A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Bolsa Família poderá passar por mudanças caso o parlamentar seja eleito presidente da República nas eleições de 2026. Segundo ela, a proposta prevê uma regra de transição de dois anos para os beneficiários, com o objetivo de incentivar a entrada no mercado de trabalho formal ou a abertura de negócios próprios.
Em entrevista à CBN Bahia, Marques explicou que, após o período de transição, os beneficiários seriam desligados do programa. Ela também afirmou que haveria a possibilidade de retorno automático ao benefício caso a tentativa de inserção profissional ou de empreendedorismo não desse certo.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, declarou a coordenadora.
Ainda durante a entrevista, Daniella Marques defendeu que o programa funcione como uma proteção social temporária e uma porta de entrada para novas oportunidades. Segundo ela, a intenção é estimular a autonomia financeira das famílias beneficiárias.
O Bolsa Família é uma das principais políticas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O programa foi relançado em março de 2023, no primeiro ano do atual mandato do petista, com mudanças nos critérios e na composição dos benefícios.
Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República com Lula nas eleições de 2026. A proposta apresentada por Daniella Marques integra as discussões sobre a política social de um eventual governo do senador. A implementação das mudanças dependeria da formalização do plano e das medidas necessárias para sua execução.


