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Teleférico do Alemão | Foto: Bruno Itan/Coletivo Alemão

Na última terça-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que voltou a utilizar o termo “favelas e comunidades urbanas” para designar esse tipo de região nos censos e pesquisas. Os nomes haviam sido trocados, em 1970, por “setores especiais de aglomerados urbanos”, “aglomerados urbanos excepcionais” e “aglomerados subnormais”.

Em reuniões com movimentos sociais ligados às favelas, o IBGE escolheu o termo atual por ser habitualmente utilizado pelas lideranças comunitárias envolvidas no debate e também por sua popularidade, especialmente fora da região sudeste.

“A nova nomenclatura foi escolhida a partir de estudos técnicos e de consultas a diversos segmentos sociais, visando garantir que a divulgação dos resultados do Censo 2022 seja realizada a partir da perspectiva dos direitos constitucionais fundamentais da população à cidade”, explicou Cayo de Oliveira Franco, coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE.

No último Censo feito pelo instituto, em 2010, o Brasil tinha cerca de 11,4 milhões de pessoas morando em favelas, uma quantidade que representa 6% dos habitantes do país. Do número total, 1,4 milhão estavam no Rio de Janeiro. Os resultados do Censo 2022 devem sair no segundo semestre deste ano.

Diego Braga | Foto: reprodução/redes sociais

Na manhã de hoje (16), agentes da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro prenderam um indivíduo que confessou ter participado do assassinato do ex-lutador de MMA Diego Braga Nunes (44), que aconteceu em uma favela do Rio. O corpo da vítima foi encontrado por membros do 31° Batalhão de PM e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no Morro do Banco, no bairro Itanhangá.

Diego havia ido até a localidade para tentar recuperar sua moto, que havia sido furtada por dois homens, na Muzema, parte do Itanhangá. A vítima também chegou a passar pela Tijuquinha.

O suspeito capturado tem passagens pela polícia e foi encontrado em casa, em posse de drogas. Agora, o caso está nas mãos da Delegacia de Homicídios (DH).

Quem era Diego Braga?

Diego Braga foi lutador profissional de MMA, iniciando em 2003 e tendo sua última luta em 2019, encerrando a carreira com 23 vitórias, oito derrotas e um empate. Braga já havia treinado com os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, bem como com Anderson Silva. Entre seus oponentes estavam Charles do Bronx, Miltinho Vieira, Adriano Martins e Iliarde Santos.

Depois de se aposentar do MMA, o lutador passou a ser professor de artes marciais e treinador. Diego era dono da academia Tropa Thai, de formação de lutadores.

Srishti Devi, de 5 anos, brinca com a irmã de 9 meses em meio a pertences após demolição de casas em favela na Índia
REUTERS/Adnan Abidi

 

Quando os moradores de um aglomerado de favelas na região de Janta Camp, em Nova Delhi souberam que a cúpula do G-20 seria realizada na capital indiana, a apenas 500 metros de suas casas, eles esperavam que isso também os beneficiassem.

Em vez disso, eles ficaram sem teto. Dharmender Kumar, Khushboo Devi e seus três filhos estavam entre as dezenas de pessoas em Delhi cujas casas foram demolidas nos últimos meses — uma ação que, segundo moradores e ativistas, faz parte do trabalho de embelezamento para a cúpula do G20, que ocorre entre os dias 9 e 10 de setembro.

Alguns dos moradores da favela recorreram à alta corte para impedir os despejos, mas o tribunal considerou os assentamentos ilegais. As autoridades municipais, então, ordenaram que eles desocupassem o local até 31 de maio.

Autoridades do governo do primeiro-ministro Narendra Modi, responsáveis pelas demolições, afirmam que as casas foram construídas ilegalmente em terras do governo e que sua remoção foi “uma atividade contínua”.

As casas em favelas como a de Janta Camp são construídas ao longo dos anos, como uma colcha de retalhos. A maioria dos moradores trabalha nas proximidades e vive há décadas dentro dos limites de suas pequenas casas.

As demolições começaram há quatro meses. Escavadeiras chegaram em uma manhã quente de maio, com imagens de vídeo da demolição mostrando casas temporárias sendo destruídas, enquanto os antigos moradores assistiam, alguns deles em lágrimas.

“O governo está demolindo casas e removendo pessoas vulneráveis em nome do embelezamento, sem qualquer preocupação sobre o que lhes irá acontecer”, disse Sunil Kumar Aledia, do Centro para o Desenvolvimento Holístico, com sede em Nova Delhi, que trabalha com os sem-teto.

Recuperação

Pelo menos 49 ações de demolição em Nova Delhi entre 1º de abril e 27 de julho resultaram na recuperação de quase 93 hectares de terras do governo, disse o ministro da Habitação, Kaushal Kishore, ao Parlamento em julho.

“Nenhuma casa foi demolida para embelezar a cidade para a cúpula do G20”, declarou ele.

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