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Garça torta nas imediações da Lagoa Mundaú | Imagem: reprodução

Na manhã de hoje (11), pescadores denunciaram que o sururu e outros animais da região da Lagoa Mundaú estão morrendo após o rompimento da mina 18, no último domingo (10). Com isso, o sustento de várias famílias que trabalham com o sururu foi prejudicado.

“Acabei de chegar da lagoa. Eles querem crescer, um morre, o outro fica por cima, insistindo, e não tem condições de sobreviver. A gente está vendo que esse sururu não foi morto por causa de molusco que veio da África, mas por causa da Braskem”, disse o pescador Waldemar Waldomiro, conhecido como seu Dida.

Além do sururu, uma garça também foi encontrada morta na área. “Seria bom que o IMA [Instituto do Meio Ambiente] fizesse exame nela, para saber o motivo da morte, mas por aqui a gente nunca viu isso”, disse Waldomiro.

Segundo outros trabalhadores locais, uma mancha branca foi avistada na lagoa depois do colapso da mina. Luciano Teixeira foi um dos que viu a mancha e falou que “o marisco que está nascendo vai se acabar” e que quer uma ajuda de custo para os pescadores. “Há dois anos o pescador está sem sururu na lagoa, trabalhando com outras coisas, mas não estão se mantendo, porque nossa renda é o sururu. A lagoa é a nossa riqueza”, afirmou.

O IMA está coletando material para comparar os dados obtidos antes e depois do colapso, para verificar os níveis de salinidade da água e outros impactos gerados pelo rompimento da mina.

Abaixo, veja os registros feitos pelos pescadores, mostrando os animais mortos.

 

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