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O Brasil enfrenta um início de 2025 alarmante devido ao avanço da dengue. Após a pior epidemia já registrada em 2024, com mais de 6,6 milhões de casos e 6.068 mortes, os números deste ano indicam um cenário ainda mais grave. Até meados de janeiro, os casos em São Paulo aumentaram 51% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionados pela introdução do sorotipo 3 do vírus, que estava erradicado há 17 anos.
Especialistas destacam que a circulação de diferentes tipos do vírus eleva o risco de quadros graves, como a dengue hemorrágica, que é cerca de cinco vezes mais letal que a forma comum da doença. "Com mais pessoas suscetíveis, o cenário deste ano deve ser ainda mais desafiador", alerta a epidemiologista Regiane de Paula.
A vacinação contra a dengue ainda é limitada. A vacina japonesa Qdenga, disponível no SUS, atenderá apenas cerca de 4,25 milhões de brasileiros em 2025, número insuficiente para conter a circulação do vírus. Além disso, a nova vacina do Butantã só deverá estar disponível em 2026.
Enquanto isso, regiões como o noroeste de São Paulo, que registraram uma taxa de infecção alarmante, enfrentam estados de emergência. Medidas preventivas, como o uso de repelentes e a eliminação de criadouros, seguem sendo as principais armas contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Autoridades pedem vigilância redobrada da população para enfrentar o que pode ser o pior ano da história da dengue no Brasil.