


O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, disse que a relação entre os países se deteriorou depois da declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (18), quando comparou o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o holocausto.
“A relação política é importante, mas não é a única. São vários setores envolvidos: economia, tecnologia, defesa, por exemplo. Não cortamos relações, mas a corda está frágil”, disse Zonshine ao Estadão.
Em resposta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Lula desonrou a memória dos judeus assassinados pelos nazistas. “Ele demonizar o Estado judeu como o antissemita mais virulento. Ele deveria ter vergonha de si mesmo”, declarou.
Depois do ocorrido, Netanyahu chamou o embaixador brasileiro para uma “conversa de repreensão”. Apenas depois o Itamaraty deve se pronunciar.

Uma explosão matou 21 soldados israelenses na Faixa de Gaza, informaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) nesta terça-feira (23). Outros três militares do país morreram em combate nas últimas 24 horas dentro do enclave.
Com 24 baixas no total, este é o maior número de mortes de militares israelenses desde o início do conflito dentro da Faixa de Gaza. A guerra entre Israel e o Hamas começou no dia 7 de outubro de 2023 e já dura mais de três meses.
Segundo o porta-voz Daniel Hagari, das Forças de Defesa de Israel, a explosão que matou 21 soldados foi provocada por uma granada, lançada de um foguete, que atingiu um tanque que protegia os militares.
Ao mesmo tempo, os soldados acabaram sendo atingidos pelos destroços de dois edifícios que colapsaram após uma nova explosão.
"Ainda estamos estudando e investigando os detalhes do evento e as razões da explosão", disse Hagari.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que o país enfrentou uma "manhã insuportavelmente difícil".
"As intensas batalhas estão ocorrendo em um espaço extremamente desafiador, e estamos fortalecendo os soldados das FDI e as forças de segurança que estão trabalhando com determinação infinita para concretizar os objetivos dos combates", escreveu em uma rede social.
Na semana passada, Israel lançou uma ofensiva para capturar a cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Segundo os militares israelenses, atualmente a região abriga o principal quartel-general do Hamas.

Os brasileiros e palestinos que estão na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Hamas e Israel devem deixar a região e chegar ao Brasil neste fim de semana.
A CNN conversou com pessoas diretamente envolvidas na repatriação do grupo e explica como deve ser a operação de retirada deles da zona de guerra.
A operação vem sendo preparada há mais de um mês e envolve, entre outras coisas, a checagem e rechecagem dos documentos de todos os integrantes do grupo, a contratação de transporte terrestre e uma autorização para que a aeronave da Presidência pouse em um aeroporto egípcio destinado a envio de ajuda humanitária.
Os nomes dos 34 brasileiros e palestinos devem ser confirmados nesta sexta-feira (10) na lista de estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza, como antecipou a CNN. A informação foi confirmada horas depois pelo Itamaraty.
O grupo está dividido em duas cidades palestinas: 18 estão na cidade fronteiriça de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito; e 16 em Khan Yunis. Estes viajarão em um ônibus fretado pelo governo brasileiro até Rafah. De lá, os 34 seguirão juntos até Al-Arish.
A aeronave da Presidência da República designada para resgatar os brasileiros está no Cairo. O avião foi autorizado pelo governo egípcio a pousar no aeroporto de Al-Arish, que vem sendo utilizado quase que exclusivamente como reduto de ajuda humanitária internacional. Lá, a aeronave – com médico, enfermeiro e psicólogo da FAB – aguardará o grupo.
O horário da travessia da passagem de Rafah para a cidade de Al-Arish ainda não foi confirmado. A expectativa é a de que ocorra ainda na manhã desta sexta-feira (10), segundo autoridades brasileiras envolvidas na negociação.
A previsão é a de que os brasileiros passem uma noite em Al-Arish, a cerca de 50 quilômetros de Gaza, antes de embarcar, no sábado (11), para o Brasil. Será a primeira vez em semanas que o grupo dormirá em segurança.
A rota de volta ainda está sendo definida. Uma opção é deixar Al-Arish, fazer uma parada técnica em Roma, na Itália, outra em Las Palmas, na Espanha, e uma terceira em Recife, já no Brasil, antes de chegar a Brasília. Outra opção avaliada é sair de Al-Arish, realizar uma parada técnica em Roma, outra em Cabo Verde e pousar em Brasília.
A previsão é a de que os brasileiros e os palestinos que os acompanham cheguem no domingo (12) pela manhã na Base Aérea de Brasília, onde devem ser recebidos pelo presidente Lula.

