


À meia-noite desta quarta-feira, 5 de agosto, o relógio eleitoral encerrou um dos momentos mais aguardados da política brasileira. As convenções partidárias chegaram ao fim deixando um cenário marcado por expectativas confirmadas, articulações de última hora, algumas frustrações e um tabuleiro completamente redesenhado para a disputa de 2026.
Como em uma partida de xadrez, cada movimento foi calculado. Houve quem avançasse com precisão, quem recuasse estrategicamente, quem mudasse de posição e quem permanecesse aguardando o momento certo para o próximo lance. Na política, assim como no xadrez, nem sempre vence quem faz mais movimentos, mas quem sabe realizá-los na hora exata.
Entre todas as jogadas, uma delas projetou Alagoas para o centro do cenário nacional. Um alagoano deixou a disputa pelo Senado Federal para compor uma chapa à Vice-Presidência da República, reafirmando a tradição política da Terra dos Marechais. É mais um capítulo da história de um Estado que, desde Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, volta e meia participa de momentos decisivos da República.
Enquanto algumas alianças se consolidaram, outras ficaram pelo caminho. Houve comemorações, decepções e controvérsias, ingredientes naturais de uma disputa em que estratégia, articulação e tempo costumam valer tanto quanto o capital político.
Agora, as peças estão posicionadas. O tabuleiro foi montado. Os discursos cedem espaço ao confronto das ideias e das propostas. Até outubro, novas jogadas ainda serão feitas, mas o lance mais importante continuará pertencendo ao eleitor, único capaz de declarar o verdadeiro xeque-mate nas urnas.
Por: Helvio Peixoto.
