
Emanuelly Lourenço Silva Souza foi morta dois dias antes de completar 4 anos | Reprodução
O caso da pequena Emanuelly Lourenço Silva Souza, de 3 anos, chocou Guarulhos e todo o país após a criança ser encontrada morta, enterrada e concretada na lavanderia da casa onde morava com o pai e a madrasta. O corpo foi localizado na noite da quinta-feira (27), após mais de dois meses de desaparecimento.
Segundo a polícia, o crime ocorreu em 15 de setembro. Lucas Silva Souza, pai da menina, afirmou que chegou do trabalho e encontrou a filha “gelada” e sem vida no sofá. Ele disse ter sido informado pela madrasta, Manoela Cristina César, de que houve uma briga com a criança. Em vez de socorro, o casal optou por ocultar o corpo dentro da própria residência. Lucas relatou ainda que Manoela esquartejou a menina, enquanto ele presenciava e ajudava a enterrar.
Manoela apresentou outra versão, alegando que Emanuelly passou o dia “quieta” e “quase imóvel” e que teria alertado Lucas de que a menina ainda respirava. Mesmo assim, não houve tentativa de salvamento. Ela confessou ter ajudado a ocultar o cadáver, mas negou o esquartejamento.
A mãe de Emanuelly, Gabriela, procurou o Conselho Tutelar após semanas sem conseguir falar com a filha. Lucas dizia que a criança estava sob responsabilidade do próprio Conselho, o que não era verdade. Ao visitar a casa, a madrasta afirmou que a menina estava com a mãe — informação impossível, já que foi a própria mãe quem acionou as autoridades.
As contradições levaram o Conselho e a polícia a retornarem ao imóvel. Pressionado, Lucas confessou o crime e indicou o local onde concretou o corpo. Com um machado, ele mesmo quebrou o piso da lavanderia, revelando a cova improvisada.
Vizinhos e agentes relataram sinais de maus-tratos antigos: ferimentos, retraimento e conflitos familiares envolvendo o casal. Lucas afirmou ainda que Manoela tinha ciúmes da criança por ela se parecer com a mãe biológica.
Os dois foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e são investigados por homicídio qualificado, agravado por ser praticado contra criança menor de 14 anos e por ascendente. Após audiência de custódia nesta sexta-feira (28), a Justiça converteu a prisão em preventiva.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias e a motivação do assassinato, que gerou forte comoção e indignação na região.
