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Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Durante este mês de novembro, 71 cidades brasileiras tiveram o preço do gás de cozinha ultrapassando a maior média nacional do século, que foi de R$ 113,66, registrada entre os dias 10 e 16 de abril do ano passado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o botijão estava custando, em 456 municípios, de 12 a 18 de novembro, entre R$ 114 e R$ 152.

Seis das 10 cidades com preços mais elevados estão na região Norte do país, abastecida de forma parcial pela Refinaria da Amazônia (Ream), que foi privatizada em dezembro do ano passado e tem sido, de acordo com o Observatório Social do Petróleo (OSP), recordista nacional dos combustíveis mais caros. Das seis cidades, três são do Amazonas e três de Rondônia.

Preço mais alto do país

Em Tefé (AM), o botijão superou quase 34% do recorde, com o vasilhame de 13 kg do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) custando R$ 152, o preço mais alto do país. De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, a situação em Tefé é fruto da privatização. “Por isso defendemos a urgência de a Petrobras voltar a ser uma empresa integrada de petróleo, como são todas as grandes petrolíferas mundiais”, afirmou.

O economista Eric Gill Dantas, do OSP, disse que além da privatização, outro fator que impacta o preço elevado do gás no Norte é a maior margem de distribuição e revenda, que são consequências dos custos mais elevados de transporte e logística.

Outras localidades com preços altos

O segundo e o terceiro lugar da lista de cidades onde o gás é mais caro são ocupados por Alta Floresta e Sinop, ambas cidades do Mato Grosso, onde o botijão é vendido por R$ 145 e R$ 138,63.

As cidades de Macaé, Itaguaí e Angra dos Reis, todas do Rio de Janeiro, cobram R$ 123, 121 e 114,84, respectivamente, pelo botijão. Já em São Paulo, Marília é a cidade com o preço mais caro, R$ 114,44, sendo seguida por Itapeva e Guarujá, com R$ 114,16 e R$ 114,09, respectivamente.

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