


Suspeitos de discutir atos de invasão contra edificações em Brasília nas eleições deste ano são alvos de operação também em Pernambuco e outros quatro estados brasileiros. Além de Pernambuco, a ação acontece em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Foram analisadas comunicações feitas entre membros do grupo, que faziam referências à Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral deste ano.
Segundo a PCDF, os alvos discutiam sobre invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas, incluindo modelos tridimensionais de prédios situados na região central de Brasília. O grupo também compartilhava manuais para fabricação de artefatos explosivos.
"As medidas cautelares têm como finalidade preservar provas digitais e materiais, apreender dispositivos eletrônicos, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas e esclarecer o grau de organização e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas", destacou a Polícia Civil do Distrito Federal, em nota oficial.
A investigação apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime e delitos previstos na legislação antirracismo. A corporação destaca que, até o momento, não há enquadramento dos fatos na Lei de Terrorismo.
"A responsabilização individual dependerá da análise pericial dos materiais apreendidos e da conclusão do inquérito policial. As Investigações continuarão com base nos materiais, porventura colhidos, a fim de delinear as circunstâncias, autoria e materialidade de possíveis infrações penais, sob sigilo", ressaltou a PCDF.
A ação em Pernambuco
Um dos oito alvos da Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4/8) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), é um seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco. Segundo a investigação, ele participava ativamente de um grupo que discutia ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026.
Policiais realizaram buscas no alojamento utilizado pelo investigado dentro do mosteiro, onde foram cumpridas as medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
O seminarista era apontado como um participante ativo das discussões relacionadas à estruturação nacional da rede investigada. A Polícia Civil, contudo, ainda analisa o material apreendido para definir a atuação individual de cada suspeito.
