
Esse dado é parte da nova edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta quarta-feira (28), que afere dados sobre conexão à internet nas residências do país. A pesquisa, feita anualmente pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), é uma das principais no país.
Veja outros destaques da pesquisa:
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Nas regiões urbanas, a conexão é um pouco maior do que a média: 74% da população está ligada à internet;
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Pela primeira vez, metade da zona rural brasileira está conectada — 49% da população disse ter acesso à rede em 2018, acima dos 44% de 2017;
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Também pela primeira vez, metade da camada mais pobre do Brasil está oficialmente na internet: 48% da população nas classes D e E, acima de 42% em 2017;
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São 46,5 milhões de domicílios com acesso à internet, 67% do total;
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Entre os usuários da internet, 48% adquiriu ou usou algum tipo de serviço on-line, como aplicativos de carros, serviços de streaming de filmes e música, ou pedido de comida.
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Segundo Winston Oyadomari, coordenador de pesquisas no Cetic, o Brasil tem um crescimento importante nesses indicadores. “Países desenvolvidos na América do Norte e Europa têm uso da internet de 80% pra mais. Países em desenvolvimento, do leste europeu e árabes, ficam em torno de 50% a 60%. Isso coloca o Brasil numa posição intermediária”.
O pesquisador reiterou que a pesquisa do Cetic segue padrões internacionais, mas a comparação para 2018 ainda não pode ser feita totalmente porque os dados globais ainda não foram divulgados.
Para ele, há ainda muita margem para o acesso crescer no país — nos grandes centros e também na região rural. O Brasil ainda fica atrás, em termos de população conectada, de outros países da América do Sul, como Chile, Argentina e Uruguai. “
Dominância do celular

Contando as pessoas que usaram apenas o celular para se conectar, o percentual é de 56%.
O computador, porém, tem diminuído como dispositivo utilizado pelos brasileiros para a conexão. Apenas 43% relatou ter usado um computador para acessar a internet em 2018, queda em relação a 2017, quando a margem era de 51%.
O dispositivo era tido como meio de acesso por 80% em 2014 e sofreu queda gradual desde então. No mesmo período aconteceu o triunfo do celular, que era usado como meio de conexão por 76% em 2014.

