladas

Bolsonaro diz que safra brasileira chegará a 300 milhões de toneladas

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem, segunda-feira (28), que a expectativa do governo é de que a safra 2021/2022 ultrapasse a marca de 300 milhões de toneladas, o que confirmará ao país “a vocação incontornável” de ser o celeiro do mundo. Segundo o presidente, essa posição se deve a um sistema de financiamento moderno e sofisticado que tem à frente o Banco do Brasil.

A afirmação foi feita durante o anúncio do BB, que disponibilizará R$ 135 bilhões em créditos para a safra 2021/2022. O valor é 17% superior ao volume aplicado na safra anterior.

“A agricultura brasileira não parou durante a pandemia. Produziu mais ainda, pela vontade e pela coragem do nosso homem do campo. O campo, ao não parar, garantiu cada vez mais não só nossa segurança alimentar, mas a alimentação para mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo”, disse o presidente.

Corroborando da expectativa da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, Bolsonaro disse que seu governo está correndo atrás do desafio de ampliar para 300 milhões de toneladas a safra de grãos, desafio ainda mais surpreendente levando em conta o fato de tratar-se de um recorde a ser batido em meio a um cenário de pandemia.

“A pandemia demonstrou para o mundo a vocação brasileira, de ser o celeiro para alimentar a população mundial. Essa vocação é incontornável, e é inegável que a sustentação disso foi o Banco do Brasil”, disse. “Isso foi possível com modernização e sofisticação e para o financiamento [do setor]”, acrescentou.

Os R$ 135 bilhões em financiamentos a serem disponibilizados pelo banco terão juros que variarão de 3% a 4,5% ao ano para pequenos produtores rurais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para os médios produtores rurais vinculados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as taxas de juros praticadas com custeio serão de 5,5% ao ano, e para os grandes produtores, a taxa será de até 7,5% ao ano.


Projeto experimental colhe safra de uva no Sertão de Alagoas

Projeto do IFAL colhe primeira safra de uva no Sertão de Alagoas — Foto: Reprodução Gazeta Rural

Professores e estudantes do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) em Piranhas, comemoram os resultados de um projeto de pesquisa sobre o cultivo de uva no Sertão de Alagoas. Após dois anos de estudos, eles fizeram mais uma colheita da fruta depois de adaptações ao clima seco da região.

A ideia de adaptar a uva para plantio na região surgiu após uma visita técnica em Petrolina, no Vale do São Francisco de Pernambuco, onde a viticultura já é bastante praticada.

“Ao visitar o perímetro irrigado nós ficamos vislumbrados e maravilhados com a viticultura daquela região. E o nosso clima é um clima bem parecido, o clima semiárido, semelhante ao clima lá da região de Petrolina. Então nós resolvemos trazer algumas variedades e testar a adaptação delas aqui e ver se é possível depois a gente repassar esses resultados para que os produtores interessados também possam propagar a viticultura aqui no estado de Alagoas”, explicou Samuel Silva, coordenador do projeto.

Os pesquisados alagoanos conseguiram desenvolver e adaptar três variedades de uva: a Vitória, que é uma uva escura, de mesa e sem semente; a Itália, uva verde, de mesa e com semente; e a Magna, uma espécie industrial e com cor e sabor característicos.

Através de melhoramento genético, as frutas conseguiram suportar às variações climáticas da região, com temperaturas que vão de 15ºC a 40ºC. Também suportaram a distribuição de chuvas e as pragas, principalmente os fungos. Com isso, as espécies alagoanas apresentaram uma capacidade maior de resistir às altas temperaturas e os altos níveis de insolação, além de serem mais produtivas.

O próximo passo é repassar as informações e os resultados para os agricultores da região para que eles possam cultivar a uva e agregar valor com outros produtos feitos com a fruta, como o licor, por exemplo.


Prefeitura de Palmeira abre inscrições para produtores que desejam plantar milho e feijão

Prefeitura de Palmeira abre inscrições para produtores que desejam plantar milho e feijão – Foto: Assessoria

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, informa que já abriu as inscrições dos produtores rurais que tenham interesse em receber sementes de milho e feijão para o plantio do ano de 2021.

Cada produtor terá direito a até 10 quilos de sementes selecionadas, a depender do tamanho da área onde será feita a plantação.

As inscrições começaram a ser realizadas na sede da Secretaria Municipal de Agricultura na segunda-feira (5) e se estenderá até o dia 12.

