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Kim Jong-un | Foto: Reuters

Nesta segunda-feira (27), a Coreia do Norte fracassou em sua tentativa de colocar um satélite de reconhecimento militar em órbita. O foguete recém-desenvolvido explodiu durante o voo. Segundo uma análise inicial, a causa do ocorrido está relacionada a um motor de foguete de combustível líquido desenvolvido recentemente.

O lançamento foi feito em direção ao sul. Caso tivesse obtido êxito, o governo norte-coreano teria dois satélites espiões em órbita. O primeiro foi lançado em novembro de 2023.

Antes do anúncio, feito pelo vice-diretor-geral da Administração Nacional de Tecnologia Aeroespacial da Coreia do Norte , o Japão e o governo sul-coreano já tinham dito que o lançamento parecia ter fracassado.

“Esses lançamentos violam as resoluções relevantes do Conselho de Segurança [da Organização das Nações Unidas] e são um assunto sério, que diz respeito à segurança do nosso povo”, declarou o secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshimasa Hayashi.

Foguete da Blue Origin | Foto: reprodução/X

Na manhã do último domingo (19), seis turistas foram lançados na cápsula New Shepard, acoplada ao foguete da Blue Origin, empresa fundada pelo dono da Amazon, Jeff Bezos. O lançamento foi feito das instalações da empresa de Bezos, localizada em uma fazenda particular no oeste do Texas, nos Estados Unidos. O NS-25 é o sétimo voo tripulado da entidade e o primeiro em quase dois anos.

Participaram do lançamento o empresário Mason Angel; o fundador da cervejaria artesanal Brasserie Mont-Blanc, Sylvain Chiron; o engenheiro de software e empresário Kenneth L. Hess; a contadora aposentada Carol Schaller; o aviador Gopi Thotakura; e o capitão aposentado da Força Aérea dos EUA, Ed Dwight.

Tripulantes do foguete da Blue Origin | Foto: divulgação/Blue Origin

Dwight foi selecionado em 1961, pelo então presidente John F. Kennedy, para ser o primeiro candidato negro astronauta do país. Contudo, apesar de ter completado seu treinamento na Escola de Pilotos de Pesquisa Aeroespacial e ter recebido uma recomendação da Força Aérea, ele nunca fez parte do Corpo de Astronautas da Nasa, vindo a se tornar escultor e empresário.

“Achei que realmente não precisava disso na minha vida”, disse Dwight na transmissão ao vivo da Blue Origin depois que a cápsula pousou. “Mas agora preciso disso na minha vida”.

Os turistas voaram a mais de 3.200 km/h, o equivalente a mais de três vezes a velocidade do som. O foguete lançou a cápsula para além da linha Kármán, que fica 100 km acima da linha do mar e é reconhecida como a “linha imaginária” onde acaba a atmosfera terrestre e começa o espaço sideral.

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Nesta quinta-feira (14), em Boca Chica, no estado do Texas, nos Estados Unidos, a SpaceX, empresa de Elon Musk, realizou a terceira tentativa de lançar o foguete Starship. O voo durou quase uma hora, sendo o mais bem-sucedido até então. O objetivo da companhia era coletar dados que contribuam para a missão de levar astronautas à Lua pela Nasa. Se tudo der certo, o veículo também deve permitir que humanos cheguem a Marte.

Durante a tentativa, o foguete conseguiu retornar à atmosfera da Terra após passar alguns minutos em órbita. Contudo, pouco tempo depois de ligar os dispositivos que permitem o pouso, o contato com o Starship foi perdido. O plano inicial era de que o foguete caísse no oceano Índico e fosse recuperado para a realização de outros testes.

O Starship tem 121 metros de altura e nove metros de diâmetro. Ele é considerado o foguete mais poderoso do mundo e, segundo a SpaceX, deverá ser capaz de transportar até 100 pessoas em voos interplanetários.

Módulo Lunar Odysseus, o Odie | Foto: Nasa

Na madrugada de hoje (15), o foguete SpaceX Falcon 9 decolou do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, no estado americano da Flórida. Em seu topo, o foguete leva o módulo lunar Odysseus, apelidado de “Odie”, que deve fazer a primeira aterrissagem na Lua, por uma nave fabricada pelos EUA, em cinco décadas. O objetivo é identificar recursos-chave no ambiente lunar, como a presença de água, antes de levar astronautas novamente no final desta década.

É esperado que o foguete atinja velocidades de até 11 quilômetros por segundo, de acordo com a Intuitive Machines, contratada pela Nasa para desenvolver a espaçonave. O CEO da empresa, Stephen Altemus, disse que o caminho de Odie equivale a “um arremesso de bola rápida de alta energia em direção à Lua”.

Após queimar o combustível, o foguete deixará o módulo lunar voar sozinho pelo espaço. A partir daí, a sonda deve consultar um mapa das estrelas a bordo, para poder se orientar no espaço e direcionar seus painéis solares em direção aos raios do Sol, para carregar suas baterias.

Cerca de 18h depois de ter iniciado o voo, o módulo ligará seu motor e continuará a viagem em direção à superfície da Lua. É esperado que o campo gravitacional do satélite natural da Terra atraia Odie à medida que ele se aproximar.

O pouso, que deve acontecer em uma cratera perto do polo sul da Lua, está programado para ocorrer no dia 22 de fevereiro.

Foto: AFP

Hoje (18), por volta das 10h, a SpaceX, empresa de Elon Musk, realizou o segundo lançamento de teste do foguete Starship. Entretanto, ele acabou explodindo após a separação da nave e do propulsor. Apesar disso, um locutor da companhia disse que o dia foi “incrivelmente bem-sucedido”.

“O que acreditamos neste momento é que o sistema automático de encerramento de voo do segundo andar parece ter sido ativado muito tarde”, explicou um comentarista da SpaceX. O foguete é composto por dois andares, com um deles tendo o propulsor e seus 33 motores, enquanto o outro é formado pela nave.

Inicialmente, o plano era de que o foguete fizesse um retorno quase completo à Terra e pousasse no Oceano Pacífico, na costa do Havaí.

O voo foi acompanhado pela Nasa, que tem outra nave para suas missões para retornar à Lua. “Juntos, a Nasa e a SpaceX levarão novamente a humanidade à Lua, Marte e além”, disse o diretor da Agência Espacial americana, Bill Nelson, no X, antigo Twitter.

Uma versão modificada da Starship servirá como módulo de pouso lunar para transportar astronautas até a Lua, durante a missão Artemis 3, da Nasa, marcada para 2025. Enquanto isso, Musk quer tornar a sua nave “um meio de transporte para qualquer destino no sistema solar”.

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