
Após quatro meses do rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os investigados estão soltos, a multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não foi paga e as apurações continuam. Além disso, os inquéritos criminais ainda não foram concluídos e ainda não há réus nessas investigações.
O desastre aconteceu no dia 25 de janeiro. De acordo com último balanço da Defesa Civil, 242 mortes foram confirmadas. Outras 28 pessoas continuam desaparecidas.
Treze funcionários da mineradora e da empresa TÜV SÜD, que atestou a segurança da estrutura, estão sob investigação. Eles já estiveram presos duas vezes. Da última vez, foram liberados entre a noite do dia 15 de março e a madrugada do dia 16, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder favoravelmente um habeas corpus que considerou as prisões desnecessárias.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito criminal já permite apontar a hipótese de homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de cometer o crime. Agora, resta apurar a participação de cada um dos considerados envolvidos na tragédia.
O G1 pediu posicionamento à Vale sobre investigações, ações na Justiça, prisões, multas e acordos, mas a empresa disse que não iria comentar.
Os investigados:
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Alexandre de Paula Campanha – Gerente-executivo da geotecnia corporativa da Vale
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André Jum Yassuda – engenheiro da TÜV SÜD
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Artur Bastos Ribeiro – Gerência de geotecnia
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Cristina Heloiza da Silva Malheiros – Gerência de geotecnia
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Felipe Figueiredo Rocha – Setor de gestão de riscos geotécnicos
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Cesar Augusto Paulino Grandchamp – geólogo da Vale
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Makoto Namba – engenheiro da TÜV SÜD
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Hélio Márcio Lopes de Cerqueira – Setor de gestão de riscos geotécnicos
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Joaquim Pedro de Toledo – Gerente-executivo da geotecnia operacional da Vale
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Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo – Setor de gestão de riscos geométricos
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Renzo Albieri Guimarães Carvalho – Gerência de geotecnia
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Ricardo de Oliveira – gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale
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Rodrigo Artur Gomes Melo – gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale
Fonte: G1 Globo