“É muito importantes que os agricultores que se interessem em fazer o plantio dessas sementes procurem a nossa Secretaria a partir de segunda-feira e preparem suas terras. O período propício para a plantação de sementes se aproxima, pois já estamos no outono e nos aproximamos do inverno, quando começa a chover mais, e a terra fica pronta para receber as sementes”, explicou o secretário municipal de Agricultura Fabiano Moraes.

O prefeito Júlio Cezar disse que a parceria com o Governo do Estado e outras ações próprias da prefeitura tem aproximado o governo do homem do campo.

“Temos um bom relacionamento com o nosso homem do campo e também nos aproximamos dele por meio do diálogo e das ações que realizamos, como a aragem de terras e das estradas, entregando sementes ou cedendo máquinas. Mas ainda temos muito o que fazer na zona rural, a exemplo da melhoria nas escolas, implantação de cisternas e construção de creches. Estamos vivendo uma época de pandemia que, infelizmente, tem desacelerado algumas ações. Mas vamos fazer tudo para continuar ajudando o homem do campo, pois é ele quem leva o alimento às nossas mesas”, disse o prefeito Júlio Cezar.


Embrapa: Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos

Embrapa: Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos

Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A informação está em levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

“Olhando os dados dos últimos 20 anos (2000 a 2020), a produção brasileira de grãos cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%, O Brasil é o quarto produtor mundial, mas o segundo exportador de grãos, basicamente de soja e milho”, disse à Agência Brasil o pesquisador Científico e Gerente de Inteligência da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, Elisio Contini.

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas. “Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse.

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou.

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão.

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite.

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse.

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”.

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas.

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária.

“Falta-nos melhoria na infra-estrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.


Superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas visita Palmeira dos Índios

Foto: Assessoria

A Prefeitura de Palmeira dos Índio, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, recebeu nesta terça-feira (29) a visita técnica do superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas, Jader Oliveira, que veio conhecer de perto as potencialidades e a produção agrícola da região. O encontro foi acompanhado pelo secretário municipal de Agricultura Fabiano Moraes, pelo presidente da Emater em Alagoas Adalberon Sá Júnior, agricultores e líderes comunitários.

Eles visitaram a Casa do Agricultor, a Barragem do Bálsamos e as comunidades de Serra do Amaro, Velha Ana, Travessada e Caraíbas Tortas.

“O Superintendente ficou impressionado com o grande potencial da Serra do Amaro para a produção de hortaliças. Na Barragem do Bálsamo, pedimos apoio para incentivar agricultores a intensificar a produção de peixes em tanques. Já nas comunidades de Velha Ana, Travessada e Caraíbas Tortas, que possuem uma grande vocação para a produção de frutas, Jader Oliveira ficou muito entusiasmado com a diversidade e a capacidade de produção da nossa região”, explicou o secretário municipal de Agricultura Fabiano Moraes.

O superintendente Jader Oliveira disse que é muito importante estreitar os laços com Palmeira dos Índios.

“Palmeira é um município muito importante para Alagoas e tenho sempre contato com o a prefeitura e a Secretaria Municipal de Agricultura, que nos procuram para falar da necessidades e das potencialidades da região. O município está instalando o Serviço de Inspeção Municipal, o SIM, que é muito importante para a comercialização da agricultura familiar. Vamos tentar buscar sempre o melhor para Alagoas e Palmeira dos Índios também. Estamos trabalhando para isso”, afirmou o Superintendente do Ministério da Agricultura em Alagoas Jader Oliveira.

Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

 


Bolsonaro defende agricultura em discurso ao G20

Bolsonaro defende agricultura em discurso ao G20

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a agricultura nacional em seu discurso hoje (22), no segundo dia de debates da cúpula do G20. Ele disse que a conservação ambiental deve ser combinada com prosperidade econômica e social.

Bolsonaro afirmou que o Brasil se tornou um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, o que seria resultado de inovações e de ganhos de produtividade decorrentes das melhorias do processo produtivo no setor.

“Hoje, nosso país exporta volume imenso de produtos agrícolas e da pecuária, sustentáveis e de qualidade. Alimentamos quase 1,5 bilhão de pessoas de pessoas e garantimos a segurança alimentar de diversos países.”

O presidente disse ainda que o desenvolvimento sustentável passa pelas ações com 4 Rs: reduzir, reutilizar, reciclar e remover. “Entendemos que esforço deve ser concentrado no primeiro “R”, que é a redução das emissões de carbono. No cenário mundial, somos responsáveis por menos de 3% da emissão de carbono, mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo”, acrescentou.

O presidente destacou que tem aberto a economia brasileira a agentes estrangeiros com o objetivo de integrar o país aos fluxos mundiais de comércio e investimentos. Ele citou como exemplo o esforço para o fechamento do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, além de acordos com países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Canadá.


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