


Policiais militares da Bahia e Pernambuco, CACs e lojistas são alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta terça-feira (21), por suspeita de integrar uma organização especializada em vender armas e munições ilegais para facções criminosas nos dois Estados e em Alagoas. Durante a operação, são cumpridos 20 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão.
A ação integrada é realizada pela PF e pelo Ministério Público da Bahia. A operação conta com apoio da Polícia Civil da Bahia, das Polícias Militar da Bahia e de Pernambuco, além do Exército Brasileiro.
As cidades do cumprimento dos mandados são Juazeiro (BA), Salvador (BA), Santo Antônio de Jesus (BA), Porto Seguro (BA), Lauro de Freitas (BA), Petrolina (PE) e Arapiraca (AL).
Foi determinado também o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas localizadas em Juazeiro, Petrolina e Arapiraca, que comercializavam material bélico de forma irregular.
Durante a deflagração da operação, o Exército Brasileiro fiscalizou outras lojas que vendem armas, munições e acessórios controlados nos municípios de Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, no Sertão de Pernambuco.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas somadas que podem chegar a 35 anos de reclusão.
DENOMINAÇÃO
A operação foi denominada "Fogo Amigo". Segundo a PF, o nome faz alusão ao fato de que os policiais integrantes da organização criminosa vendem armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados, que acabam sendo utilizadas contra os próprios órgãos de segurança pública.
A Polícia Federal informou que o caso continuará a ser investigado na tentativa de descobrir a real amplitude da suposta organização criminosa e identificar outros integrantes.

Na manhã de hoje (2), uma operação foi realizada pela Polícia Penal da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), realocando 78 reeducandos, ligados a facções criminosas, das unidades prisionais de Maceió para o Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. O objetivo da ação é reforçar a segurança dos alagoanos, evitando que crimes sejam ordenados dentro e fora do sistema prisional.
Além dos 78 detentos, mais de 70 presos do interior foram transferidos para unidades prisionais de Maceió. Para toda a operação, foram utilizados vários policiais penais, além de sete veículos, incluindo dois ônibus, que transportaram os criminosos.
“É meta da Seris e da Polícia Penal manter a ordem e a disciplina dentro dos presídios. Com ações como essa operação que ocorre hoje estamos fortalecendo a Segurança Pública de Alagoas”, afirmou o secretário Executivo de Gestão Penitenciária da Seris, Carlos Voss.
