
Itaú Unibanco anuncia Pix por Aproximação em 100% das maquininhas laranjinhas (Crédito: Divulgação)
O Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, passou por mudanças significativas no acumulado do ano de 2024, e em 2025 já tem datas marcadas para novas alterações. Recentemente o meio de pagamento foi alvo de diversas polêmicas. A primeira mudança deste ano, relativa à fiscalização - com monitoramento de pessoas físicas que fizessem transações acima de R$ 5 mil mensais – durou somente cerca de 10 dias. Após diversos rumores, notícias falsas e receio da população sobre um cerco fechando contra pequenos empresários e MEIs, a mudança foi revogada.
Além disso, no dia 1º de janeiro passou a vigorar uma restrição às instituições participantes. Agora, apenas instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central podem solicitar adesão ao Pix, visando aumentar a supervisão e garantir mais segurança nas transações financeiras. As Instituições com participação anterior a 1º de janeiro de 2025 terão 12 meses (até 31 de dezembro de 2025) para regularizar sua situação junto ao BC.
Para o pagamento ocorrer, o aplicativo do banco ou instituição financeira deve estar atualizado e habilitado para o Pix por Aproximação, e o usuário também precisa ativar a funcionalidade no aplicativo e definir limites de valor para evitar transações acidentais.
Logo após a aproximação do dispositivo da maquininha, a transação será processada após validação de segurança – com o dispositivo podendo exigir uma senha ou reconhecimento facial, por exemplo.
A nova modalidade de pagamento via Pix deve aumentar a concorrência com cartões de crédito e também simplificar o uso por comerciantes que antes precisavam imprimir QR Codes ou usar aplicativos específicos.
Outra mudança que entrará em vigor em fevereiro – no dia 3 do mês em questão – será a implementação dos QRCodes em boletos, permitindo o pagamento instantâneo do documento financeiro.
Basicamente o novo modelo de boleto bancário incluirá um QR Code impresso diretamente no documento, que poderá ser utilizado como alternativa ao código de barras.
O modelo já é adotado por algumas companhias. Em São Paulo, os clientes da Enel podem pagar instantaneamente utilizando o QRCode que está presente nas faturas em questão.
Todavia, quem preferir ainda poderá utilizar o método tradicional, digitando o código de barras ou lendo o mesmo com a câmera do celular.
Como impactos, o Pix deve permitir que empresas tenham maior previsibilidade e controle sobre seu fluxo financeiro.
Para os consumidores, o QRCode torna o pagamento de boletos mais simples e também elimina a possibilidade de erros ao digitar manualmente o código de barras.
A mudança que talvez seja mais aguardada está prevista para o dia 16 de junho, possibilitando então a realização de pagamentos recorrentes via Pix, como contas de serviços públicos, mensalidades escolares, assinaturas de serviços e outras cobranças periódicas.
Vale lembrar que essa modalidade é diferente do Pix Agendado Recorrente, no qual o usuário programa manualmente pagamentos repetitivos, como uma transferência mensal, definindo datas e valores previamente no aplicativo do banco.
No caso do Pix Automático, seria como um débito automático, onde o pagador autoriza previamente que uma empresa ou pessoa realize cobranças em datas específicas. Nessa modalidade, há a possibilidade de definir limites de valor, frequência de pagamentos e período de vigência da autorização.
Ainda assim, o usuário será notificado antes de cada débito, mantendo-o informado sobre as transações futuras, e também será possível revogar a autorização a qualquer momento, interrompendo pagamentos que seriam cobrados futuramente. Inicialmente essa modalidade seria lançada em outubro de 2024, mas foi adiada pelo Banco Central.
Especialistas apontam que o Pix Automático deve substituir o débito automático tradicional – em que usuários autorizam que uma determinada conta ou transação seja feita recorrentemente em sua conta bancária.
Somado a isso, a automatização de pagamentos recorrentes deve contribuir para a redução da inadimplência, garantindo que contas sejam pagas sem demandar intervenção dos consumidores e correntistas.
Essa gama de mudanças, somada à ampla adesão dos brasileiros, deve fazer com que o Pix seja o meio de pagamento mais utilizado no e-commerce até o ano de 2025.
É o que sugere um estudo do Ebanx de meados de setembro de 2024. A expectativa é de que o Pix deve responder por 44% do mercado de pagamentos online do Brasil até o final de 2025, enquanto os cartões de crédito devem ficar com uma fatia de 41%.
