
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Médicos de Jair Bolsonaro (PL) deram detalhes, na tarde desta quinta-feira (25), sobre o estado de saúde do ex-presidente após cirurgia para remoção de hérnia inguinal bilateral realizada no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo equipe, cirurgia ocorreu "sem intercorrências" e da maneira esperada. Em relação à intervenção contra soluços, um bloqueio anestésico do nervo frênico, os especialistas afirmaram que procedimento ainda não foi realizado, mas pode ser feito até segunda-feira (29), dependendo da resposta do ex-mandatário à operação desta quinta.
"Em relação ao soluço, inicialmente tínhamos proposto um bloqueio do nervo, mas estando mais próximo do presidente e vendo que tem uma relação direta com a esofagite severa, optamos por questão de precaução, otimizar o tratamento clínico, melhorar a dieta e potencializar a medicação e observar nos próximos dias a necessidade ou não desse procedimento. Provavelmente faremos lá para segunda-feira, que é um tempo bom para esse procedimento", declarou o cardiologista Brasil Caiado.
"Em relação ao soluço, inicialmente tínhamos proposto um bloqueio do nervo, mas estando mais próximo do presidente e vendo que tem uma relação direta com a esofagite severa, optamos por questão de precaução, otimizar o tratamento clínico, melhorar a dieta e potencializar a medicação e observar nos próximos dias a necessidade ou não desse procedimento. Provavelmente faremos lá para segunda-feira, que é um tempo bom para esse procedimento", declarou o cardiologista Brasil Caiado.
Novamente, os médicos colocaram uma previsão de cinco a sete dias para a permanência de Bolsonaro internado no hospital. As visitas continuam da mesma maneira: os filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura Bolsonaro podem encontrar o pai enquanto ele está internado no hospital. Mas as regras do hospital estipulam que, ao mesmo tempo, apenas dois visitantes podem estar no quarto com o paciente.
Bolsonaro já está acordado e no quarto, sem precisar passar pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O procedimento começou por volta de 9h15 e teve duração aproximada de três horas e meia. Agora, após cirurgia, permanecerá sob monitoramento contínuo, com controle rigoroso da dor, sessões de fisioterapia e cuidados voltados à prevenção de complicações, como possível trombose venosa profunda.
A cirurgia era considerada eletiva, ou seja, sem urgência. No entanto, foi indicada para evitar o agravamento do quadro e possíveis complicações. Laudo realizado pela Polícia Federal (PF) indicou que o procedimento deveria ocorrer "o mais rápido possível".
