
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles cinco ex-presidentes da Corte, enviaram nesta segunda-feira (7) uma carta ao presidente do Tribunal, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine uma apuração rigorosa dos fatos que envolvem a atual crise institucional.
No documento, os ex-ministros classificaram o momento como a “mais aguda crise” da história do STF e afirmaram que os acontecimentos divulgados vêm comprometendo o prestígio e a autoridade da Corte, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
A manifestação é assinada por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Os signatários não apontam nominalmente responsáveis, não pedem afastamentos e não afirmam que irregularidades já tenham sido comprovadas. O pedido é para que os fatos sejam examinados publicamente, com rigor e respeito ao devido processo legal.
A carta foi divulgada em meio ao agravamento da crise envolvendo os desdobramentos do caso Banco Master e ao conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A tensão aumentou após a divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações.
O episódio também provocou manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que cobrou respostas rápidas e claras do Supremo. Uma reunião entre o presidente da entidade, Beto Simonetti, e Fachin, prevista para quarta-feira (9), foi adiada pelo presidente da Corte, que alegou sobrecarga de atividades.
Na sexta-feira (4), Fachin afirmou que a resposta do STF aos acontecimentos será “firme e rigorosa”, mas sem precipitação. O presidente do Tribunal defendeu o respeito à Constituição e às leis durante a condução do caso.
A carta dos ex-ministros amplia a pressão sobre Fachin para que a crise seja discutida pelo plenário e de forma pública. O documento reforça a cobrança por transparência e por uma apuração capaz de esclarecer os fatos e preservar a credibilidade e a autoridade institucional do Supremo.