As tropas de Israel chegaram ao centro da Faixa de Gaza na terça-feira(7 ), informou o ministro da Defesa, Yoav Gallant. “Estamos no centro da Cidade de Gaza”, afirmou Gallant em uma entrevista coletiva. “Gaza é a maior base terrorista já construída”, acrescentou, garantindo que vão destruir o Hamas. As tropas invadiram a Faixa de Gaza há dez dias, após semanas de contínuos ataques de artilharia a partir do solo israelense e bombardeios aéreos, e conseguiram cercar a Cidade de Gaza, principal cidade do enclave palestino.
“Pela primeira vez em décadas, as Forças de Defesa de Israel estão lutando no coração da Cidade de Gaza”, disse Yaron Finkelman, comandante do Comando Sul das forças israelenses, em um comunicado. “Neste exato momento, nossos soldados estão eliminando terroristas, descobrindo túneis e destruindo armas enquanto continuam a avançar no coração do inimigo”, afirmou o major-general Finkelman.
Soldados assumiram o controle de uma fortaleza militar do Hamas na Cidade de Gaza e atacaram combatentes do grupo escondidos perto de um hospital, disseram hoje as Forças de Defesa de Israel.
De acordo com os relatórios da corporação, as tropas parecem estar concentrando seus esforços na captura dos centros de comando e controle e na expulsão dos membros do Hamas de seus redutos nos arredores da cidade, alguns dos quais – segundo as autoridades israelenses – estão próximos ou em túneis sob hospitais no enclave.
A informação vem no mesmo dia em que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que na segunda-feira, 6, conversou com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre pausas técnicas israelenses em Gaza, afirmou que não haverá cessar-fogo com o Hamas, nem entrega de combustível na Faixa de Gaza enquanto o movimento islamista não libertar os reféns que mantém cativos no território palestino. “Nem gasolina (…), nem cessar-fogo sem a libertação dos nossos reféns”, disse Netanyahu durante um discurso televisionado no dia em que se completa um mês do início da guerra.

Mais de 50 pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas em uma explosão no campo de refugiados de Al-Maghazi, no centro da Faixa de Gaza, na noite de sábado (4), de acordo com um funcionário de um hospital próximo.
“Uma das casas do acampamento foi atingida. Esta casa estava lotada de moradores. Seus residentes foram bombardeados enquanto estavam seguros em suas casas”, disse Khalil Al-Daqran, chefe de enfermagem.
Segundo Al-Daqran, muitas das vítimas eram mulheres e crianças e que o número de mortos aumentaria à medida que mais corpos fossem levados ao hospital.
Um vídeo feito no hospital dos Mártires de Al-Aqsa mostrou vários corpos estendidos sob uma lona branca, entre eles de cinco crianças.
Jamal Al Aloul, residente do campo de Al-Maghazi, disse que estava dormindo profundamente quando de repente “o prédio inteiro caiu sobre nós”.
Ele disse que seus dois filhos morreram e que não sabia quem mais havia sido morto, mas que havia muitas outras pessoas no prédio.
“Vi um sinal vermelho, depois estávamos tremendo no sofá, vi todas as minhas irmãs gritarem… quando me descobri viva, olhei para ver quem ainda estava vivo”, disse Samah Shaqoura, outra residente do campo.
Ela disse que momentos depois encontrou seu pai morto.
Al-Daqran disse que o hospital não estava preparado para receber a quantidade de pacientes que chegavam do local e disse que a escassez de combustível e suprimentos tornava impossível o tratamento adequado dos feridos.
“O número de pessoas dentro do hospital que precisam de tratamento é mais que o dobro do número de leitos no hospital”, disse ele à CNN.

A entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza está prevista para esta sexta-feira (20), segundo a Casa Branca. Cerca de 100 caminhões com mantimentos na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito , pela autorização para entrarem no território.
Inicialmente, o governo de Israel havia bloqueado a entrada de água, alimentos, eletricidade e combustível em Gaza. No entanto, apelos da comunidade internacional e, principalmente, um encontro com Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, em Tel Aviv, convenceram Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, a autorizar o envio de ajuda humanitária para o território.
Um porta-voz da Presidência egípcia disse na quarta-feira (19) que estava coordenando, junto com os norte-americanos e com organizações humanitárias internacionais son a supervisão da ONU, uma forma de garantir a chegada de ajuda.

O número de mortos, vítimas do conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas, subiu para cerca de 2.654 nesta quinta-feira (12). Segundo fontes médicas, mencionadas pela imprensa israelense, o total de mortos em Israel foi de 1.300, enquanto na Faixa de Gaza houve 1.354, de acordo com o Ministério da Saúde local. A guerra foi iniciada no último sábado (7).
Quanto ao número de feridos, 3.268 pessoas estão hospitalizadas em Israel, com 28 em estado crítico, 348 em estado grave e 581 em estado moderado. Já em Gaza, existe um total de 6.049 feridos. Na região da Cisjordânia, 31 pessoas foram mortas e 180 estão feridas.

A guerra entre o grupo islâmico Hamas e Israel já gerou, até agora, 920 mortes, sendo 600 em Israel, 313 na Faixa de Gaza e sete na Cisjordânia. Na madrugada de hoje (8), novas explosões ocorreram em Gaza e se intensificaram ao amanhecer.
Segundo a agência Reuters, militares israelenses disseram que o norte de Israel sofreu ataques a partir do Líbano. Os novos ataques foram reivindicados pelo grupo Hezbollah, que afirmou ter disparado foguetes em “solidariedade” aos palestinos.
Segundo o próprio grupo, os alvos dos ataques seriam três posições militares israelenses localizadas na região conhecida como Fazendas de Shebaa, que é ocupada por Israel desde 1967 e reivindicada pelo Líbano.
Contra-ataque
Os militares de Israel disseram que revidaram o ataque do Hezbollah e que um drone atingiu um posto do grupo, localizado na região da fronteira com o Líbano. As forças israelenses também afirmaram que continuam com uma operação em oito áreas que ficam nos arredores da Faixa de Gaza, no sul do país.
Na noite de ontem (7), o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que irão transformar em ruínas todos os lugares onde o Hamas estiver. Confira o pronunciamento abaixo.
Um complexo, que seria usado pela inteligência do Hamas, foi bombardeado em Gaza.
O Hamas comunicou que seus membros continuam engajados em “lutas ferozes” dentro de Israel.
