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Carlos Eduardo, 28 anos, morreu em Portugal- Reprodução SBT News

Incêndios florestais e enchentes estão causando destruição em várias partes da Europa. Em Portugal, sete pessoas já morreram devido aos incêndios. Entre os mortos, o brasileiro Carlos Eduardo, de 28 anos, natural de Recife.

Ele perdeu a vida enquanto tentava salvar máquinas da empresa de gestão florestal onde trabalhava.

O brasileiro morreu na região do Sobreiro, em Albergaria-a-Velha, no entorno de Aveiro. De acordo com o jornal português  "Público", ele havia sido mandado junto a outros colegas de trabalho para tentar recuperar equipamentos pertencentes à empresa, quando foi cercado pelas chamas. Seu corpo foi encontrado carbonizado.

A Defesa Civil local disse que a família foi comunicada e que a polícia local entrou em contato com autoridades brasileiras para uma investigação conjunta.

Mulher tenta apagar chamas perto de sua casa com balde em Vilarinho, Portugal • REUTERS/Pedro Nunes

Países da Europa foram atingidos por condições climáticas extremas mortais, com rios ameaçando transbordar suas margens na Europa Central e incêndios florestais devastando Portugal.

Sete pessoas morreram em Portugal desde o último domingo, incluindo três bombeiros, cujo veículo pegou fogo na terça-feira (17).

Os incêndios florestais em Portugal forçaram autoridades a fechar rodovias e estradas, interrompendo viagens por todo o país, disse o Ministério do Interior.  No total, 19 grandes estradas foram atingidas devido à proximidade das chamas.

Mais de 5 mil bombeiros estão combatendo incêndios florestais nesta terça-feira, já que quase duas dúzias de grandes incêndios rurais estão ativos em todo o país, disse a Agência Portuguesa de Proteção Civil.

Civis foram retirados de suas casas e escolas também foram fechadas em algumas áreas, informou a CNN Portugal.

Um porta-voz da Proteção Civil de Portugal disse que o clima está dificultando os esforços de combate a incêndios, já que a umidade durante a noite permaneceu baixa.

Os bombeiros geralmente contam com temperaturas noturnas mais baixas e maior umidade para ajudá-los a combater os incêndios, mas as condições climáticas secas fizeram com que os incêndios se espalhassem ainda mais.

Militares atuam como apoio as estratégicas de combate do ICMBio | Joédson Alves/Agência Brasil

Ao todo, 80 agentes da Força Nacional mobilizados para combater incêndios florestais no Pantanal já chegaram ao Mato Grosso do Sul.

Os bombeiros militares estão divididos entre os municípios de Corumbá e Paconé, atuando em apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As operações visam combater as chamas, mas também o desmatamento, possíveis invasões de áreas federais e a extração ilegal de minério e madeira na região pantaneira, sobretudo nas áreas de responsabilidade do instituto. Para isso, serão utilizados diversos recursos, incluindo caminhões de combate a incêndios, drones, geradores de energia, dispositivos de geolocalização (GPS) e medidores de clima.

Reforço

Em nota, o MJSP afirmou estar "desenvolvendo um projeto para ampliar a estrutura da Força no salvamento e resgate durante desastres climáticos como secas, enchentes e queimadas". Será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A iniciativa contará com suporte técnico e de inteligência da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), além de incluir o Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) no planejamento.

Incluirá a criação de pontos de apoio em todas as regiões do país para acelerar o envio de equipamentos e facilitar o transporte de agentes. Além disso, um novo setor especializado será formado dentro da Força Nacional, com bombeiros militares indicados pelo Ligabom, e financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), segundo explicou a pasta.

Recorde histórico

O número de focos de incêndio no pantanal este ano, até junho, já supera o que foi queimado durante o mesmo período de 2023.

Segundo Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apenas no primeiro semestre (até 26 de junho), foram registrados 3.426 focos de incêndio no Pantanal. O número está muito acima do normal e superior, inclusive, ao volume registrado em 2020, ano dos maiores incêndios já registrados na região.

OLIVIER PILON / SOCIETE DE PROTECTION DES FORETS / AFP

Milhares de pessoas tiveram que ser evacuadas no oeste do Canadá, devastado por centenas de incêndios florestais neste domingo (12). “Os incêndios nos cercam por todos os lados, do oeste ao nordeste. E estamos preocupados porque não há umidade à vista para esta região”, afirmou o prefeito de Fort Nelson, Rob Fraser.

“Estamos em um nível 5 de seca (o mais alto), o que torna muito difícil (…) controlar esses incêndios florestais, mas faremos o possível para conter este”, concluiu Rob Fraser.

Segundo o governo federal, a qualidade do ar nessas áreas apresenta riscos “muito elevados”. A situação é preocupante e várias cidades do país estão sendo atingidas.

Ano passado

Em 2023, o Canadá viveu a pior temporada de incêndios de sua história. As chamas, que varreram o país de leste a oeste, queimaram mais de 15 milhões de hectares, mataram oito bombeiros e obrigaram as autoridades a evacuar 230.000 pessoas.

 

Incêndio florestal no Chile atinge área da Reserva Nacional Peñuelas, próxima a Valparaíso, em 2 de fevereiro de 2024. — Foto: Corpo de Bombeiros do Chile via Reuters

 

Subiu para 112 o número de mortes provocadas pelos incêndios florestais que atingem o Chile. Equipes de resgate continuam trabalhando no combate às chamas nesta segunda-feira (5).

