O Dia Internacional do Café é comemorado nesta quinta-feira (1º), data que destaca uma das bebidas mais consumidas no Brasil. Segundo as informações apresentadas, o café é a segunda bebida mais consumida no país, atrás apenas da água. Entre as curiosidades estão a quantidade de cafeína, os tipos de grãos e as diferenças entre o café especial e o tradicional.

De acordo com a endocrinologista Cíntia Cercato, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o café expresso concentra cerca de três vezes mais cafeína que o coado. Em 125 ml, meia xícara, o coado possui aproximadamente 85 mg de cafeína, enquanto a mesma quantidade de expresso chega a 255 mg.

Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Food and Drug Administration (FDA) e a International Coffee Organization (ICO) apontam que o consumo moderado fica entre 200 e 400 mg de cafeína por dia. Em geral, essa quantidade corresponde a duas a quatro xícaras. No Brasil, uma xícara padrão tem 240 ml, embora as porções possam variar.

O país responde por cerca de um terço da produção mundial de café, seguido por Vietnã e Colômbia. A produção nacional inclui as espécies arábica e canephora. O arábica possui cerca de 1,4% de cafeína, tem sabor mais suave e representa aproximadamente 80% da produção brasileira, enquanto o canephora tem cerca de 2,5% de cafeína.

Outra diferença está na classificação dos produtos. O café especial utiliza sementes de frutos maduros, enquanto o tradicional pode incluir uma mistura com grãos verdes, secos ou que passaram do ponto. Conforme as regras citadas, o café tradicional também pode apresentar até 1% de impurezas, como galhos e cascas provenientes da colheita.

Estados Unidos, Alemanha e Itália aparecem entre os principais compradores do café brasileiro. A história da produção no país remonta a 1727, quando o sargento Francisco de Melo Palheta trouxe as primeiras mudas da Guiana Francesa, a pedido do governo do Maranhão e Grão-Pará.