Um bebê de 4 meses morreu após ter leite injetado na veia em vez de na sonda de alimentação, segundo a família da vítima. Miguel Ângelo Barbosa estava internado no Hospital Memorial de Goiana, uma unidade de saúde particular localizada na Zona da Mata Norte do estado de Pernambuco.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. O hospital afirmou, em nota, que determinou o afastamento imediato da colaboradora envolvida no caso, também manifestou solidariedade à família de Miguel e afirmou que está à disposição das autoridades.
Miguel Ângelo estava internado desde o dia 11 de outubro no hospital, depois de ser transferido da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Igarassu, onde foi atendido com um quadro de falta de ar.
De acordo com a família, o bebê foi diagnosticado com bronquiolite e, por isso, recebia medicação por um acesso venoso instalado no pescoço, para soro e medicações, e era alimentado com leite por uma sonda gastro-nasal acoplada a uma bomba.
O paciente estava em um quarto individual no hospital e era acompanhado pela sua tia paterna, Meyre Gabriela da Silva, já que a sua mãe estava se recuperando de uma cirurgia de apendicite.
Ao g1, Meyre contou que a profissional de saúde que administrou a alimentação no local errado já tinha feito o procedimento corretamente antes, durante os plantões em que atendeu Miguel. Além disso, os tubos da sonda e do acesso ficavam em lados opostos e tinham cores diferentes.
Conforme o relato da tia, a equipe médica foi acionada e passou mais de uma hora tentando reanimar Miguel Ângelo. Meyre contou que a profissional de saúde que errou a sonda também estava presente, mas, fugiu do local quando percebeu que o bebê não estava respondendo.
De acordo familiares do bebê, os resultados dos testes, que devem apontar a causa da morte, devem sair nos próximos 30 dias.
Por meio de nota, o Hospital Memorial de Goiana lamentou “o evento adverso ocorrido com uma criança e manifesta sua irrestrita solidariedade em relação aos pais e parentes da criança”.
Segundo a família, a unidade de saúde repassou o nome da profissional de saúde para a polícia. O caso está em investigação por meio da 44ª Delegacia Circunscricional de Goiana.


