Internada há 3 meses, advogada que salvou família em incêndio está consciente e respira naturalmente, diz hospital

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 14/01/2026

Juliane Vieira, de 28, ficou pendurada em um suporte de ar-condicionado para resgatar mãe e primo durante incêndio. — Foto: Reprodução

A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, permanece internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina, no norte do Paraná, e apresenta evolução no quadro clínico. Segundo informações confirmadas pela assessoria da unidade hospitalar nesta terça-feira (14), ela está consciente e respirando naturalmente. Apesar da melhora, ainda não há previsão de alta médica.

Juliane está hospitalizada desde 15 de outubro de 2025, quando ficou gravemente ferida ao salvar a mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo Pietro, de 4 anos, durante um incêndio no prédio onde moravam, no centro de Cascavel, no oeste do estado. A advogada sofreu queimaduras em 63% do corpo e foi encaminhada ao Centro de Tratamento de Queimados, referência no Paraná, onde permaneceu por quase dois meses.

Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane informou que a filha começava a despertar gradualmente do coma induzido e já conseguia se comunicar com familiares. O incêndio, que completa três meses nesta quinta-feira (15), ocorreu em um apartamento localizado no 13º andar, no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country. Laudo da Polícia Civil concluiu, em novembro, que o fogo não foi intencional e teve início na cozinha do imóvel, sem indícios de crime.

Imagens que circularam nas redes sociais à época mostraram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando resgatar os familiares. Após conseguir ajudar a mãe e o primo, ela foi retirada do local pelo Corpo de Bombeiros.

Sueli Vieira sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de inalação de fumaça e lesões nas vias respiratórias, permanecendo 11 dias internada no Hospital São Lucas, em Cascavel. Já Pietro foi transferido para Curitiba, em razão da inalação de fumaça e queimaduras nas pernas e mãos, recebendo alta após 16 dias de internação, no fim de outubro. Um bombeiro que participou do resgate também ficou ferido e precisou de atendimento médico, mas teve alta dias depois.

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