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Congo: mortes por Ebola ultrapassam 2 mil

Rádio Sampaio com SBT News
Publicado 11/08/2026

Mulher congolesa em frente a casa de homem que morreu de ebola na província de Ituri | REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

 

O governo da República Democrática do Congo comunicou nesta terça-feira (11) que a quantidade de mortes por Ebola no país subiu para 2.011 e o número de casos confirmados chegou a 4.381. Os dados foram divulgados pelo instituto congolês de saúde pública.

O surto atual é o décimo sétimo que atinge o território desde que o vírus ebola foi descoberto, em 1971. Ele é causado pela cepa Bundibugyo. Ainda não existem vacinas nem tratamentos aprovados para essa variante, o que dificulta o trabalho das equipes de saúde que tentam auxiliar a população afetada.

🔎 O Ebola é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pelo vírus de mesmo nome. Entre os sintomas estão febre alta, dores de cabeça, musculares, de garganta, vômitos e diarreia. Ele é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.

A epidemia no Congo é a segunda maior já registrada em toda a história, ficando atrás apenas do surto que atingiu a África Ocidental de 2014 a 2016. Na ocasião, os casos começaram na Guiné e se espalharam rapidamente para Libéria e Serra Leoa, com mais de 28.600 pessoas infectadas e 11.325 mortes.

No entanto, a epidemia atual está se propagando mais rapidamente. Ela ultrapassou 2 mil mortes menos de três meses após o surto ter sido declarado oficialmente, em 15 de maio. A epidemia ocorrida entre 2014 e 2016 só chegou a mil mortes cinco meses após seu início.

A escassez de suprimentos médicos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse com tanta rapidez. Outro fator que agrava esse cenário é a guerra entre as Forças Armadas do Congo e o grupo rebelde M23. O conflito assola a região leste do país, inclusive a província de Ituri, que é o epicentro da epidemia.

Os casos chegaram a se propagar pelo país vizinho de Uganda, que registrou 20 infecções e duas mortes. Porém, em 28 de julho, o ministro da saúde declarou que o país estava livre da doença.

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