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Alagamento em Canoas | Foto: divulgação/@mbdroners

No último domingo (26), alguns militares do Exército brasileiro ouviram que um dique havia se rompido na cidade de Canoas (RS) e, sem confirmar a informação, informaram aos moradores locais a necessidade de evacuação. A notícia se mostrou falsa e os militares acabaram sendo afastados de suas atividades pelas Forças Armadas.

Segundo a instituição, o ocorrido foi “um grave erro de procedimento” e as medidas administrativas cabíveis para a apuração dos fatos já foram iniciadas.

“A 14ª Brigada de Infantaria Motorizada reitera seu compromisso com a população afetada pela catástrofe ambiental, em especial com os moradores de Canoas-RS e manifesta sua solidariedade a todos os moradores que foram erroneamente informados e pede sinceras desculpas pelo ocorrido”, diz uma parte do comunicado.

Antes da propagação da notícia falsa, a prefeitura de Canoas já havia informado, através das redes sociais, que as informações sobre o rompimento de um dique eram falsas.

Foto: Exército Brasileiro/divulgação

O Exército Brasileiro esperará a finalização das investigações da Polícia Federal (PF) contra militares suspeitos de participar de um plano de golpes de Estado para poder abrir processos administrativos sobre possíveis transgressões às regras das Forças Armadas. A justificativa é de que assim seria possível entender se as suspeitas da PF serão confirmadas ao fim do inquérito.

Em nota, a Força afirmou que vem colaborando com as autoridades policiais nas apurações.

“O Exército, enquanto instituição que prima pela legalidade e pela harmonia entre os demais entes da República, vem colaborando com as autoridades policiais nas investigações conduzidas. As providências, quando necessárias, serão tomadas em conformidade com as decisões jurídicas acerca do assunto”, diz o comunicado.

Ao fim das investigações, os suspeitos devem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso algum militar venha a ser expulso do Exército, ele será considerado um “morto fictício” e parte do seu salário será repassado à família, como forma de pensão.

Até serem condenados, os militares investigados ainda podem sofrer promoções e subir de patente dentro das Forças Armadas.

Coronel Corrêa Netto | Foto: reprodução/redes sociais

O Exército Brasileiro está providenciando uma passagem de volta ao Brasil para o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, um dos alvos da operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF). O militar se encontra nos Estados Unidos desde o dia 30 de dezembro de 2022, para um curso de medidas administrativas no Colégio Interamericano de Defesa, em Washington.

Após ser alvo da operação, Corrêa Netto foi desligado do referido curso.

A viagem de volta ao Brasil será feita com a escolta de um oficial das Forças Armadas. Chegando ao país, o militar será recebido por membros da Polícia Federal e será preso em uma área militar. Ele também deve ter o passaporte entregue à PF e não poderá manter contato com os demais investigados da operação.

Corrêa Netto é suspeito de convocar reuniões com militares “kids pretos”, também chamados de Forças Especiais, para atuarem favoravelmente durante as manifestações nas portas dos quartéis e nos atos do 8 de janeiro de 2023.

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