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A agente de saúde Juliana Rangel, de 26 anos, baleada na cabeça durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-040 na véspera de Natal, já consegue se comunicar por bilhetes, entretanto, ainda não tem previsão de alta do Centro de Terapia Intensivo (CTI) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias, onde segue internada.
“Quero justiça. Só Deus e eu sabemos o que estou passando”, escreveu Júlia. Dayse, mãe de Juliana, disse que a filha escreveu “justiça” porque “já sabe mais ou menos o que aconteceu com ela”. A jovem não conseguia falar até a última atualização desta reportagem.
Ainda segundo Dayse, Juliana não precisa mais de antibióticos, mas afirmou não saber quando ela terá alta do CTI.
paciente tem apresentado melhora em seu quadro de saúde na última semana. Segunda a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde e da direção da unidade, Juliana não depende mais do suporte de ventilação mecânica e consegue caminhar com auxílio.
Segundo o último boletim médico, divulgado na manhã desta segunda-feira, ela "se apresenta em bom estado geral, hemodinamicamente estável, com sinais clínicos e laboratoriais apresentando boa resposta ao tratamento instituído para controle do quadro infeccioso, tendo sido suspenso o uso de antibióticos".
O comunicado do hospital ainda informa que paciente segue respirando através da traqueostomia e que "conseguiu completar o processo de desmame, não dependendo mais do suporte de ventilação mecânica". "A paciente se encontra acordada, lúcida e interagindo bem e se comunicando. Ainda realizando fisioterapia respiratória e motora, onde já consegue caminhar com auxílio", diz outro trecho da nota.
A jovem segue em terapia intensiva, com acompanhamento de profissionais da neurocirurgia e da psicologia, em conjunto com equipe multidisciplinar. "Do ponto de vista neurológico, não apresentou novos sintomas e sem novos déficits, já em processo de reabilitação", destaca o boletim.
Não há previsão de alta para Juliana, no entanto. Ela segue em terapia intensiva, em acompanhamento pelo serviço de neurocirurgia e psicologia, em conjunto com equipe multidisciplinar.
A agente de saúde foi baleada na noite de 24 de dezembro quando ia para Niterói, na Região Metropolitana do Rio, cear com parentes. O carro da família seguia pela Rodovia Washington Luiz (BR-040), na altura de Duque de Caxias, quando foi alvo de tiros disparados pelos agentes da PRF. Cerca de 30 disparos atingiram o veículo.