


A Justiça de Alagoas manteve a prisão de Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como "Vitinho", suspeito de dopar, agredir e estuprar a colega de escola Maria Daniela Ferreira Alves, na cidade de Coité do Nóia, no interior de Alagoas. Foragido desde dezembro de 2024, ele foi preso na manhã desta sexta-feira (10), ao participar da audiência de instrução do caso, no Fórum da Comarca de Taquarana.
De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), Victor, de 19 anos, compareceu à audiência e foi ouvido pela primeira vez sobre o caso. Ao fim do interrogatório, ele foi preso em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça.
Ministério Público
Segundo o promotor de Justiça Lucas Mascarenhas, o processo alcançou um momento determinante. Durante a audiência, Victor apresentou sua versão sobre os fatos pela primeira vez perante a Justiça.
Segundo Lucas Mascarenhas, o acusado foi interrogado normalmente e exerceu seu direito de defesa. "O próprio Victor compareceu e foi ouvido, dando a sua versão. Fizemos o interrogatório dele e ele pôde apresentar sua defesa."
Defesa do acusado diz que apresentação foi voluntária
A defesa de Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, afirmou nesta sexta-feira (10) que o jovem se apresentou voluntariamente às autoridades, por intermédio de seus advogados, para cumprir a determinação da Justiça.
“A apresentação espontânea é ato de confiança na Justiça. Victor Bruno comparece para exercer, no foro adequado, o direito constitucional de apresentar a sua versão dos fatos”, diz um trecho da manifestação. Leia nota completa no final da matéria.
Defesa da vítima
Em pronunciamento após a apresentação de Victor Bruno à Justiça, a advogada Júlia Nunes, que representa Maria Daniela Ferreira, ressaltou que a prisão representa apenas uma etapa do processo. Segundo ela, a defesa do acusado é composta por três advogados experientes e renomados, que deverão atuar para que ele responda ao processo em liberdade.
Júlia afirmou que continuará acompanhando o caso e reforçou que a mobilização agora será para que o investigado permaneça preso e seja condenado pelos crimes atribuídos a ele. A advogada também defendeu o avanço das investigações para identificar outros possíveis envolvidos no caso, citados pela vítima durante seu depoimento.
Pai da Vítima
Em vídeo enviado à TV Pajuçara, o pai de Maria Daniela Ferreira Alves comentou a prisão de Victor Bruno.
José Domingos agradeceu o apoio da população e pediu que as investigações avancem. " Tenho certeza de que há mais pessoas envolvidas no caso de Maria Daniela, pois ela já havia ficado uma vez com Victor, e ele não tinha motivo para fazer tudo o que fez com ela. Essa é uma suspeita que temos. Esperamos que a Justiça seja feita e que seja descoberto quem estava com Victor no momento do crime", disse.
Nota da defesa
A defesa técnica de Victor Bruno da Silva Santos informa que, nesta data, o acusado foi apresentado voluntariamente às autoridades competentes, por intermédio de seus advogados, a fim de ser ouvido em audiência perante o Poder Judiciário.
A apresentação espontânea é ato de confiança na Justiça. Victor Bruno comparece para exercer, no foro adequado - o processo, o direito constitucional de apresentar a sua versão dos fatos, submetendo-se ao contraditório e às determinações judiciais.
A defesa manifesta consideração à jovem e à sua família, e é precisamente por respeito à seriedade do caso que repudia, com veemência, a proliferação de notícias falsas, versões fantasiosas e narrativas construídas à margem dos autos, sem lastro em qualquer elemento de prova. A divulgação irresponsável de fatos inventados viola a presunção de inocência, compromete a serenidade da instrução criminal e institui verdadeiro julgamento paralelo, incompatível com o Estado Democrático de Direito. Quem fabrica fatos e distorce provas não presta serviço à jovem, à Justiça ou à sociedade, apenas contamina o debate público e dificulta o que realmente importa: a reconstrução rigorosa dos fatos sob o crivo do contraditório. Este caso será julgado pelo juiz natural da causa, com base exclusivamente na prova validamente produzida no processo, e não por manchetes, perfis anônimos ou tribunais de internet.
Todos os esclarecimentos sobre o mérito serão prestados exclusivamente nos autos.
