


Milhares de pessoas reuniram-se na capital iraniana, Teerã, numa cerimônia em memória do líder político assassinado do Hamas, Ismail Haniveh. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, liderou as orações por Haniyeh hoje, de acordo com a mídia estatal iraniana, e o país anunciou três dias de luto público.
Muitos na multidão foram vistos agitando bandeiras palestinas e iranianas, bem como a bandeira amarela do grupo militante libanês Hezbollah. Haniyeh será enterrado na capital do Catar, Doha, na sexta-feira (2), disse o Hamas.
Temor
Além do impacto imediato nas negociações de um cessar-fogo em Gaza, a morte de Ismail Haniyeh alimentou o temor de uma escalada bélica de consequências imprevisíveis.
O líder supremo, Ali Khamenei, declarou que é dever do Irã vingar a morte do chefe do Hamas e que Israel abriu caminhos para o que chamou de “punição severa”. O governo israelense não se manifestou sobre a morte de Haniyeh. Já o novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o ataque em Teerã vai ter resposta.

Os serviços do funeral do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, de 63 anos, que morreu após a queda de um helicóptero, começaram nesta terça-feira (21). O velório terá duração de três dias e o enterro acontece na quinta-feira (23).
Além do líder iraniano, outras sete pessoas morreram no acidente.
O presidente do Irã Ebrahim Raisi estava no helicóptero que caiu em uma região montanhosa no noroeste do país, neste domingo (19). Após 12 horas de buscas, equipes de resgate localizaram o líder e outras sete pessoas que estavam a bordo. O acidente não teve sobrevivente.
Com a morte de Raisi, o primeiro vice-presidente assumirá os poderes e funções do presidente de maneira interina.
O Irã terá até 50 dias para realizar uma nova eleição, marcada para 28 de junho.