Os ventos fortes dificultaram o combate às chamas e pioraram a situação, fazendo com que o fogo se alastrasse e destruísse bairros inteiros.

"O vento estava terrível, o calor escaldante. Não houve trégua. As pessoas se dispersaram por toda parte", disse Pedro Quezada, que teve a casa destruída na região de Valparaíso. De acordo com o Ministério do Interior, cerca de 14 mil casas foram danificadas pelos incêndios somente nas áreas de Viña del Mar e Quilpué.

Diante da situação de emergência, o governo resolveu implementar um toque de recolher a partir das 21h nas regiões mais atingidas. Além disso, militares foram convocados para ajudar os bombeiros no combate às chamas.

“Estamos juntos, todos nós, lutando contra a emergência. A prioridade é salvar vidas”, disse o presidente Boric.

 

Incêndios florestais atingem o território chileno                                                                                                       Foto:  Polícia do Chile

 

Na noite de sexta-feira (2), autoridades governamentais do Chile confirmaram a morte de pessoas em meio à situação de emergência causada pelos incêndios florestais na região de Valparaíso.

A delegada presidencial regional de Valparaíso, Sofía González, explicou que “de acordo com as informações fornecidas pela polícia, existem dados preliminares sobre a morte de cerca de 10 pessoas”.

González enfatizou que “estamos no meio do combate a um incêndio ativo, com as equipes trabalhando muito”.

Além disso, apelou à população para “colaborar evitando dirigir até às zonas de evacuação, pois isso dificulta o envio eficiente de equipes de emergência”.

Devido à gravidade dos incêndios florestais na Quinta Região, e para “ter todos os recursos necessários”, o presidente Gabriel Boric declarou estado de emergência. Ele ainda disse que “a situação dos incêndios florestais, principalmente na 5ª região, é muito difícil devido às temperaturas e aos ventos”.

Segundo informações preliminares, pelo menos 7 mil hectares foram consumidos pelas chamas.

Incêndios florestais na paróquia de Beauregard, Louisiana, forçaram evacuações na quinta-feira
Departamento de Agricultura e Silvicultura da Louisiana/Reprodução

O estado da Louisiana, nos Estados Unidos, registrou um número sem precedentes de 441 incêndios florestais em agosto, forçando várias cidades do sudoeste a evacuar suas populações na quinta-feira (24). Também foi determinada pelo governo local a proibição de queimadas.

O estado está enfrentando fortes condições de calor e seca. Em um e-mail para a CNN, a porta-voz do Departamento de Agricultura e Florestas da Luisiana, Jennifer Finely, disse que os 441 incêndios ocorreram de 1º a 24 de agosto.

Finley afirmou ainda que 8.385,73 acres foram queimados de 1º a 25 de agosto, acrescentando que o número de áreas detectadas não inclui onde o fogo ainda está aceso, na Ilha do Tigre, estimado em mais de 20 mil acres. “A Ilha do Tigre não será contabilizada até que seja divulgado”, disse ela.

O governador John Bel Edwards se reuniu com autoridades estaduais e locais na sexta para avaliar os numerosos incêndios florestais que ocorrem em todo o estado.

Numa coletiva de imprensa, no mesmo dia, em Beauregard, onde numerosas comunidades estão sob evacuação obrigatória, Edwards disse que as autoridades não estão lidando um incêndio, mas com vários em todo o estado “de uma forma que é muito alarmante”.

As condições de seca eclodiram rapidamente no sudoeste da Louisiana, deixando 6% do estado em condições de seca excepcionais, de acordo com a previsão do tempo da CNN.

Quase 50% do estado está em condições extremas ou piores. Cerca de 77% do estado está passando por uma seca severa ou pior. Em meados de julho, não houve seca extrema na Luisiana.

“Ninguém vivo na Luisiana jamais viu essas condições”, disse Edwards. “Nunca esteve tão quente, tão seco, por tanto tempo”.

Edwards instou os cidadãos a aderirem à proibição estadual de queimadas. “Você não deveria acender uma churrasqueira em nenhum lugar do estado de Luisiana hoje”, disse Edwards.

Ele acrescentou que a Guarda Nacional está auxiliando nos esforços e que o estado solicitou assistência federal e de outros estados para ajudarem no combate às chamas.

Falando sobre Beauregard, o governador disse: “A Guarda Nacional da Luisiana tem direito a 100 soldados ativos nesta área. Eles estão autorizados a ir até 300, pois precisam fazer isso”.

De acordo com Edwards, até a manhã de sexta, helicópteros movimentaram cerca de 161 mil galões de água, lançando-os nas áreas afetadas pelo fogo. Nenhuma morte foi relatada, disse o governador.

O gabinete do xerife de Beauregard emitiu uma ordem de evacuação para a cidade de Merryville na noite de quinta, dizendo que o incêndio poderia atingir os limites da cidade em poucas horas, de acordo com a Polícia do Estado de Louisiana.

Na sexta, o gabinete emitiu novas ordens de evacuação para Bancroft, a área de Ragle Road e a comunidade de Junction. “É da maior importância sair agora”, insistiu o gabinete do xerife de Beauregard numa ordem enviada aos residentes de Bancroft.

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