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As manchas negras que têm aparecido em praias do Nordeste desde o início de setembro já atingiram 99 locais em 46 municípios de 8 estados, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Uma investigação do órgão aponta que o óleo que está poluindo as praias têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele viria. Segundo a Petrobras, trata-se de óleo cru, que não é produzido no Brasil.
Confira quantos locais foram atingidos em cada estado, segundo o Ibama:
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Alagoas: 12 locais
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Ceará: 6 locais
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Maranhão: 9 locais
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Paraíba: 16 locais
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Pernambuco: 16 locais
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Rio Grande do Norte: 46 locais
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Sergipe: 4 locais
Animais afetados
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O óleo já atingiu ao menos nove tartarugas e uma ave bobo-pequeno ou furabucho (Puffinus puffinus), conhecida pela longa migração. Segundo o Ibama, uma das tartarugas foi devolvida ao mar e outra foi encaminhada a um centro de reabilitação. Sete tartarugas foram encontradas mortas ou morreram após o resgate. A ave também não resistiu ao óleo.
Confira abaixo a lista:
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1/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Sabiaguaba, Fortaleza (CE) – morta
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4/9 – 2 tartarugas marinhas – Praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho (PE) – morta
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7/9 – 1 ave bobo pequeno – Praia de Cumbuco, Caucaia (CE) – morta
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11/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Jacumã, Ceará-Mirim (RN) – viva
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16/9 – 1 tartaruga marinha – Ilha dos Poldos, Aroises (MA) – morta
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22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Itatinga, Alcântara (RN) – viva
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22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – morta
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23/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – viva
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24/9 – 1 tartaruga marinha – Jericoacoara, Jijoca de Jericoacoara (RN) – morta
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“Um dos pontos que chamam mais a atenção neste caso é a fragilidade do sistema de fiscalização e monitoramento da costa, que está enfraquecido. Isso traz graves consequências e um dos reflexos são as manchas de óleo, que ninguém sabe de onde vem. Se tivéssemos fiscalização marinha, isso não aconteceria”, afirma Anna Carolina Lobo, gerente dos programas Marinho e Mata Atlântica do WWF-Brasil.
Nas redes sociais é possível ver moradores compartilhando vídeos e fotos dos bichos cobertos por óleo negro. A recomendação do Ibama é que, nestes casos, a população acione os órgãos ambientais competentes para que os animais sejam avaliados antes de devolvidos ao mar.
Até o momento, não há sinais de que peixes e crustáceos estejam contaminados, de acordo com o Ibama, mas o instituto recomenda que banhistas e pescadores não tenham contato com o óleo.
O Ibama pediu apoio à Petrobras para fazer a limpeza das praias e a empresa afirmou que vai disponibilizar 100 pessoas para o trabalho. O G1 perguntou ao Ibama quando a limpeza deverá começar, e aguarda retorno do órgão.
O vídeo abaixo mostra que o óleo foi coletado e está sendo analisado.
Situação em Alagoas
De acordo com o Ibama, foram registrados 12 pontos com manchas de óleo no estado:
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Japaratinga – Praia de Japaratinga
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Maceió – Pajuçara/Ponta Verde
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Natal – Praia do Forte
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Passo de Camaragibe – Praia do Carro Quebrado
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Marechal Deodoro – Praia do Francês
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Barra de São Miguel – Barra de São Miguel
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Marechal Deodoro – Lot. Encontro do Mar
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Barra de Santo Antônio – Barra de Santo Antônio
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Barreirinhas – Praia Canto do Atins
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Roteiro – 2 pontos na Praia do Gunga
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Paripueira – Paripueira
* Com G1

