


Familiares de Andréa Catharina Freitas Andrade, de 49 anos, vítima de um acidente de trânsito no Rio de Janeiro, estão enfrentando dificuldades para dar o último adeus a ela. O corpo que chegou a Maceió para sepultamento não era o dela, segundo relataram familiares ao g1 nesta sexta-feira (19).
Os parentes enfrentam burocracia para exumar o corpo de Andréa, que foi enterrado em um cemitério em Angra dos Reis pela família da outra vítima do acidente. O corpo dela, enviado por engano para a capital alagoana, segue no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió.
O g1 entrou em contato com o IML de Angra dos Reis, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
O acidente aconteceu há uma semana, na sexta-feira (12), rodovia Rio-Santos, em Mangaratiba (RJ). Andréa, é natural do Rio de Janeiro mas veio para Alagoas logo após o nascimento, onde reside a família dela. Mas há seis meses, voltou a morar o no Rio, onde se casou com um policial militar reformado.
Ela viajava com o marido quando o carro do casal se envolveu em uma colisão frontal com outro veículo. Os dois morreram na hora. O nome do homem não foi informado. A motorista do outro carro, que a família não quer que divulgue o nome, também não resistiu.
De acordo com os parentes, os corpos das três vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, onde teria acontecido o equívoco na liberação. O irmão de Andréa, que viajou até o Rio para providenciar o traslado, afirmou que não teve autorização para ver o corpo, mas foi informado de que a identificação havia sido feita por exame de impressões digitais.
O corpo enviado a Maceió desembarcou no domingo (14) e seguiu para uma funerária. Parentes e amigos já estavam no cemitério Parque das Flores aguardando o corpo chegar para inicia o velório. Enquanto isso, familiares mais próximos foram até a funerária para vestir e preparar o corpo. Foi quando perceberam que não se tratava de Andrea.
Um documento foi emitido pelas autoridades de Alagoas informando ao IML de Angra dos Reis sobre a troca. O corpo enterrado precisa ser exumado e para isso, é necessária autorização judicial.
"Nós registramos também um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Rio de Janeiro e demos entrada na Justiça carioca com o pedido de exumação, mas o trâmite é complicado e ainda está se arrastando. O pedido já foi recebido por eles [Justiça do RJ], mas o processo está muito lento", lamentou Alexandre.
