Um modelo de inteligência artificial capaz de funcionar sem conexão contínua à internet e ampliar o acesso à tecnologia na educação foi apresentado durante a Semana da Aprendizagem Digital 2026, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris.

A proposta, chamada de “IA Desplugada”, tem participação do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Ig Ibert Bittencourt e busca reduzir as desigualdades digitais em escolas de países em desenvolvimento.

O modelo se baseia em cinco princípios. O primeiro é a compatibilidade com a infraestrutura e as práticas já existentes nas instituições de ensino. O segundo prioriza o funcionamento sem conexão contínua à internet, permitindo que as ferramentas sejam utilizadas mesmo em ambientes desconectados.

A abordagem também prevê a atuação de intermediários, como professores, em situações nas quais os estudantes não têm dispositivos individuais. Outro princípio é a possibilidade de uso compartilhado de computadores, sem a necessidade de contas pessoais para cada usuário.

O quinto pilar é a simplicidade, com ferramentas que exigem apenas conhecimentos básicos de tecnologia por parte de docentes e alunos.